Salvador, 21 de November de 2018
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Cultura. Por Sérgio Siqueira
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Ter, 06 de Novembro de 2018 00:15

Sergio_SiqueiraDia da Cultura com pouco a celebrar e nenhuma celebração na cidade da cultura, que quer virar a cidade do entretenimento e isso é um erro, tem muitas por ai. Salvador, cidade da Bahia, está perdendo sua essência, e já não é imaginário do mundo, aonde todo mundo queria estar. Agora dá para enxergar isso nitidamente, olhando o Salvador Praia, o Othon e o Pestana fechados, todos em locais privilegiados. Ela sobrevive, a cultura é teimosa, e as pistas estão ali e acolá, nas quebradas da vida, mas, apesar de exposta a olhos nus, é difícil quem tem o poder e a grana na mão enxergar essa área como essencial para a nossa sobrevivência.

As leis também são burocráticas, beneficiam os grandes e seus labirintos são obstáculos instransponíveis para o artista de alma. Salvador já não tem bancos, telefônicas, rede de supermercados, grande varejo e a busca de divisas está no turismo e na cultura, sendo que para ter turismo tem que ter cultura com C maiúsculo.

O que sempre encantou quem por aqui aparece , foi a diversidade, principalmente da cultura popular . Hoje não temos um evento que mostre essa Bahia múltipla, num só lugar. Os 2 que existiam, acabaram: a Caminhada Axé e a Feira dos Municípios que na sequência virou Feira do Interior. Nos dois você podia ver a formação do estado e sua força cultural singular, nosso grande capital. Muitas conferências sobre Políticas Culturais foram realizadas, quando as coisas são bem simples. O grosso do dinheiro, que já é muito pouco , deveria ser investido na Cultura Popular e na Vanguarda .

Investir na CULTURA POPULAR porque é a fonte necessária para os avanços de linguagem, aonde se vai pescar, buscar informações , a vanguarda bebe na fonte da raiz. Investir na VANGUARDA, porque é o novo, o avanço e raros são os patrocinadores que estão dispostos ao risco.

Não se pode deixar o mercado regular a cultura e arte, Glauber dá uma aula sobre isso, no documentário de Silvio Tendler sobre ele. Há 6 décadas não temos uma revolução cultural por estas bandas, é muito tempo , a última foi com Edgard Santos, que nos anos 50 abriu as primeiras Universidades de Arte do país e trouxe a vanguarda para ensinar nesta terrinha.

E aqui aportaram Martim Gonçalves , Smetack, Lina Bo Bardi, Hans Koellreuter, Agostinho Silva, Yanka Rudzka, que interagiram e se encantaram com a diversidade de nossa cultura popular e um feliz casamento de se deu ( Raiz + Vanguarda ) , tornando a Bahia , que já tinha Caymmi e Jorge Amado , o estado Cultural do Brasil. Os frutos vieram na sequência, muitos falam que não existiria o Cinema Novo e a Tropicália sem essa revolução. Hoje é o dia da Cultura, data importantíssima para esta cidade. Há 3 anos atrás sugeri para celebrar , que se instituísse, o “Dia da Inclusão Cultural” , sempre o domingo anterior a data celebrativa.

Nesse dia o Centro histórico seria ocupado com todas as artes e o transporte seria gratuito para todos. Isso seria de grande simbolismo, para lembrar o quanto é importante a cultura para esta cidade, este estado e para proporcionar pelo menos uma vez no ano, acesso a qualquer pessoa, principalmente aos muito pobres a um cinema, um teatro uma exposição, um Concerto

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