Salvador, 20 de August de 2018
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Artigos


Eleições: fim ou aprofundamento do precipício. Por Robson Sávio Reis Souza
Cidadania
Sex, 20 de Julho de 2018 05:30

robson_savio_reis_souzaEstamos a pouco mais de dos meses das eleições. Aproxima-se o pleito e com ele a esperança de sairmos do precipício; ou, a depender das condições de sua realização, o aprofundamento da tragédia que abate o país.

 
Agências desreguladoras: raposas no galinheiro, por Helena Chagas
Cidadania
Sex, 20 de Julho de 2018 05:20
Helena-ChagasAo suspender a regra que autorizava as operadoras de planos de saúde a cobrarem de clientes até 40% do valor de procedimentos e exames, a presidente do STF, Cármen Lúcia, deu um belo puxão de orelhas na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), coincidentemente a poucas horas de assumir, ela mesma, a presidência da República.
 
Afaste de mim este cale-se, por Luiz Inácio Lula da Silva
Cidadania
Sex, 20 de Julho de 2018 04:51

O ex-presidente Lula, preso há mais de cem dias na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, enviou artigo hoje publicado na Folha de S.Paulo. No artigo, Lula questiona não somente a prisão, mas o medo que se tem que ele dispute a presidência e sua experiência com este país.

Lula aponta que saiu da presidência com uma taxa de aprovação altíssima, resultado de uma política econômica e social correta. Critica o que se tem feito no Brasil atualmente, de entrega das riquezas ao achatamento do poder aquisitivo do povo, que padece.

Questiona, ainda, a sua prisão sem crimes e sem provas, passo seguinte ao golpe de 2016, quando Dilma foi apeada do poder nas mesmas condições. Ele continua candidato, e como candidato tem o direito e o dever de falar ao povo brasileiro, de qualquer jeito, mesmo que o tentem calar.

Leia o artigo a seguir.

Artigo do Lula na Folha de S.Paulo: Afaste de mim este cale-se

Querem impedir que o povo escolha em quem votar?

Estou preso há mais de cem dias. Lá fora o desemprego aumenta, mais pais e mães não têm como sustentar suas famílias, e uma política absurda de preço dos combustíveis causou uma greve de caminhoneiros que desabasteceu as cidades brasileiras. Aumenta o número de pessoas queimadas ao cozinhar com álcool devido ao preço alto do gás de cozinha para as famílias pobres. A pobreza cresce, e as perspectivas econômicas do país pioram a cada dia.

Crianças brasileiras são presas separadas de suas famílias nos EUA, enquanto nosso governo se humilha para o vice-presidente americano. A Embraer, empresa de alta tecnologia construída ao longo de décadas, é vendida por um valor tão baixo que espanta até o mercado.

Um governo ilegítimo corre nos seus últimos meses para liquidar o máximo possível do patrimônio e soberania nacional que conseguir —reservas do pré-sal, gasodutos, distribuidoras de energia, petroquímica—, além de abrir a Amazônia para tropas estrangeiras. Enquanto a fome volta, a vacinação de crianças cai, parte do Judiciário luta para manter seu auxílio-moradia e, quem sabe, ganhar um aumento salarial.

Semana passada, a juíza Carolina Lebbos decidiu que não posso dar entrevistas ou gravar vídeos como pré-candidato do Partido dos Trabalhadores, o maior deste país, que me indicou para ser seu candidato à Presidência. Parece que não bastou me prender. Querem me calar.

Aqueles que não querem que eu fale, o que vocês temem que eu diga? O que está acontecendo hoje com o povo? Não querem que eu discuta soluções para este país? Depois de anos me caluniando, não querem que eu tenha o direito de falar em minha defesa?

É para isso que vocês, os poderosos sem votos e sem ideias, derrubaram uma presidente eleita, humilharam o país internacionalmente e me prenderam com uma condenação sem provas, em uma sentença que me envia para a prisão por "atos indeterminados", após quatro anos de investigação contra mim e minha família? Fizeram tudo isso porque têm medo de eu dar entrevistas?

Lembro-me da presidente do Supremo Tribunal Federal que dizia "cala boca já morreu". Lembro-me do Grupo Globo, que não está preocupado com esse impedimento à liberdade de imprensa —ao contrário, o comemora.

Juristas, ex-chefes de Estado de vários países do mundo e até adversários políticos reconhecem o absurdo do processo que me condenou. Eu posso estar fisicamente em uma cela, mas são os que me condenaram que estão presos à mentira que armaram. Interesses poderosos querem transformar essa situação absurda em um fato político consumado, me impedindo de disputar as eleições, contra a recomendação do Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas.

Eu já perdi três disputas presidenciais —em 1989, 1994 e 1998— e sempre respeitei os resultados, me preparando para a próxima eleição.

Eu sou candidato porque não cometi nenhum crime. Desafio os que me acusam a mostrar provas do que foi que eu fiz para estar nesta cela. Por que falam em "atos de ofício indeterminados" no lugar de apontar o que eu fiz de errado? Por que falam em apartamento "atribuído" em vez de apresentar provas de propriedade do apartamento de Guarujá, que era de uma empresa, dado como garantia bancária? Vão impedir o curso da democracia no Brasil com absurdos como esse?

Falo isso com a mesma seriedade com que disse para Michel Temer que ele não deveria embarcar em uma aventura para derrubar a presidente Dilma Rousseff, que ele iria se arrepender disso. Os maiores interessados em que eu dispute as eleições deveriam ser aqueles que não querem que eu seja presidente.

