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Fundação Gregório de Mattos lança Coleção do Selo Literário João Ubaldo Ribeiro - Ano II em sua Nova Sede
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Sex, 18 de Outubro de 2019 21:18

Fundacao_Gregorio_de_Mattos_lana_Colecao_do_Selo_Literrio_Próxima terça-feira (22), às 19h, acontece o lançamento da Coleção do Selo João Ubaldo Ribeiro – Ano II, prêmio literário promovido pela, FGM, na Nova Sede (Rua do Couro – Barroquinha).

O prêmio vai muito além da publicação de livros, visa abertura de caminhos, de oportunidade, de afirmação de talentos e carreiras. É incentivo à leitura e valorização dos escritores baianos. A Coleção do Ano II, assim como a do Ano I, serão doadas para bibliotecas públicas de Salvador e da Bahia. Além disso, cada estado do Brasil também será contemplado com a coleção. A Academia de Letras da Bahia, o Gabinete Português de Leitura, as embaixadas dos países lusófonos também receberão exemplares, permitindo ampla divulgação dessas produções, bem como acesso à população, que poderá fazer consultas e leituras nesses locais.

 

Para Carla Bittencourt, mãe, jornalista e escritora que integra o time de autores da Coleção com o conto infantil Kanoni, o Selo fortalece, não só a produção literária, como o incentivo à leitura em Salvador. “Acho que valorizar autores baianos e suas escritas é algo que também fortalece a leitura na cidade. Para mim, foi uma alegria muito grande estar entre os autores no segundo ano deste projeto com uma história feita para crianças. Torço para que o Selo João Ubaldo ainda possa editar muitas outras histórias, nas mais diversas linguagens e para os mais diversos públicos.”, afirma Bittencourt.

 

A escritora baiana Adelice Sousa, vencedora do edital com o conto Álbum Fabuloso, diz que o Selo Literário João Ubaldo Ribeiro é muito importante para “promoção da literatura e dos escritores da cidade da Bahia. Um prêmio referendado por uma comissão julgadora de excelência. Os livros contemplados terão distribuição em importantes pontos de leitura, o que é o principal atrativo do projeto.”.

 

Farias Junior, jornalista, engenheiro e escritor, selecionado com o romance O Preferido de Exu, acredita que “o selo, além de uma justa homenagem a João Ubaldo Ribeiro, eleva o nível cultural de Salvador, e da Bahia, abrindo espaço para a renovação da aventura no eterno jogo das palavras contendo ideias.”.

 

Para Gilka Bandeira, jornalista e bibliotecária, uma das autoras da Coleção do Selo João Ubaldo Ribeiro – Ano II, com o livro de crônicas Janelas Abertas, “a iniciativa é altamente louvável, neste cenário de pouca valorização da cultura. É de extrema importância, sobretudo por suprir a carência de editora comerciais de grande porte em Salvador. É uma oportunidade que os autores têm de publicar suas obras sem custo. Além disso, o nome do selo presta uma merecida homenagem a um dos nossos grandes escritores, João Ubaldo Ribeiro.”.

 

Já para Marcus Vinicius Rodrigues, poeta, Membro da Academia de Letras da Bahia e também integra o time de autores baianos do Selo, com o livro de poemas Manual para composição de vitrais, “o Selo João Ubaldo Ribeiro coloca a prefeitura no protagonismo da cena literária baiana. É preciso ter iniciativas como essa, que permitem o acesso de estudantes à literatura ao mesmo tempo que fomenta a publicação de livros importantes que, talvez, não tivessem espaço no mercado editorial.”.

 

A Coleção do Selo João Ubaldo Ribeiro – Ano II conta com os seguintes títulos, categorias e autores:

 

A paixão dos suicidas (Categoria Livre)

- Nivia Maria Santos Silva

 

"A Paixão dos Suicidas" é uma narrativa ficcional de dimensão média entre o conto e o romance, por isso mesmo considerada uma novela. Ela conta a história de Conrado, um escritor que saiu do interior do estado da Bahia para morar em Salvador e, na capital baiana, constituiu uma família que se apresenta em desintegração. A situação na qual se encontra é consequência não apenas de seu comportamento autocentrado, mas também das angústias pessoais e profissionais que carrega consigo, entre elas, a lembrança de seu pai e a missão da qual se sente encarregado. Ao acompanharmos a trajetória de Conrado, deparamo-nos com fortes personagens femininas, suas peculiaridades e desafios: Laura, Beatriz e Maria Eduarda. Ao longo da narrativa, suas histórias vão se conectando e cumprindo um importante papel na trama. Muitos desencontros, físicos e psíquicos, marcam o enredo cheio de poesia e procuras.

