Salvador, 21 de May de 2019
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Essas baianas. Por Antonio Menezes Filho
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Dom, 27 de Janeiro de 2019 17:17

Antonio_Menezes_FilhoOuvindo “Se Todos Fossem Iguais A Você”, de Tom e Vinicius, na voz de Gal Costa, instigado pelo canto de Nerivaldo Almeida em homenagem, entre lágrimas, ao amigo-irmão que partia dessa vida, Odorico “Bigode” cujo o toque do timbau deixará saudades, fiquei pensando nas mulheres cantoras baianas, na sua força, na sua alma, na sua sensibilidade. Gal Costa e a sua voz macia, melodiosa, sensível, eterna, sobretudo quando canta bossa-nova, qualquer música de Caetano Veloso (Baby, Objeto Não Identificado, Quereres...) ou de Chico Buarque de Holanda (Folhetim, Biscate, Mil Perdões...). Uma benção!

Maria Bethânia e a sua voz rascante, interpretações fortes, valorizando a palavra, o verso, a trama. Pode ser um “Carcará”, do maranhense João do Vale ou qualquer música da dupla Roberto e Erasmo, do
mano Caetano (É de manhã) ou um samba de roda do recôncavo baiano, principalmente dos preferidos Roberto Mendes e Jorge Portugal (os santo-amarenses se entendem bem!) ou um samba-canção de Batatinha (Toalha da Saudade).

Um destaque especial para Rosa Passos, o seu violão, a sua voz, o seu trabalho autoral com o imenso poeta baiano - e veterinário - Fernando Oliveira, com destaque para o CD “Festas”. O trabalho com o violonista Luiz Galvão sobre as obras de Ary Barroso é de audição obrigatória, assim como o CD só com músicas de Caymmi. O CD “Pano pra manga” é maravilhoso! A voz é suave, doce, marcante. Rosa é um sucesso internacional, sobretudo no Japão e é, atualmente, ouvida e estudada no Brasil, que acordou para a jóia rara que tem.

Legamos ao país Simone , um contralto de repertório correto e de sucesso que é ouvida o ano todo e no natal com o seu CD muito apreciado pelas famílias brasileiras. Daniela Mercury deu peso ao axé music, fortaleceu a cultura afro-brasileira com o samba-reggae e com o seu forte discurso de solidariedade e respeito à diversidade. No auge, parou a Avenida Paulista em dia de semana, o que significa dizer que parou o Brasil! Antes dela Sarajane, Marinês da Banda Reflexus e depois Márcia Freire, Márcia Short, Alobened e outras. É a mais politizada de todas!

Ivete Sangalo é carisma puro e potência de voz. É a cantora das multidões e pode ser sofisticada também, como se revelou ao lado de Caetano e Gil em show veiculado pela Globo e que se tornou DVD. Tem uma inteligência acima da média e um sucesso merecido.

A Bahia tem Margareth Menezes com megatons de voz. No palco, arrasa com o samba-reggae, com o samba, com canto do terreiro do candomblé, com o frevo , com a música pop e o que vier.É irrequieta e contundente. Uma força da natureza que não deixa ninguém ficar parado. É para se ver, ouvir e dançar! De Salvador, mas parece santamarense pelo sotaque e repertório temos a graça e a beleza de Mariene de Castro. No palco é uma deusa! Insuperável no samba do recôncavo baiano, homenageou Clara Nunes em show gravado para a posteridade. Com voz cálida, sorriso largo, samba
miudinho como fazem as negras baianas nos terreiros de São Brás, na velha Santo Amaro. O Brasil merece conhecer o que é bom...

Da novíssima geração, de forma injusta, menciono apenas cinco e os leitores dessas mal traçadas linhas podem agregar outros valores musicais femininos.
Importamos do Estado do Pará Cláudia Cunha que canta e pesquisa música brasileira de todo o sempre. Vai do choro à MPB com uma desenvoltura poucas vezes vistas. Estudou música. Sabe o que faz! Nós, os fãs, somos reféns da sua bela voz e do seu cabelo de fogo! Juliana Ribeiro, não se sabe, se é uma cantora que resolveu estudar história ou uma historiadora que resolveu cantar! O certo é que sabe tudo do samba - e outras coisas mais - cantando ou ensinando , além de ter uma simpatia desconcertante. Ana Mametto é um vulcão no palco. Pinta e borda e faz o que quer com a voz. É um encanto de cantora. Luiza Brito, desde o show de estréia dirigido por Andrezão Simões ainda garota, já mostrou a que veio: afinada, talentosa, cuidadosa com o repertório. Estudou música. Entende do riscado! Aiace Félix é técnica e de sensibilidade herdada do pai poeta, do avô idem e das avós festeiras. Estudou na Escola de Música da Ufba. Lê e escreve partitura, uma raridade em nosso meio, canta com muita força, paixão, ternura e encanto. É requisitada em toda parte e atende a todos os convites. Nasceu para enternecer nossas vidas.

Tem também o Quarteto em Cy saído de Ibirataia-Ba. para o Brasil , quatro baianinhas que cantaram com Vinicius e Caymmi. Sonoridade, afinação, harmonia, repertório qualificado. Já são eternas. Quem não se lembra de Maria Creusa cantando com Toquinho e Vinicius em Buenos Ayres? Ela começou nos anos sessenta na TV Itapoan , única existente na capital baiana à época. Canta com afinação e profissionalismo. Canta com a alma. De Nanuque, Minas Gerais importamos Jussara Silveira diretamente para a praia dos Artistas, na Boca do Rio, e ela virou baiana. Homenageou nossa terra com o CD em que só canta músicas de Dorival. É muito ligada a Salvador, à sua gente, aos seus amigos. Já Nana Caymmi não é baiana, mas é como se fosse...

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