Querem me derrotar? Façam isso de forma limpa, nas urnas. Discutam propostas para o país e tenham responsabilidade, ainda mais neste momento em que as elites brasileiras namoram propostas autoritárias de gente que defende a céu aberto assassinato de seres humanos.

Todos sabem que, como presidente, exerci o diálogo. Não busquei um terceiro mandato quando tinha de rejeição só o que Temer tem hoje de aprovação. Trabalhei para que a inclusão social fosse o motor da economia e para que todos os brasileiros tivessem direito real, não só no papel, de comer, estudar e ter moradia.

Querem que as pessoas se esqueçam de que o Brasil já teve dias melhores? Querem impedir que o povo brasileiro —de quem todo o poder emana, segundo a Constituição— possa escolher em quem quer votar nas eleições de 7 de outubro?

O que temem? A volta do diálogo, do desenvolvimento, do tempo em que menos teve conflito social neste país? Quando a inclusão dos pobres fez as empresas brasileiras crescerem?

O Brasil precisa restaurar sua democracia e se libertar dos ódios que plantaram para tirar o PT do governo, implantar uma agenda de retirada dos direitos dos trabalhadores e dos aposentados e trazer de volta a exploração desenfreada dos mais pobres. O Brasil precisa se reencontrar consigo mesmo e ser feliz de novo.

Podem me prender. Podem tentar me calar. Mas eu não vou mudar esta minha fé nos brasileiros, na esperança de milhões em um futuro melhor. E eu tenho certeza de que esta fé em nós mesmos contra o complexo de vira-lata é a solução para a crise que vivemos.

Ricardo Stuckert

Luiz Inácio Lula da Silva - Ex-presidente da República (2003-2010)

Originalmente publicado pelo jornal Folha de S.Paulo

 
Editora Abril, do brilho dos anos 70 ao esgoto de Veja, por Luis Nassif
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Sex, 20 de Julho de 2018 04:38

Luis_NassifEm 1998, sabendo que eu tinha boas relações com João Saad, o patriarca da Rede Bandeirantes, Otávio Frias – o dono da Folha – me pediu que fizesse um meio campo entre eles. A Folha e a Abril, de Roberto Civita, pretendiam propor

 
Eis que STJ, TRF, MPF implodiram o livre convencimento. Por Lênio Streck
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Sex, 20 de Julho de 2018 04:23

Lenio_Luiz_StreckO jurista Lenio Streck publicou artigo na revista Conjur, nesta quinta (19), desnudando a contradição de Raquel Dodge nas ações que moveu contra o desembargador Rogério Favreto, no Conselho Nacional de Justiça e Superior Tribunal de Justiça, após ele ter concedido um habeas corpus pela liberdade de Lula.

 
Favreto e a câmera escura de Marx. Por Carlos Frederico Barcellos Guazzelli
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Sex, 20 de Julho de 2018 01:48

Carlos_FredericoEm “A Ideologia Alemã”, obra que só veio a público após sua morte, Marx, cujo bicentenário de nascimento é comemorado neste ano, se utiliza de interessante metáfora para explicar o efeito de reconhecimento ideológico – mecanismo essencial para a submissão dos sujeitos a um sistema de representação (idéias, valores, crenças), qualquer

Última atualização em Sex, 20 de Julho de 2018 02:01
 
Projeto Escola Sem Partido: quando o interesse privado sufoca a esfera pública
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Qui, 19 de Julho de 2018 05:48

fernanda_pereira_mouraNuma semana em que o Brasil ainda rescaldava o resultado de sua seleção de futebol, o clima estava quente na Câmara Federal. Apesar de gritos e trocas de ofensas, o tema não era futebol, assunto que muitas vezes esquenta os ânimos.

 
Enquanto a BBC é condenada num caso de circo midiático, os shows da Globo e da PF não têm hora para terminar. Por Kiko Nogueira
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Qui, 19 de Julho de 2018 05:41

Kiko-Nogueira2A Justiça britânica condenou a BBC num caso didático para o Brasil. O veterano cantor Cliff Richard vai receber uma indenização de 210 mil libras (em torno de 1 milhão de reais) após a rede televisionar uma operação policial realizada em sua casa.

 
O que é mais incrível? A prática de ato ilegal ou fingir publicamente que não houve ilegalidade? Por Afrânio Silva Jardim
Dando o que Falar
Ter, 17 de Julho de 2018 03:02

Afranio_Silva_JardimCom sinceridade, não sei o que é mais incrível: o que o juiz Sérgio Moro fez para impedir o cumprimento de uma ordem judicial de soltura do ex-presidente Lula ou os pronunciamentos das altas autoridades do Ministério Público Federal e dos tribunais superiores???

 
O enunciado jornalístico hegemônico apodreceu, por Gustavo Conde
Cidadania
Dom, 15 de Julho de 2018 08:23

Gustavo_CondeHoje, pode-se dizer com tranquilidade factual: quem aceita a narrativa imposta pela imprensa hegemônica tem sérios problemas de leitura. Eu percebo isso a olhos vistos, inclusive na sala de aula - e sobretudo com os adolescentes, leitores muito mais competentes que a geração que lhes precedeu.

 
A impunidade de Israel, a cumplicidade dos EUA e o sonho de Aisha. Por Lúcia Helena Issa
Cidadania
Dom, 15 de Julho de 2018 08:18

Lucia_Helena_IssaTalvez todas as crianças do mundo, mesmo as que não eram refugiadas, vissem a mesma lua, aquela lua prateada, cuja luz entrava pela porta entreaberta, passava pela mesa de cedros e se derramava pelo chão de madeira, onde a menina costumava sentar para ouvir histórias.

Última atualização em Ter, 17 de Julho de 2018 02:31
 
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