 

Sobre a autora:

 

Nívia Maria Vasconcellos é poeta, contista, letrista e declamadora. Como poeta e contista, publicou os livros Invisibilidade (MAC), ...para não suicidar (Littera/Mondrongo), Escondedouro do amor (CDL) e A Morte da Amada (Mondrongo). Tem poemas publicados na Coletânea Prêmio OffFlip (Selo Off Flip) e nas antologias Arcos de Mercúrio (DiaboA4), Sétimo Aeon(Baile Surrealista),Cantares de Arrumação, Tudo no mínimo e Estranha Beleza (Mondrongo). Recebeu o Prêmio de Literatura da CDL (2008) e o Selo João Ubaldo Ribeiro Ano II (2017). Como letrista, foi premiada pelo Festival Metropolitano de Música Vozes da Terra (2007 e 2013). Como declamadora, foi premiada no Festival de Declamação Antônio de Castro Alves (2002, 2012 e 2013). Já atuou no grupo de declamação Os Bocas Do Inferno (UEFS), no grupo Os Homeros e fez parte do “Projeto Alma: piano, poesia e canção”. Atualmente, integra o projeto literomusical Mousikê. Academicamente, é doutora em Literatura e Cultura pela UFBA.

 

 

O bicho que chegou a feira (Categoria Livre)

- Marcelo Oliveira Lima

 

Feira de Santana, 1964. Antão das Neves é um homem negro de sucesso: sua vida financeira é bem resolvida e ele é aceito em um prestigiado círculo social, formado predominantemente por homens brancos. Apesar da aparente boa situação, ele começa a ter frequentes pesadelos com cobras, animal por qual nutre terrível fobia. Os pavores decorrentes dos sonhos coincidem com a chegada do capelão, ex-padre e comandante militar, que organiza a perseguição às ligas camponesas, aos comunistas, e aos terreiros de candomblé da região. Enquanto busca uma cura para seus pesadelos, Antão é assombrado pela escorregadia figura do capelão, que espiona todos os recantos cidade, mas que parece ter nele um dos seus alvos principais. Após sua filha Altina se juntar a protestos contra a ditadura militar, antão entra definitivamente na rota de observação dos militares. Sem saber em quem confiar, é no saber ancestral africano que antão encontrará uma saída – e uma cura.

 

Sobre o autor:

 

Marcelo Lima, autor da adaptação (o romance original é de Muniz Sodré), é roteirista, professor e pesquisador de narrativas para HQs e audiovisual. Publicou as HQs O Quarto ao Lado e Lucas da Vila de Sant'Anna da Feira. É criador de séries animadas e de live-action

 

 

 

 

Álbum fabuloso (Conto)

- Adelice dos Santos Sousa

 

“Álbum fabuloso” traz doze contos que percorrem o estilo da literatura fantástica, abordando situações centradas em elementos não existentes na realidade, mas que no entanto, se relacionam intimamente com ela. São personagens vivendo situações limites de amor, medo e morte e deparando-se com o absurdo da condição humana. O título também remete a uma espécie de bestiário, uma vez que algumas narrativas dão vozes a animais e coisas inanimadas, característica bem comum na linguagem simbólica e mítica que utiliza o aspecto do maravilhoso atuando literariamente com temáticas sobrenaturais e inusitadas.

 

Sobre a autora:

 

Adelice Souza nasceu em Castro Alves (BA) em 1973. É escritora, dramaturga, diretora teatral e yoguini. Cumpriu o Doutoramento em Artes Cênicas pela UFBA. Escreveu, adaptou e dirigiu várias peças de teatro: Kali, senhora da dança; Jeremias, profeta da chuva; Fogo Possesso; Francisco, um sol; Odisseia; Na solidão dos campos de algodão, Hamlet-Machine, entre outras.

Participou de diversas coletâneas nacionais e internacionais e recebeu vários prêmios literários. Tem os seguintes livros publicados: As camas e os cães (contos), Caramujos Zumbis (contos), Para uma certa Nina (contos), Salomé e Prometeu, um mito no limbo (teatro), O homem que sabia a hora de morrer (romance), Kali, senhora da dança (teatro), Adestradora de Galinhas (infantil) e Cecéu, poeta do céu (infantil).

