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Uma festa no Céu para Keko Pires. Por Angela Cristina
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Sáb, 09 de Janeiro de 2021 03:03
Angela_CristinaQuem não se lembra desse fantástico conto: UMA FESTA no CÉU? Aquele que o batráquio se esconde na viola e vai para festa no céu?…
Traduzir em palavras a dor que nós amigos e familiares de Keko Pires estamos sentindo hoje beira a impossibilidade. Porque perder um amigo é como perder um grande amor (tão bem fraseado por (Vinícius de Moraes).
Agora, perder um amigo como Keko é chorar entre risos. Sim!
Desafio a qualquer um que tenha chorado por sua partida, que não tenha aberto um espaço para um breve sorriso entre as lágrimas de tristeza, tomado por alguma lembrança de uma piada, trocadilho ou suas tiradas espirituosas de determinados momentos desconcertantes.
Desafio quem não tenha feito uma boa farra com ele ou que não tenha divido momentos de celebração, homenagens e felicidade. Que não tenha presenciado uma cena que desencadeou em uma grande sequência de boas gargalhas. Quem nunca o viu criar uma paródia sobre o momento que ocorria.
Desafio também quem teve o privilégio da sua convivência, nunca ter sido obrigado(a) a tomar uma saideira no Boteco do França, no Barthô ou no antigo Mercado do Peixe (nos áureos tempos, que ele chamava de Fish Market). Seu argumento era o seguinte: “Vamos ali tomar um saideira, rapidinho, que eu tenho um negócio importante para falar com você!”
Aí, meu irmão! Uma vez que você aceitava, estava perdido...Certamente viria o dia amanhecer. O mais difícil era dar esse “Não” pra ele...Era uma tarefa quase nula conseguir não acompanhá-lo.
Sua presença era rodeada de alegria, impossível lembrar dele, sem lembrar das suas evasivas, piadas e gozações. Ele nunca chegava sozinho, sempre trazia consigo os espíritos festeiros e brincalhões junto a ele.
Era um entusiasta da noite, amante da música, alma de trovador, boêmio convicto, rubro-negro de corpo e alma. Não desistiu um minuto sequer dos seus sonhos e de perseguir suas verdades, a sua música era o combustível que o alimentava. Sempre estava pensando em uma nova parceria, um novo projeto, um novo show etc. Nunca parava de tentar produzir algo...
Dono de um extremo bom gosto musical, baixista de primeira linha e profundo conhecedor de boa música. Sabia reger seus trabalhos exatamente como queria e tirava o melhor de sua banda e das suas composições.
Sujeito sagaz, inteligente, generoso, era um bom amigo em momentos difíceis, ria das próprias tragédias e sempre altruísta com os trabalhos alheios. O rei da “canja” tanto prestigiava os shows dos amigos, como convidava a todos para participar dos dele. Nunca foi segregador, muito pelo contrário, era um aglutinador, somador de polos. Se pudesse colocaria todos em um navio e faria uma “big” jam session, que não iria nem doer.
Defeitos? Tinha Claro! Um monte deles, mas, nenhum que nos fizesse querer estarmos distantes ou que abalasse o afeto que sentíamos por ele, aliás, quem não os tem? Nossa! Como eu e o Batman brigávamos com ele nas nossas produções, era indisciplinado, Jesus! Puxávamos-lhe as orelhas por segundo e ele sempre dizia “relaxe aí, 2 minutinhos” - Sabia pedir desculpas e recuar quando estava errado.
Me sinto privilegiada ter sido parte da “última saideira” entre amigos (eu, Jerry, Leo Marques, Mari Brasil, Mille e ele) da sua trajetória trovadora que o cercou durante toda sua vida. No último sábado no dia 19 de dezembro e de lá para cá, somente esteve com familiares, e tudo aconteceu... Tivemos a sorte de termos uma despedida no estilo a lá Keko Pires.
A única certeza que tenho disso tudo é: Meu grande amigo, você nos fará muita falta.
