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Sobre Marilia Arraes, o PT e o que queremos para o futuro. Por Walter Takemoto
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Sex, 03 de Agosto de 2018 06:54

Walter-TakemotoA direção executiva do PT decidiu em um acordo com a direção do PSB uma "aliança" de neutralidade política em relação as eleições presidenciais, em que o PSB não formalizará aliança política com o PDT do Ciro, e em troca o PT não lança a candidatura da Marilia Arraes ao governo de Pernambuco e o PSB retira a sua candidatura em Minas Gerais, e se aliam em outros estados.

Muitos petistas estão comemorando esse acordo, tratando como uma grande jogada de estratégia política, que levará o candidato do PT, Lula ou quem indicar, ao segundo turno e neutraliza a possibilidade do Ciro vir a ser o principal candidato da esquerda no primeiro turno contra os golpistas.

Tenho algumas questões para reflexão.

Nessa conjuntura o principal desafio é vencer as eleições a qualquer custo? Claro que derrotar o candidato dos setores golpistas é fundamental, principalmente para reverter a retirada de direitos, a prisão política do Lula, e avançar no restabelecimento de uma democracia participativa. No entanto, isso não ocorrerá apenas com a eleição de um presidente, mesmo que seja o Lula. O desafio que temos é a construção de um amplo e poderoso movimento dos trabalhadores e do povo, com disposição de lutar para derrotar os golpistas e conquistar direitos, inclusive a libertação do Lula.

A decisão da direção do PT vai na contramão desse processo, pois desrespeita o desejo da militância do PT de Pernambuco, exclui uma candidata do partido com apoio popular, isola um candidato que mesmo questionável tem apoio de um setor que luta contra o golpe, e restringe sua tática política ao campo eleitoral e incluindo setores que claramente se alinharam aos golpistas.

Mais ainda, repetindo os erros cometidos várias vezes no Rio de Janeiro e no Maranhão, principalmente, impõe ao partido em Pernambuco uma decisão a revelia do processo político local, sob o argumento frágil que os interesses políticos eleitorais de âmbito nacional se sobrepõe aos do estado. O arremedo de partido que temos no Rio e no Maranhão mostram as consequências desse tipo de política e de método.

E podemos apontar, ainda, uma outra contradição dos que defendem a decisão da maioria da executiva nacional. A exclusão da Lidice da Mata da chapa majoritária do PT da Bahia teve como um dos argumentos que o PSB nacionalmente não formou uma aliança com o PT e que apoiaram o golpe. Agora esse argumento não serve mais e não cabe ao PT de Pernambuco?

E mostra ainda que a direção do partido não tem como perspectiva formar novas lideranças, ainda mais quando se trata de uma mulher. Marilia Arraes representa uma possibilidade concreta de disputar e vencer as eleições em um estado importante, contando com apoio da militância do partido e de amplos setores populares. É o candidato do PSB ao governo uma candidatura do campo democrático e popular? Lutou contra o golpe? Ou existem "figuras importantes" do PT que possuem interesses em afastar a Marilia Arraes da disputa eleitoral contra o próprio PSB no estado?

E me pergunto: porque não retiraram a candidatura do Luis Marinho ao governo de São Paulo pelo PT, que não tem o apoio popular que a Marilia Arraes tem em Pernambuco?

Alguns militantes do PT me perguntam porque não participo das discussões do plano de governo do Rui ou do debate interno do partido sobre tática eleitoral.

E ai eu pergunto: o que se aprova e se escreve tem validade na luta cotidiana contra o golpe e na organização da classe trabalhadora? O governo do PT implementa o programa do partido e as reivindicações dos trabalhadores e do povo?

No 6o Congresso Nacional do PT se aprovou que a "política de alianças, incluindo as coalizões eleitorais, deve aglutinar quem partilhe de uma perspectiva anti-imperialista, antimonopolista, antilatifundiária e radicalmente
democrática". É essa a política de alianças que se está expressando nos acordos eleitorais em curso firmados pelos dirigentes? As bases do partido estão participando e definindo que são os aliados?

Dizem alguns militantes do partido que essa decisão de parte da executiva é o caminho para se vencer as eleições e ter o Lula como candidato a presidente.

Eu só posso lhes dizer: será nas ruas, com candidaturas que possam debater uma saída para o golpe organizando e mobilizando os trabalhadores, coesionando aqueles que lutaram e lutam contra o golpe, defendendo a libertação do Lula e o seu direito de ser candidato sem que para a população isso represente uma ilusão meramente eleitoral, construindo uma verdadeira frente de esquerda com os partidos democráticos e populares, frentes, centrais e movimentos sociais, que poderemos vencer essa luta que não se encerra nas eleições de outubro.

"Vamos amigo, lute!
Vamos amigo, lute!
Vamos amigo, lute!
Vamos amigo, ajude!
Senão
A gente acaba perdendo o que já conquistou..."

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