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Os donos do Brasil não ficaram ainda nús. Por Sérgio Siqueira
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Ter, 02 de Abril de 2019 17:33

Sergio_SiqueiraOs políticos, os empresários, a justiça foram gradativamente sendo postos a nu, graças a uma guerra antropofágica sem precedente. A desmoralização foi total . Faltaram os bancos.

Não se vê uma linha sobre eles, que são os donos de tudo, os comandantes desta nação a deriva, os patrões. Estava folheando o livro ´A classe média no espelho “ de Jessé Souza , quando me bati com uma entrevista de um CEO de uma grande Organização financeira, falando sem pudores sobre como se opera, como as coisas acontecem. Seu patrão é identificado por João. Fiquei curioso e li a entrevista que vai da página 169 a 180, não li o livro. O CEO fala que João é um gênio e sabe aonde está o dinheiro e a função dele é viabilizar as coisas, comprando as pessoas necessárias para que tudo aconteça. Ele afirma que todo homem tem seu preço e para cada grupo existe um tipo de compra. Os políticos funciona sempre dando dinheiro para a campanha e garantindo um a mais polpudo para o bolso do próprio político. Feito isso é aprovado o que os bancos querem. Com o Judiciário funciona diferente, os juízes são mais vaidosos e a estratégia é coloca-los em palestras patrocinadas, com remuneração muito acima do mercado e ao mesmo tempo insuflando a vaidade deles.

“(..) É um pouco diferente porque os caras são muito vaidosos, alguns se acham intelectuais. Quando o cara é muito vaidoso o melhor método é pagar uma palestra com 100, 200 ou 300 mil reais, e ainda fazer o cara se convencer de que é por sua cultura jurídica. Ou fazemos seminários Internacionais com grandes jornais e revistas comentando e fotografando- ai eles piram. Neste meio você tem que saber comprar a vaidade dos caras, fazer com que se sintam mais importantes do que são. Ou então compramos diretamente a sentença(...)

O CEO explica o porque de não sair nada na imprensa, dizendo que de um modo ou de outro, ela ou é comprada ou deve fortunas ao banco.. De vez em quando existe um desvio, algum jornalista encasqueta com uma coisa que não deve ser mexida e não aceita remuneração, aí o jogo tem que ser mais pesado.

“(..) Assim que cheguei ao banco, João estava com problemas com um jornalista, metido a investigador, que publicava todo dia uma notinha chata sobre os negócios nossos em São Paulo. O João ofereceu milhões ao cara para apoiar projetos dele se aliviasse a pressão, mas o cara não aceitou. Foi um caso raro pois era uma grana e tanto na época. O que fizemos? Compramos o jornal, um dos maiores do Brasil, e demitimos o fulano(..)”

A conversa prossegue com ele dizendo que tudo passa pelo banco, pois ninguém fabrica dinheiro no quintal, tudo de legal e ilegal. A linguagem é direta , tipo ligar para o presidente e dizer: “ quero fazer uma remessa para o exterior, qual é a comissão do banco?”
Ele cita o exemplo da dinheirama encontrada no apartamento de Geddel.

“(..) Lembra daquelas malas de Geddel? Como você acha que aquele dinheiro chegou naquele apartamento? Dinheiro não dá em árvore. Quem tem a possibilidade de fazer o dinheiro circular de um lugar para outro são os bancos, mais ninguém. Não há nenhum caso de corrupção em que o dinheiro não venha de um banco. Ou seja, os bancos são os intermediários, sempre. A imprensa nunca toca nisso porque é tabu. Afinal a imprensa é nossa.(...)”

A entrevista é esclarecedora e é verdade, não há quase nunca nada contra os bancos na mídia, apesar de deixarem qualquer agiota no chinelo, manipularem câmbio e fazerem o que bem entende. 
O CEO dá a receita desse poder dizendo :

“(...) os bancos são completamente blindados porque inventaram um meio infalível de distribuir dinheiro para quem já tem muito poder e dinheiro(..)”.(...) João costuma dizer que quem manda no Brasil, a elite, não soma mais do que 800 pessoas e que ele e eu conhecemos cada uma delas. Dessas 800 pessoas, 600 estão em são Paulo, 100 em Brasília e 100 no resto do Brasil(...)”

O CEO ainda confessa que o Banco Central é a mãe, o que dá errado o erário paga a conta. No Banco Central só entra gente deles e a partir dali se controla toda a economia. 
A entrevista mostra que eles são os donos do Brasil e como donos tem seus caprichos.

(...) O João queria abrir uma casa noturna em Florianópolis só para se divertir. O diabo é que encasquetou de construir a boate num lugar que era área de proteção ambiental, o MP local encrencou e a história virou uma pendenga judicial. Aí tive que ir lá para acertar com o juiz. Quando deixei tudo combinado, o João mandou uma loura-que foi favorita dele durante um tempo e depois passou a trabalhar com a gente, dessas muito bonitas e de 1,80 de altura, como só tem no sul - levar, numa bolsa grande dessas de marca, um milhão de reais, misturando reais e dólares. A ordem de João foi mais ou menos assim: “ Põe aquele vestido vermelho justinho da Armani que te dei, entrega a mala e faça o juiz feliz”. O fulano passou um fim de semana com a loura, ficou com o dinheiro e a mala, e o João construiu a boate aonde bem queria. É assim que funciona com o judiciário(..)”

( trechos do livro de Jessé Souza : A classe média no espelho, pagina 169 a 180 ( ..o CEO de um banco explica como se compra um mundo )

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