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Os anarquistas fardados querem expandir a terra de ninguém? por Fábio de Oliveira Ribeiro
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Dando o que Falar
Sáb, 08 de Setembro de 2018 05:28

FABIO_DE_OLIVEIRA_RIBEIROO ataque contra Bolsonaro é um fato, a representação que está sendo criada para o episódio é outro. Sobre esse outro fato algumas coisas podem ser ditas.

É evidente que a imprensa e os apoiadores do ex-capitão do exército estão utilizando o que ocorreu tanto para aumentar a simpatia por Bolsonaro (o objetivo é reduzir sua rejeição) quanto para instigar o ódio aos candidatos petistas (para amedrontar ou encurrala-los). A Veja e o general Mourão, vice de Bolsonaro, já culparam o PT.

Não há qualquer prova concreta de que o PT é responsável pelo que ocorreu. Mas isso não importa. Uma vez feita, a acusação baseada em convicção funciona como um soco na cara, obrigando o adversário a reagir. Além disso, a imprensa pró-bolsonaro ou anti-petista poderá convenientemente esquecer que Jair Bolsonaro foi filmado prometendo fuzilar petistas.

A vitimização daquele que incita o ódio não é uma coisa nova na política brasileira. José Serra utilizou essa tática (episódio da Bolinha de Papel). Antes dele a mesma tática foi empregada por Carlos Lacerda (atentado da rua Tonelero).

O crescimento eleitoral de Fernando Haddad pode ser contido? Aqueles que estão utilizando eleitoralmente o ataque a Bolsonaro acreditam que sim. Mas isso somente poderá ser adequadamente medido daqui a algum tempo. O PT já foi vítima de ataques semelhantes no passado e conseguiu usar o ataque para reforçar a rejeição do adversário (José Serra que o diga).

Mourão aproveitou a hospitalização de Bolsonaro para fazer sua primeira aparição como político. Seu desempenho não poderia ser mais desastroso. Ele acusou o PT sem provas e disse que somente os militares são profissionais da violência. Duas coisas podem ser ditas sobre a performance dele.

A primeira é que ele parece não entender que assumiu um novo papel. O militar só é profissional da violência quando está na ativa. Na política o homem deve ser um profissional da negociação sincera e cordial, da construção de consensos possíveis e, principalmente, da pacificação do campo político. Ele enfatizou a violência e, portanto, se colocou fora do campo político sem pertencer mais ao campo militar.

A segunda coisa que pode ser dita é ainda mais perturbadora. Ao dizer que o PT é responsável pelo ataque a Bolsonaro, Mourão utilizou a jurisprudência de Deltan Dellagnol (que acusou Lula sem provas e com base em suas convicções). Ironicamente, os profissionais do Direito não deveriam ser profissionais da violência e sim do Direito. Portanto, ao se manifestar Mourão aprofundou a confusão entre barbárie e civilização e o resultado disso certamente não será bom para ninguém.

Ao invés de desarmar a bomba que foi acionada por Bolsonaro ao prometer fuzilar os petistas os agentes da barbárie estão usando o ataque contra ele para armar uma bomba ainda maior. Quando ela inevitavelmente explodir todos irão receber os estilhaços, inclusive os Juízes que não interromperam a carreira política de Bolsonaro. Há décadas ele começou prometer matar milhares de pessoas e isso já deveria ter sido considerado incompatível com o Estado de Direito.

Em sua primeira aparição política Mourão demonstrou que pretende seguir o caminho do seu mestre e subalterno. A forma como o general se manifestou indica que o espaço para a política será definitivamente substituído por uma terra de ninguém entre inimigos irreconciliáveis. Portanto, o vice de Bolsonaro pode se tornar um elemento ainda mais perigoso para a tranquilidade política do que o próprio candidato protegido e acariciado pela mídia anti-petista.

Mourão tem mais contatos militares que Bolsonaro. E isso não é nada bom para um país condenado à instabilidade política por causa dos anarquistas de farda infernais. De tempos em tempos eles saem dos Quartéis para garantir que nosso país continue sendo economicamente pobre, politicamente atrasado, militarmente irrelevante e tecnologicamente medíocre.


Artigo publicado originalmente em https://jornalggn.com.br/blog/fabio-de-oliveira-ribeiro/os-anarquistas-fardados-querem-expandir-a-terra-de-ninguem-por-fabio-de-oliveira-ribeiro

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