 

 

Janelas abertas (Crônica)

- Gilka Luiza Bandeira Espinheira

 

Seleção de crônicas publicadas durante sete anos na Revista Vilas Magazine, de estilo predominantemente lírico filosófico, tendo também cunho educativo.

 

Sobre a autora:

 

Gilka Bandeira, baiana de Salvador, jornalista e bibliotecária aposentada, exerceu as profissões, principalmente nos jornais Tribuna da Bahia, A Tarde e no Serpro, onde organizou e administrou a biblioteca da unidade de Salvador e atuou como Assessora da Superintendência nas relações industriais. Redatora, repórter e editora de jornais, revistas empresariais e de associações. Realizou cursos, palestras, participou de congressos nacionais como conferencista, publicou ensaios, artigos em jornais, revistas e blog, tendo sido também professora de Método de Estudo e de Filosofia. Manteve a coluna de crônica na revista Vilas Magazine, durante sete anos. São suas as reportagens especiais da revista Pindorama. Atualmente, mantém uma página de literatura no facebook, um blog de crônicas, realiza normatização de trabalhos acadêmicos, editoração e escreve.

 

 

Céu de Maracangalha (Dramaturgia)

- Luciana Reis Comin

 

Inspirado em fatos reais, “Céu de Maracangalha” aborda a mudança na vida dos moradores deste distrito provocada pela queda de um avião no local, que transportava mais de R$ 5 milhões; trata-se da história de uma família simples, que se vê obrigada a testar seus próprios valores, resolver seus conflitos e enfrentar o abuso de poder e a selvageria que acompanhou a fortuna que caiu do céu.

 

Sobre a autora:

 

Luciana Comin é dramaturga, roteirista, educadora e atriz. Formada em interpretação teatral pela Escola de Teatro da UFBA, participou de mais de vinte espetáculos em Salvador. Como dramaturga, foi coautora do espetáculo Quem Conto Canta Cordel Encanta(vencedor do Prêmio Braskem de Teatro – melhor infanto-juvenil) e é autora de Amarescente (Contemplado com o Prêmio Miriam Muniz, da Funarte), do infantil Ora Bolas! (Indicado ao Prêmio Braskem como melhor texto de 2006 e vencedor na categoria melhor infanto-juvenil), Pra Não Esquecer de mim (vencedor do Prêmio Braskem na categoria melhor texto de 2006), dentre outros. Doutora em Artes Cênicas na área de dramaturgia, com pesquisa sobre a construção de narrativas para a infância. Dirige e é artista do grupo TECA TEATRO, onde desenvolve pesquisa e criações com crianças e para crianças. Paulista de nascimento, há mais de 25 anos mora em Salvador, onde construiu sua trajetóriana arte, seus vínculos afetivos e sua família. Como já cantou o poeta, a Bahia lhe deu régua e compasso. Salvador é seu lar.

 

 

Kanoni (Infantil)

- Carla Pinto Bittencourt

 

“Kanoni” é miudinha, da cor da noite. Tem os olhos amarelos e os cabelos revoltos, que lembram uma tempestade. Ela mora na ilha de Itaparica, onde gosta de inventar brincadeiras, catar conchas na praia e fazer de conta que é peixe. Às vésperas do seu aniversário de oito anos, Kanoni, cujo nome quer dizer “pequeno pássaro”, está cansada da forma como adultos e crianças lidam com o seu tamanho, com a sua cor e com o fato de ser menina. Tudo muda quando sua bisavó conta a história de outra menina em outra ilha. E pequeno pássaro vai descobrir por que deve se orgulhar de ser exatamente do jeito que é.

 

Sobre a autora:

 

Carla Bittencourt é jornalista e, durante anos, escreveu para crianças em um jornal. De tanto falar sobre os livros, aventurou-se a inventar as próprias histórias. Em Kanoni, nos conta sobre uma menina nascida na ilha de Itaparica, que descobre como é bonito e transformador a gente saber quem é e de onde vem. Essa é a segunda experiência literária da autora, que também publicou Pé de Mundo, livro da coleção Pactos de Leituras. Baiana de Salvador, Carla trabalha a comunicação feita com e para crianças na escola Gira Girou. É mãe de Joaquim.

