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Papo Franco: Quem Prometeu Amado a Bety? Por Geraldo Maia
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Cultura
Qui, 13 de Março de 2008 03:39
História cabiluda como a buceta da amada de Bráulio Tavares. Mas muito menos gostosa. Era uma vez uma Bahia em caos total. Reflexo dos quarenta anos de pilhagem geral. Por sua vez reflexo dos quatrocentos anos de pilhagem do país. A Bahia ainda está um brega, é só ver o caso da ebal,  da saúde, da educação, das estradas, da habitação, do trabalho, etc. O pior índice de quase tudo. É,, restou um "quasezinho" aí para aliviar pros caras. Na Secult o mesmo pandemônio: museu rodin, livros empilhados nos depósitos aguardando que o "Espaço do Leitor Baiano", ong criada pelo secretário anterior, os vendesse e embolsasse a grana pra enriquecer ainda mais os sessenta ladrões que abocanhavam as verbas para a cultura. Um ex-gestor, também parecerista do famigerado "fazcultura" e dono de editora só permitia que os livros aprovados fossem publicados por sua empresa.

E aí, alguém falou alguma coisa? Correu e-mail pela net? Bernardo escreveu sobre o "scotch" livre que corria depois nas comemorações? Risério  indignou-se em seus artigos na tarde, que por sua vez inventou alguma "crise" naquela gestão permanentemente em crise real dado os desmandos, corrupções e atos nefastos praticados ao rés do chão? Não, ninguém disso nada, eu sou testemunha, não se deu um "pio", todo mundo caladinho com o rabo entre as pernas. TODO MUNDO!!! Raríssimas exceções. Sabem por quê? Porque a Casa de Jorge Amado recebia seu injusto e polpudo cala-boca regularmente. E o que é a Casa de Jorge Amado? João Ubaldo com certeza não conhece a casa mais racista, intolerante, pseudoaristocrática, egocêntrica, individualista, elitista que existe no Pelourinho mas se comporta como se estivesse a milhares de quilômetros dali sem reconhecer nem valorizar o local onde Jorge Amado foi buscar a inspiração para a sua vasta obra.

Jamais a Casa de Jorge Amado pensou ou fez algo para melhorar as condições das pessoas do seu entorno. Algum projeto de alcance social. São nulos nesse aspecto. E olha que por alí estão várias ongs que desenvolvem inúmeros trabalhos de inclusão e promoção social principalmente com as crianças e adolescentes em situação de risco que ainda habitam aquele local e cercanias, as quais a Casa de Jorge Amado ingnora completamente, mesmo recebendo uma vultosa quantia de dinheiro público, do povo, que poderia estar sendo melhor utilizada para minorar as condições de vida dessas pessoas. A Casa de Jorge Amado só queria saber de seu dinheiro e o resto que se explodisse. Dinheiro para cuidar do rico acervo e promover os amigos íntimos, a elite" dourada", escolhida a dedo pela direção da casa. Por isso não reclamava do governo do qual era cúmplice. Ali perto o Teatrro XVIII também recebia dinheiro público à rodo para bancar as brincadeiras do grupinho que adora brincar de fazer teatro e tirar onde de ingresso baratinho para o povo ter acesso.Que baratinho o quê? Pago com dinheiro público. Acesso a que? Ao egocentrismo exercebado e arrogante de um grupinho fechado? Natural apodrecer com pouco ar. E é assim, qualquer um constrói um teatro e o estado passa a ter obrigação de bancar se botar o "h" de preço baratinho? Por que a Casa do Teatro Popular, que faz teatro sério, genuinamente popular, nas ruas, sem cobrar nada mesmo, não foi financiada? E tantos outros grupos e companhias de teatro que atuam nas pereferias fazendo teatro popular genuíno e nunca receberam verba pública? Se um pode, todos podem.

Esta é a essência da nova política que está sendo implantada. Se um tem todos podem ter. Se vai dar para a Casa de Jorge Amado, para o Teatro XVIII, etc, tem que dar para as Bibliotecas Comunitárias, para a Bety Coelho, parta a Prometeu, para o Quilombo Cecília, para a biblioteca poeta Douglas de Almeida, para a Casa do Teatro Popular, para o grupo de teatro do Povo na Rua, e tantos outros e outros de Salvador e dos demais territórios baianos. Mas quando o novo governo resolve por ordem no caos abjeto em que se tornara a secretaria de cultura e turismo, como extensão de todo o (des)governo que foi derrotado sabiamente por esse mesmo povo aviltado, ultrajado, enganado, roubado há décadas, séculos, aí então inventa-se uma "crise" para fazer uma cortina de fumaça aos desmandos da gestão anterior porque se foi cúmplice deles? A cidade de três milhões de habitantes tem só seis bibliotecas públicas. Cinco estaduais e uma municipal. Mesmo assim com sérios problemas de equipamentos, acervo e pessoal.

