Salvador, 22 de September de 2021
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Dando o que Falar


De Saigon a Cabul, EUA colecionam derrotas em guerras. Por Jeferson Miola
Dando o que Falar
Ter, 17 de Agosto de 2021 04:55

Desde o fim da 2ª guerra mundial, no contexto da guerra fria os EUA apoiaram ou promoveram diretamente dezenas de conflitos, intervenções, ataques, atentados, golpes de Estado, invasões e destruições de soberanias ao redor do mundo, em especial em países latino-americanos.

Nestas empreitadas, a potência do Norte tanto colecionou êxitos como fracassos. Cuba é o mais retumbante e longo fracasso; já dura 6 décadas.

Mesmo quando alcançou objetivos imediatos com seu intervencionismo ilegal – como no Haiti e na Líbia, para citar dois exemplos tragicamente emblemáticos – os EUA legaram ao mundo um saldo de longo prazo absolutamente desastroso e catastrófico.

Já nas guerras de longa duração que encabeçaram com suas tropas próprias ou mercenárias em solo estrangeiro, os EUA foram, contudo, fragorosamente derrotados, como aconteceu no Vietnã, Iraque e Afeganistão.

Nestas três guerras, as Forças Armadas mais poderosas do planeta – e, supostamente, imbatíveis – foram escorraçadas por forças de resistência com capacidades bélicas e tecnológicas incomparavelmente menores.

Para a potência imperial que possui uma máquina militar poderosíssima e sem precedentes de comparação em toda história da dominação imperialista, a derrota na guerra do Afeganistão tem o mesmo sabor de vexame e humilhação provado no Vietnã. As imagens dos helicópteros estadunidenses sobrevoando as embaixadas em Saigon [1975] e Cabul [2021] falam por si.

Como assinalou o cineasta estadunidense Michael Moore,

A queda, mais uma vez. A América perde outra guerra. Nossa guerra mais longa. ‘Somos o nº 1 !!’. Gastamos mais de US $ 2 trilhões. Sacrificamos mais de 2.300 vidas de americanos para invadir um país onde Bin Laden nunca foi, em lugar nenhum, encontrado. Bush disse que não tinha interesse em capturá-lo. A equipe de Obama o encontrou em uma casa na mesma rua de ‘West Point’ do Paquistão. Quem diria!

NÓS somos os invasores. O Talibã não é invasor – eles são afegãos – é o país deles! Eles são loucos religiosos. Nós sabemos o que parece – nós temos o nosso próprio!

Que bagunça trágicaReembolsar o complexo militar-industrial (aumentar o financiamento para veteranos!), Reembolsar a NSA e a Segurança Interna. Eles enviaram nossas jovens tropas para a morte. Vergonha! 15 dos 19 sequestradores em 11 de setembro eram da Arábia Saudita! Nem do Afeganistão, nem do Iraque, nem do Irã …

Mais uma vez, fomos derrotados por um exército sem aviões bombardeiros, sem contratorpedeiros, sem mísseis, sem helicópteros, sem napalm – apenas um bando de caras em picapes. Não ganhamos uma guerra real na defesa deste país desde a Segunda Guerra Mundial.

76 anos atrás hoje …”.

A despeito da sua temível força militar, do poder bélico sofisticado, do auxílio de exércitos mercenários e das tecnologias altamente mortíferas, os EUA perderam as guerras prolongadas em que se meteram, deixando um rastro devastador para trás.

Jeferson Miola

Integrante do Instituto de Debates, Estudos e Alternativas de Porto Alegre (Idea), foi coordenador-executivo do 5º Fórum Social Mundial

Artigo publicado originalmente em https://www.brasil247.com/blog/de-saigon-a-cabul-eua-colecionam-derrotas-em-guerras
 
Frieza de Biden sobre vitória taleban lembra que Cabul é pior que Saigon. Por Igor Gielow
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Ter, 17 de Agosto de 2021 03:50

IGOR_GIELOWO desastre político e de imagem para os Estados Unidos no Afeganistão está evoluindo de forma tão rápida quanto a queda do país para as tropas do Taleban.

 
Debacle no Afeganistão. Por Tariq Ali
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Ter, 17 de Agosto de 2021 03:29

Tariq_AliA queda de Cabul para o Taleban em 15 de agosto de 2021 é uma grande derrota política e ideológica para o Império Americano. Os helicópteros lotados que transportavam funcionários da Embaixada

 
O jogo sujo do bolsonarismo não precisa do voto impresso. Por Moisés Mendes
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Sex, 13 de Agosto de 2021 03:54

moises-mendesPedro Castillo foi eleito presidente do Peru no dia 6 de junho. Mas só foi declarado e reconhecido oficialmente como eleito no dia 19 de julho, porque Keiko Fujimori, a candidata da extrema direita, não aceitou a terceira derrota, tentou anular a eleição e depois pediu recontagem de votos.