 

 

Manual para composição de vitrais (Poesia)

- Marcus Vinicius Couto Rodrigues

 

Trata-se de um livro de poemas que explora a imagem da fragmentação do vitral para falar da fragmentação do indivíduo em muitos aspectos.

 

Sobre o autor

 

Marcus Vinícius Rodrigues nasceu em Ilhéus-Ba e mora em Salvador. Estreou em literatura, em 2001, com o livro de poemas Pequeno inventário das ausências, um dos vencedores do Prêmio Fundação Casa de Jorge Amado/COPENE para autores inéditos. Em poesia, publicou, ainda, Arquivos de um corpo em viagem (Mondrongo, 2015). Figura em diversas antologias de poesia com destaque para o volume Anos 2000 - Coleção Roteiro da Poesia Brasileira (Global Editora, 2009). Como contista, publicou Café Molotov (7Letras, 2018); A eternidade da maçã (7Letras, 2016) — vencedor do Prêmio Nacional da Academia de Letras da Bahia; Se tua mão te ofende (P55, 2014); Cada dia sobre a terra (Caramurê, 2010); Eros resoluto (P55, 2010) e 3 vestidos e meu corpo nu (P55, 2009). Seu conto A omoplata venceu o Concurso Nacional de Contos Newton Sampaio (2009). É membro da Academia de Letras da Bahia.

 

 

 

O preferido de Exu (Romance)

- Antônio Farias de Oliveira Junior

 

Uma história de superação que se inicia em 1899, último ano do século XIX, em Salvador, na época uma das maiores cidades do mundo. Pessoas consideradas inferiores vivem na ignorância e desconhecem até os pequenos prazeres da vida. São trabalhadores braçais e escravos libertos, que tentam não morrer de fome ou sucumbir aos míseros dias de sua existência insignificante.

 

Sem fidelidade com detalhes históricos, o texto, escrito numa linguagem atual, leva o leitor pelas ruas e vida de salvador, acompanhando um negrinho analfabeto, chamado Deco, filho de um coveiro com uma lavadeira.

 

Esse quase menino órfão, ajudante de um carroceiro que o acolhe e abriga de favor, terá de sobreviver percorrendo os enigmas de fé e fatos reais da cidade com todas as dificuldades e preconceitos de ser um negro logo após uma abolição duvidosa. Numa dualidade conflitante nada será fácil nem definitivo, terá de vencer a si mesmo, inventar uma vida nova onde seu maior desafio será a sua ignorância.

 

Sobre o autor:

 

Antonio Farias de Oliveira Junior, Farias Junior, começou a vida literária e o gosto pela leitura desde muito cedo, já que cresceu numa casa onde os livros eram componentes diários nas mãos dos seus pais.

Na adolescência, quando estudava no Colégio Estadual Edgard Santos, no bairro do Garcia, foi provocado por atividades escolares a escrever e também praticar a arte da interpretação poética. Aos 17 anos, resolveu trabalhar e conseguiu fazer parte da preciosa e seleta redação que inaugurava o novo jornal Tribuna da Bahia. O jornalista, e também escritor Farias Junior nasceu assim sob os cuidados do editor-chefe, o respeitado jornalista Quintino de Carvalho.

Muito embora tenha seguido a carreira acadêmica técnica, Engenharia de Eletricidade, que se tornou a sua segunda paixão, nunca deixou de escrever. Primeiro em máquinas mecânicas e depois vieram as eletrônicas e por fim o computador. Hoje já são mais de 15 livros escritos e uma publicação formal, o livro Os Colonizadores, uma ficção científica que discute politicamente o destino da humanidade e a utopia fantástica do anarquismo.

Atualmente, escreve em site político como analista, e sem descanso para a sua mente, também abre outras possibilidades com novos livros com abordagens diferenciadas. Uma dessas experiências e sem dúvida alguma a obra O Preferido de Exu, um enigmático texto que se envolve no mundo espiritual sem definir, criticas, crenças ou verdades. A liberdade para o leitor julgar, deve sempre ser respeitada.

 

SERVIÇO

 

O que: Evento de lançamento da Coleção do Selo Literário João Ubaldo Ribeiro - Ano II e abertura do Edital Selo Literário João Ubaldo Ribeiro - Ano III

Quando: 22 de outubro, às 19h

Onde: Nova Sede FGM

Rua do Couro – Barroquinha (atrás do Espaço Cultural da Barroquinha)

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