Quem criou essa realidade? Um ano de governo Wagner? Aí pessoal, na moral, sem fanatismo, sem exarcebação, na calma, tudo isso, o estado em que se encontra Salvador e os municípios baianos foi criado em um ano? Ah, mas nada está sendo feito, só falar do passado? Nada? Quando você chega em casa e encontra tudo na maior bagunça, os filhos e amigos aprontaram e deixaram tudo de cabeça para baixo, o que é que qualquer um faz? Levantar o nível da desordem, começar a arrumar, varrer, passar pano, rearrumar coisas aqui, ali, e isso é trabalho, dá um trabalho danado, esquenta, sua, de repente vc entra pela noite e ainda não acabou a arrumação. É o que o governo está fazendo, arrumar essa bagunça dá um trabalho danado, e mais ainda, porque o estado não pode fechar, parar, ficar limpando até a madrugada para só então começar a funcionar tudo novamente. Não, tem que fazer tudo ao mesmo tempo, como está sendo feito. Mas tem gente não quer perder a bocada e chia, grita, bate o pézinho,  dá calundu, mal acostumado. Mudar é difícil mesmo porque ninguém sabe ou quer lidar com o desconhecido, só com o que já conhece, já domina, já está acostumado.

E realmente tem muita gente acomodada, mal acostumada, no bembom. Mas as mudanças estão em andamento, as verbas concentradas, no caso da cultura, para sessenta amiguinhos do peito, está sendo pulverizada mesmo, para milhares de agentes culturais em todos os trerritórios que compõem a Bahia.

O fazcultura foi redimensionado para democratizar o acesso às verbas por renúncia fiscal, o fundo de cultura está aberto a todos, a todos mesmo, não se espantem, parece mentira, mas não é, não é mais só para os amigos chegados, a elitizinha tirada que se achava "dona" do pedaço. Não, A Tarde, é pra valer, o fundo de cultura é para TODA a Bahia, para TODOS os agentes culturais, sem importar crença, credo, ideologia, raça, sexo, gênero. É verdade! Inclusive as bibliotecas comunitárias que precisam sim, como as casas citadas acima, receber ajuda do governo porque prestam um excelente trabalho onde o governo não atua numa cidade sem bibliotecas. Mas isso também está mudando, é só um ano, mas muito está sendo feito, ainda invisível porque muito é ainda arrumação da casa. As bibliotecas comunitárias estão na pauta da secretaria da cultura. É preciso que os responsáveis pelas mesmas enviem os seus projetos para o Fundo de Cultura.

Esse é o caminho proposto. Para que todo o estado, não só Salvador, seja contemplado. Pode não ser o ideal, o melhor, mas é o que está posto e qualquer um pode utilizar. Esse é o deferencial, porque antes só sessenta pessoas eram beneficiadas e isso precisa ser dito sim, para que não se repita mais esse tipo de coisa. Assim como se critica as ações da atual gestão, que deve ser criticada, claro, mas a crítica fica mais contundente se for melhor embasada, fundamentada, com critério, se não vira só disse-me-disse, fofoca, tititi, blá blá blá, papo furado. E tem que cobrar mesmo quando as mudanças não derem certo. Crítica é co-responsabilidade. Cobrança também. Não pode só dizer amém, amém, amém como estava sendo feito por TODOS (mídia inclusive), porque TODOS acreditavam que o "reinado" do "cabeça branca" era eterno.

E quebraram a cara. Como não ousam admitir aí criticam por criticar, e muito para abafar suas próprias pisadas. Então, vamos propor concretizar nossos sonhos sem medo de não vê-los realizados, sem medo de nada, vamos chegar junto com projetos nas mãos. Qualquer um, inclusive as bibliotecas comunitárias, para sair o mais rápido possível dessa situação que não foi criada agora, mas é fruto do total descaso das elites que dirigiram este país até agora para com ele mesmo. E mais do nunca está em nossas mãos o poder de realizar. Vamos nessa!  

Geraldo Maia Poeta, escritor, doutor honoris causa pela uni american universidade corporativa das américas

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