Salvador, 23 de março de 2017
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A pipoca venceu a corda! Por Sérgio Guerra
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Seg, 06 de Março de 2017 00:56

Sergio_Guerra2Este Carnaval que passou (?), agora em 2017, ficará na história como um marco das transformações democráticas e populares que esta grande festa que nos domina, denomina e encanta nosso país, posto que houve uma explosão de participação de foliões, que, rápida e surpreendentemente, saltaram da casa das centenas para dezenas, centenas de milhares, formando verdadeiras incalculáveis multidões em várias cidades do Brasil, em que até agora quase não havia registro de “carnavais de rua”, como Belo Horizonte e mesmo São Paulo.

Deste modo, rompendo com os “carnavais oficiais”, dominados pela grande mídia que determinava o horário e o tamanho dos “blocos e das escolas de sambas”, a felicidade dominou os bairros e várias regiões das grandes cidades, durante os vários horários, para nós, soteropolitanos acostumados às comemorações cada vez, ao fim da tarde, quase “happy hour”, chega a soar estranhos os desfiles matinais de grande parte deles, mais de centenas, que invadem à tarde, e entram pela noite.

Esta grande liberdade, que talvez seja sua maior característica, tanto no horário, no ato de se vestir, (fantasiado ou não), quanto nos “temas”, gênero musical ou tamanho, (“salvo o “riquinho” prefeito de São Paulo” que tenta limitar a 20.000 por entidade será que terá anotador ou fiscal contador), além da “ausência de cordas”, permite que os foliões participem de jeito que quiserem, na hora e com quem quiserem, ou, simplesmente, sozinhos e se armem durante a festa.

Cremos que além do tema nacional dominante e/ou recorrente, o “Fora Temer” que estourou em todo o Brasil, em todas as grandes, e mesmo pequenas, concentrações, de todos os tipos e tamanhos, em qualquer horário e local, com qualquer característica dominante ou mesmo quando “holístico e sincrético”. Falta apenas que esta liberdade, como já invadiu o calendário retroativamente, ou “Prá trazmente”, também avance pela quaresma, emendando com os “forrós” que nos levam até as festas juninas.

Por outro lado, a Bahia que já conta com a rica cultura, dos “ensaios”, “gritos”, “lavagens”, “ressacas” e “pré-carnavais”, já estando “inaugurando as tradicionais enxaguadas”, além dos “arrastões” e mesmo os “oficiais”, “furdunço” e “fuzuê”, infelizmente, na contramão da história, tenta encolher o “Carnaval da Quarta-feira de Cinzas”, (acordo com a Cúria?) e tenta acabar com os famosos “Arrastões e Encontros de Trios”. Assim, quase sempre que as “autoridades” medem o bedelho, terminam por atrapalhar mais do que ajudar.

Mesmo assim, apostamos que esta “liberdade”, junto com a valorização da “diversidade” e “espontaneidade” levará estas festas bem longe, talvez até mesmo as “mensalizando” posto que festa é muito bom e ninguém é de ferro. “

E no mais, é só aguardar, posto que “Quem viver, verá!”

Sérgio Guerra
Licenciado, Mestre e Doutor em História
Professor Adjunto da UNEB,.DCH1 Salvador.
Conselheiro Estadual de Educação - BA.
Colunista Político Semanal do Portal Mais Bahia.

Presidente do Instituto Ze Olivio  IZO

Cronista do site "Memorias do Bar Quintal do Raso da Catarina".

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