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Flin: Mais de 45 horas de literatura para cerca de dez mil pessoas
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Qua, 27 de Novembro de 2019 13:25

FLIN_Luedji_Luna_e_Lzaro_Ramos_Camila_Souza-GOVBADurante quatro dias Cajazeiras respirou literatura. Entre os dias 12 a 15 de novembro aconteceu a primeira edição do Festival Literário Nacional (Flin). Neste período foram mais de 45 horas de eventos, presença de cerca de dez mil pessoas de acordo com a Fundação Pedro Calmon que aproveitaram as mesas, bate-papos, espaço infantil, lançamentos de livros, esquetes de humor, feira de artesanato, venda de livros de editoras baianas, além de pockets shows.

Foram mais de cem pessoas se apresentando, entre escritores, atores, músicos, cineastas, humoristas e jornalistas. O evento contou com seis mesas literárias, seis bate-papos no espaço futura 14 atividades infantis e quatro apresentações musicais na Tenda Cultural.

 

A abertura aconteceu às 8h30 do dia 12. Com a presença de diversas autoridades, a exemplo da secretária de cultura, Arany Santana e do diretor da Fundação Pedro Calmon (FPC), Zulu Araújo, foi dada as boas-vindas ao público local. O evento, realizado pelo Governo do Estado, contaram com nomes como Regina Navarro, Ryane Leão, Jarrid Arraes, MV Bill e Larissa Luz. A curadoria foi de Tom Correia e toda programação foi construída para a juventude.

 

Luedji Luna e Lázaro Ramos marcam abertura do Flin por meio de bate-papo com o público sobre a importância da literatura, da arte e da música na construção da carreira pessoal e profissional. A literatura, independente do formato, faz parte da vida das pessoas. A “música e a leitura, os dois conectados fazem uma junção perfeita”, disse o ator Lázaro Ramos.

 

“Eu acho que ocupar esse espaço, ocupar Cajazeiras e o Ginásio é fazer jus à democracia. É uma obrigação criar políticas públicas de difusão da cultura e da literatura. Fico muito contente que a Bahia esteja avançando nesse sentido e a gente esteja aqui em Cajazeiras”, ponderou Luedji.

 

Depois de um esquente com Na Rédea Curta, foi a vez do cineasta Joel Zito Araújo compartilhar suas experiências com as cineastas brasileiras Larissa Fulana de Tal e Tuca Siqueira, com a mediação de Wesley Correia. O dia ainda contou com um bate-papo com Nikol, Quel e Lee27. Para fechar o dia, foi apresentado um pocket show da cantora Luedji Luna.

 

MV Bill foi o destaque do segundo dia. Junto com Paulo Rogério Nunes e a mediação de Renato Cordeiro, pela manhã, esteve na mesa “Os Soldados do Morro Deram Baixa e Foram Vistos com Livros na Mão”. A tarde foi de resistência. O primeiro bate-papo da tarde foi “Releituras Poéticas do mundo”, com o Slammer Kuma França e a Slammer Bell Puã.

 

Já na mesa Releituras Visuais de Paisagens de Terceira Margem, Shiko e Hugo Canuto, mediados por Cristiele França, discutiram o papel das histórias em quadrinhos no combate ao racismo e a intolerância religiosa. E, encerrado os debates da tarde, Jamile Coelho e Rodrigo Felha foram mediados por Thiago Gomes no bate-papo “Outras conversas sobre os jeitos do Brasil”. O dia terminou com a apresentação musical de Mv Bill e do grupo Panteras Negras.

 

O dia 14 foi protagonizado por mulheres. Ter a palavra como expressão maior da diversidade é o que aproxima as elaborações e as ações de mulheres como Mel Duarte, Ryane Leão, Lívia Natália, Amara Moira e tantas outras presentes. Pela manhã, o Espaço Futura recebeu Lívia Suarez e Bell Rocha para um diálogo sobre empreendedorismo social, mediado por Ítala Herta.

 

“O FLIN foi uma oportunidade bonita de levar o que escrevemos para uma parte de Salvador que não consta nos cartões postais, mas que diz muito mais de nós, do que somos, enquanto maior população negra fora da África. A mesa, só de mulheres negras, foi impactante, trouxemos nossas vivências, nossos sonhos e nossa luta”, disse a escritora Lívia Natália.

 

“O Festival de modo geral está sendo muito rico para mim e para toda a comunidade, acredito, por esse poder de influenciar novos olhares sobre o mundo”, disse a jovem Aline Menezes, de 17 anos. A tarde Mel Duarte, Lívia Natália e Ryane Leão dividiram opiniões sobre literatura produzida por mulheres negras. A noite foi encerrada pela presença e performance artística da cantora Larissa Luz, cantando canções dos discos Território Conquistado, Trovão e do especial Elza, com músicas da cantora e compositora brasileira Elza Soares.

 

No último dia, o Espaço Futura foi aberto com apresentação do Coletivo Zeferinas e Jaca. Na Tenda Cultural, Tia Má bateu papo com o público apresentando o lado crítico e engraçado de situações do cotidiano. O evento acabou com o bloco Mangue de Cajazeiras e o Grupo Bambeia com samba e carnaval como resposta a toda forma de exclusão e discriminação.

 

O evento contou com diferentes espaços, dividido para receber diversidades de estilos e idades da juventude. Também foram doados cerca de 1500 livros, por meio da campanha Leia e Passe Adiante, coordenado pela Fundação Pedro Calmon, órgão vinculado a Secretaria de Cultura (Fpc/SecultBa).

 

Uma reunião de conteúdos e serviços beneficiou os moradores de Cajazeiras. Nos dias do evento, estandes de várias secretarias e órgãos do Governo do Estado viabilizaram orientações e atendimentos jurídicos; pesquisa de vagas de trabalho; informações sobre doação de sangue, venda de livros, entre outros serviços. Lá também esteve disponível exames de DNA para reconhecimento de paternidade, de forma gratuita.

 

Flin é abreviação do Festival Nacional Literário (Flin): Diversas Leituras & Novos Caminhos - projeto realizado pelo Governo do Estado da Bahia e coordenado pela Secretaria de Cultura (SecultBA), através da Fundação Pedro Calmon (FPC/SecultBA).  O Festival conta com a parceria das secretarias de Administração (SAEB), através da Superintendência de Atendimento ao Cidadão (SAC); de Comunicação (SECOM); de Educação (SEC); de Meio Ambiente (SEMA); de Saúde (SESAB), através da Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Estado da Bahia (HEMOBA); de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (SETRE), através do Serviço de Intermediação para o Trabalho (SINEBAHIA) e da Superintendência  dos Desportos do Estado da Bahia (SUDESB); de Políticas para as Mulheres (SPM); de Promoção da Igualdade Social (SEPROMI); de Tecnologia e Ciência (SECTI); de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), através da Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (PROCON) e de Turismo (SETUR),através da Superintendência de Fomento ao Turismo do Estado da Bahia (Bahiatursa), além da Defensoria Pública do Estado da Bahia; da Empresa Gráfica da Bahia (EGBA)do Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB).

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