Pois é! Nosso batráquio mor, Keko Pires, hoje subiu na viola e foi fazer a sua festa lá no céu.
Quem não se lembra desse fantástico conto: UMA FESTA no CÉU?
Aquele que o batráquio se esconde na viola e vai para festa no céu?
Traduzir em palavras a dor que nós amigos e familiares de Keko Pires estamos sentindo hoje beira a impossibilidade. Porque perder um amigo é como perder um grande amor (tão bem fraseado por (Vinícius de Moraes).
Agora, perder um amigo como Keko é chorar entre risos. Sim!
Desafio a qualquer um que tenha chorado por sua partida, que não tenha aberto um espaço para um breve sorriso entre as lágrimas de tristeza, tomado por alguma lembrança de uma piada, trocadilho ou suas tiradas espirituosas de determinados momentos desconcertantes.
Desafio quem não tenha feito uma boa farra com ele ou que não tenha divido momentos de celebração, homenagens e felicidade. Que não tenha presenciado uma cena que desencadeou em uma grande sequência de boas gargalhas. Quem nunca o viu criar uma paródia sobre o momento que ocorria.
Desafio também quem teve o privilégio da sua convivência, nunca ter sido obrigado(a) a tomar uma saideira no Boteco do França, no Barthô ou no antigo Mercado do Peixe (nos áureos tempos, que ele chamava de Fish Market). Seu argumento era o seguinte: “Vamos ali tomar um saideira, rapidinho, que eu tenho um negócio importante para falar com você!”
Aí, meu irmão! Uma vez que você aceitava, estava perdido...Certamente viria o dia amanhecer. O mais difícil era dar esse “Não” pra ele...Era uma tarefa quase nula conseguir não acompanhá-lo.
Sua presença era rodeada de alegria, impossível lembrar dele, sem lembrar das suas evasivas, piadas e gozações. Ele nunca chegava sozinho, sempre trazia consigo os espíritos festeiros e brincalhões junto a ele.
Era um entusiasta da noite, amante da música, alma de trovador, boêmio convicto, rubro-negro de corpo e alma. Não desistiu um minuto sequer dos seus sonhos e de perseguir suas verdades, a sua música era o combustível que o alimentava. Sempre estava pensando em uma nova parceria, um novo projeto, um novo show etc. Nunca parava de tentar produzir algo...
Dono de um extremo bom gosto musical, baixista de primeira linha e profundo conhecedor de boa música. Sabia reger seus trabalhos exatamente como queria e tirava o melhor de sua banda e das suas composições.
Sujeito sagaz, inteligente, generoso, era um bom amigo em momentos difíceis, ria das próprias tragédias e sempre altruísta com os trabalhos alheios. O rei da “canja” tanto prestigiava os shows dos amigos, como convidava a todos para participar dos dele. Nunca foi segregador, muito pelo contrário, era um aglutinador, somador de polos. Se pudesse colocaria todos em um navio e faria uma “big” jam session, que não iria nem doer.
Defeitos? Tinha Claro! Um monte deles, mas, nenhum que nos fizesse querer estarmos distantes ou que abalasse o afeto que sentíamos por ele, aliás, quem não os tem? Nossa! Como eu e o Batman brigávamos com ele nas nossas produções, era indisciplinado, Jesus! Puxávamos-lhe as orelhas por segundo e ele sempre dizia “relaxe aí, 2 minutinhos” - Sabia pedir desculpas e recuar quando estava errado.
Me sinto privilegiada ter sido parte da “última saideira” entre amigos (eu, Jerry, Leo Marques, Mari Brasil, Mille e ele) da sua trajetória trovadora que o cercou durante toda sua vida. No último sábado no dia 19 de dezembro e de lá para cá, somente esteve com familiares, e tudo aconteceu... Tivemos a sorte de termos uma despedida no estilo a lá Keko Pires.
A única certeza que tenho disso tudo é: Meu grande amigo, você nos fará muita falta.
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