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Illy lança “Voo longe”
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Sáb, 14 de Abril de 2018 06:41

Voo_Longe_MDaryan_DornellesIlly vai do ijexá ao jazz, do samba ao rock e da salsa ao pop no seu primeiro disco, “Voo longe”, produzido por Alexandre KassinMoreno Veloso. Nas treze faixas com arranjos, letras e execuções inspiradas, a cantora baiana demonstra toda versatilidade, técnica e swing que a fizeram ser apontada como uma das mais promissoras vozes da MPB contemporânea.

 

O timbre gracioso, a voz especialmente bonita e o charme da interpretação são notórios desde os versos que iniciam “Sombra da Lua”, canção balançada de J. Velloso e Alexandre Leão. A faixa tem a participação especial da força do canto e da fé de Gerônimo Santana, uma das principais figuras da música baiana.

A partir disso, talvez por magia das sereias que ela homenageia na música de abertura, o canto de Illy vai enfeitiçando nossos ouvidos faixa a faixa. Na balada romântica de Chico César, “Só eu e você” ela “bota pra moer” cantando um refrão bem nordestino e uma poesia daquelas.  Em “Afrouxa” (Arnaldo Antunes, Betão Aguiar, Davi Moraes e Pedro Baby) coloca no tom certo o  respeito à liberdade.

A quarta canção é a que dá nome ao disco. Composta por Quito Ribeiro, “Voo longe” fala sobre dar um basta à dor e se superar. Illy, por sua vez, canta com a firmeza e a raiva que o refrão pede. “Eu ando há tanto tempo à meia luz, já cansei de desespero, estou passando a minha vez. E voo longe...”.

É quando surge “Djanira” para fazer nossa cabeça. Uma salsa bem humorada que conta, num portunhol peculiar, a história de uma professora brasileira presa por traficar maconha em cascas de bananas. A canção de Arnaldo Almeida, Jarbas Bittencourt e João Luis (extinta Confraria da Bazófia) ganhou o naipe de sopro dos sonhos com Marlon Sette, Zé Bigorna e Altair Martins e ainda a guitarra gostosa de Felipe Cordeiro.

“Fazer o disco foi muito bom em todos os aspectos mas principalmente no clima de amizade e colaboração de alto nível que se instaurou no estúdio e o resultado é a beleza que vem disso”, lembra Moreno que além de produzir o disco empresta o carinho do seu violoncelo à sexta faixa, “Baleia”, de Alberto Continentino e Jonas Sá - que também contribui com a modernidade dos seus synths na canção.

“Ficou tudo muito lindo. A simplicidade de Illy vem amparada por sua força e beleza. Sua voz nasce com todas essas características e dá forma a uma artista brasileira daquelas que todos deveriam se dar a sorte de encontrar”, opina Moreno.

O samba bossa “Olhar pidão”, de Ray Gouveia - tio e maior entusiasta de Illy na música - dá continuidade ao disco. Cheia de elegância, ela antecede a releitura que Illy faz de “Que foi my, love?”, composição de Djavan originalmente gravada no disco “Malásia”. Um luxo de escolha.

Illy volta a carnavalizar na libertária marchinha “Fama de fácil”, de Luciano Salvador Bahia. Cheia de si, a cantora defende a vontade de ser e fazer o que bem quer. O carnaval parece ter seu fim em “Devagarinho”, inédita de Arnaldo Antunes que diz “Assim acordando vou vendo se formar sua cara linda, sem a máscara que usastes ontem à noite quando ainda era carnaval”. “Ficou um samba-canção bluesy, meio Billie Holiday. Adorei a forma com aquela parte grande da percussão e com outro desenho no final. Está um sonho”, definiu o compositor.

E o samba continua em “Enquanto você não chega”, faixa que tem  Dadi Carvalho tocando ukulelê, Marcio Victor arrebentando na percussão e Cézar Mendes - compositor da canção ao lado de Carlos Capinan e Pretinho da Serrinha – desenhando a melodia com seu violão preciso.

As canções que encerram o disco são de Arnaldo Almeida. “Algo Mais” tem veia pop e um solo enlouquecedor da guitarra de Guilherme Lirio e “Ela” é um zouk que por sorte parece não ter fim.

Existiram duas bandas base nas gravações: a da primeira etapa – com mixagem feita por Alexandre Kassin - foi formada por Pedro Sá (guitarra), Alexandre Kassin (baixo), Roberto Pollo (teclados) e Domênico Lancellotti (bateria). A da segunda – mixada por Igor Ferreira - teve Guilherme Lirio (guitarra), Bruno di Lullo (baixo), Marcelo Callado (bateria) e Marcelo Costa (percussão). A masterização completa foi feita por Daniel Carvalho, já o projeto gráfico é assinado por Fernanda Queiroz com foto de Daryan Dornelles.

“Depois de três anos estudando, garimpando e amadurecendo, o resultado desse disco me enche de alegria.  É um voo de conquista”, diz Illy. “A minha vontade é que ‘Voo longe’ ajude a fortalecer o cenário da MPB contemporânea e que as pessoas dancem, riam, sofram e vençam ouvindo o disco”, deseja.

Sobre a cantora:

O som de Illy é essencialmente de MPB e flerta com os mais diversos segmentos que o gênero pode englobar, principalmente o pop, o reggae e o samba. Suas influências estão nas vozes de Rosa Passos, Mônica Salmaso, Elis Regina, Clara Nunes, Gal Costa e Maria Bethânia, no mar de Dorival Caymmi, no groove de Djavan e na malemolência dos Novos Baianos.

Radicada no Rio de Janeiro, Illy começou a vida profissional ainda adolescente puxando trio pelo interior da Bahia e cantando em trilhas de peças de teatro. Depois viajou pelo país liderando o grupo Samba Dibanda. Fez aulas na Oficina de Canto da UFBA e na Escola Baiana de Canto Popular. Seu primeiro projeto solo foi "Illy canta os cem anos de Caymmi". No ano passado, ela emplacou música na trilha da novela “Sol Nascente”, figurou a lista do google Play  com os vinte nomes mais promissores, abriu shows para Gal Costa e Djavan no Circo Voador e Fundição Progresso, respectivamente e cantou com nomes como Caetano Veloso, Fagner, Roberta Sá, Mart’nália entre outros na sua websérie “Illy e a MPB de todos os sons”.

Ouça ou baixe o álbum aqui: https://umusicbrazil.lnk.to/Vo

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Última atualização em Seg, 16 de Abril de 2018 06:47
 

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