 
O caso Borba Gato. Por Lincoln Secco
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Sex, 13 de Agosto de 2021 03:46

lincoln_seccoO caso Borba Gato foi analisado sob diversos ângulos: o valor estético da obra, seu pertencimento ao bairro de Santo Amaro, o significado da personagem histórica, a violência (ou não) envolvida

 
Desfile Militar e a sombra sobre Bolsonaro. Por Igor Felippe Santos
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IGOR_FELIPPE_SANTOSA crise político-institucional parece ser um buraco sem fundo. O tom da reação dos atores envolvidos aumentou na semana passada contra as declarações do presidente Jair Bolsonaro contra o sistema eleitoral.

 
A ruína do guru do ódio religioso Olavo de Carvalho. Por Lúcia Helena Issa
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Seg, 09 de Agosto de 2021 05:11

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Se Bolsonaro chegar ao golpe, será porque teve permissão. Por Jãnio de Freitas
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Janio_de_FreitasO suspense que aguarda os próximos espasmos institucionais exprime a fragilidade, tão negada, do sistema de defesa da legalidade democrática. Um desvairado lançou o país nas

 
Da arte de não enxergar o fogo. Por Vladimir Safatle
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Sex, 06 de Agosto de 2021 05:34

Vladimir_SafatleTermino minha participação na discussão com Leonardo Avritzer – travada em uma série de artigos postados no site A Terra é Redonda – com duas considerações.[1]

Última atualização em Sex, 06 de Agosto de 2021 05:37
 
Caos e ataques do Bolsonaro às instituições fazem parte do script dos militares. Por Jeferson Miola
Dando o que Falar
Sex, 06 de Agosto de 2021 05:27

Bolsonaro tem consciência que suas chances eleitorais em 2022 são improváveis.

Caso até a eleição não esteja inelegível e preso, como corresponderia a este criminoso em série que se safa do impeachment e da prisão graças à proteção cúmplice do procurador-geral e do presidente da Câmara, se participar do pleito é grande a probabilidade de ser derrotado por Lula já no 1º turno.

Por isso, enquanto os militares não conseguem encontrar uma alternativa eleitoral viável para a continuidade do projeto de poder, Bolsonaro age como um kamikaze programado para debilitar as instituições e explodir o processo.

Ele faz isso cultivando um clima constante de caos, tumulto e confusão e atacando frontalmente as instituições.

Bolsonaro tem muito a perder com a perda do cargo presidencial que usa de modo autocrático e antirrepublicano para blindar a si e a seu clã miliciano. Fora da presidência, ele ficará sujeito a condenações nos tribunais nacionais e, também, à incriminação no Tribunal Penal e cortes internacionais de direitos humanos.

Ele não está de fato interessado com a lisura da eleição, mas sim em enlamear e deslegitimar o processo eleitoral para concretizar a versão tupiniquim do “Capitólio de Brasília”. Não tem saída; para Bolsonaro e comandantes militares tudo é fraude e causa para deslegitimar a eleição: se sofrer impeachment legítimo, se ficar inelegível, se for processado pelo STF, ou se perder a eleição.

Num cenário de conflito insano, que poderá inclusive desembocar na violência armada de milícias bolsonaristas contra opositores e o povo em geral, o Exército será então convocado para executar uma operação “especial” de Garantia da Lei e da Ordem [GLO].

Não será uma GLO típica de segurança pública, mas uma “GLO política” para emparedar o poder civil e promover a ruptura institucional.

O “dissidente” general Paulo Chagas enuncia este roteiro no twitter: “Qdo o STF, q deveria dar o supremo exemplo, deixa de fazê-lo e ultrapassa seus limites, todos sentem-se livres p/fazer a msm coisa! Os efeitos negativos dessa anarquia só serão neutralizados pela iniciativa e pela moderação de uma FORÇA garantidora da lei e da ordem! ISSO Ñ É BOM!” [grafia original, grifos meus].

Os dirigentes militares não estão menos encrencados que Bolsonaro. A responsabilidade deles na corrupção sistêmica, na devastação da soberania e no desmanche do país; na destruição ambiental e no morticínio de quase 600 mil brasileiros/as são causas justas para julgamentos e condenações em tribunais nacionais e internacionais.

Com o eventual fim do governo militar, os militares não perderão somente os milhares de cargos civis, os salários duplex e extra-teto, as regalias e o poder, mas deverão perder também a condição de impunidade que gozam até hoje.

O ambiente de caos, descontrole e instabilidade institucional é uma construção metódica que o partido dos generais toma como pretexto para “legitimar” a tutela do poder político e das instituições civis pelas Forças Armadas, em especial pelo Exército.

A ação nefasta de Bolsonaro para o agravamento deste clima caótico e de incertezas é parte do script concebido pelo próprio governo militar.

Jeferson Miola

Integrante do Instituto de Debates, Estudos e Alternativas de Porto Alegre (Idea), foi coordenador-executivo do 5º Fórum Social Mundial

 

Artigo publicado originalmente em https://www.brasil247.com/blog/caos-e-ataques-do-bolsonaro-as-instituicoes-fazem-parte-do-script-dos-militares
 
Relação "pragmática" de Biden com o Brasil é na prática aliança com Bolsonaro. Por José Reinaldo Carvalho
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Sex, 06 de Agosto de 2021 05:17

jose-reinaldo-carvalhoChefiada pelo conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, chega nesta quinta-feira (5) ao Brasil uma delegação de quadros de primeira linha do governo Joe Biden para negociar

 
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