Salvador, 26 de September de 2018
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O atentado & o tempo. Por Claudio Guedes
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Seg, 10 de Setembro de 2018 03:01

Claudio_GuedesSempre gera comoção um atentado contra uma figura pública, um político com popularidade e candidato à presidência da República em plena campanha eleitoral.

É óbvio que o candidato vítima buscará tirar o maior proveito do incidente. Ainda mais sendo ele quem é: um político que cultiva a violência com o discurso forte, de grande aceitação popular, de que deseja combatê-la.

Bolsonaro deve, se minha leitura estiver certa, dar um pulo nas próximas pesquisas de intenção de voto. Consequência da super-exposição e da vitimização.

Falta um mês para as eleições.
Tivesse o incidente que o vitimou ocorrido a dez dias ou uma semana do pleito a repercussão seria maior e a possibilidade do candidato crescer de forma irreversível na preferência do eleitor seria muito provável.

Mas, felizmente, temos algum tempo.

Tempo para por a discussão sobre a violência no país na ordem do dia, para desmascararmos os profetas do caos e suas soluções autoritárias e estúpidas.

Bolsonaro tende a radicalização ainda maior, colocando, ainda com maior ênfase, a questão do combate à violência de forma autoritária na ordem do dia. Os seus seguidores muito próximos devem estar hoje pensando na montagem de grupos paramilitares, com a desculpa, dada pelas circunstâncias, de que é preciso defender o seu líder, o "mito" como eles o chamam.

Este filme, para quem estudou a história dos grupos fascistas e nazistas que se organizaram no início do século passado na Itália, Alemanha e outros países do leste europeu, é conhecido. Uma história dramática de perdas e danos imensuráveis para as sociedades que se deixaram iludir pelo discurso da "lei e da ordem". E para o resto do mundo quando decidiu por combatê-las.

Conseguiremos, nós, democratas e liberais verdadeiros no Brasil do século XXI, impedir esse processo de radicalização política que se avizinha? Conseguiremos impedir o crescimento da aceitação popular da candidatura deste que hoje representa, sem defeitos, o retrocesso autoritário e a desagregação política da ainda tênue democracia brasileira?

Não sei. 
Temos algum tempo.

Mas se ficarmos quietos, se adotarmos como tantos que nos cercam, uma postura passiva, tolerante, frente à uma candidatura que representa uma ameaça objetiva à democracia estamos ferrados. Vamos para o abismo.

A tolerância é postura adequada e correta face aos diferentes, face aos que pensam de forma diversa da nossa, mas que aceitam e defendem as regras democráticas e cordiais de convivência política e social. Mas não devemos ser tolerantes com os que não possuem compromissos com a democracia.

Antes, devemos denunciá-los. 
Eles não são nossos adversários políticos. Não são. 
Eles são adversários da democracia e da liberdade.
Temos que combatê-los a todo instante, em todos os momentos. Sem qualquer violência, é claro. Nos marcos civilizados da boa política, mas com determinação.

Temos algum tempo, ainda.

Claudio Guedes é empresário.

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