110 anos do Samba: Quero Ver o Momo leva o Samba Junino ao Circuito Batatinha
O bloco inova ao promover a troca de 2 kg de alimentos não perecíveis pelo abadá e chapéu de sambista
Celebrando as raízes de Salvador e o melhor dos antigos carnavais, o Bloco Quero Ver o Momo leva ao Circuito Batatinha, no domingo de Carnaval, 15 de fevereiro de 2026, a temática “No Batuque do Samba Junino”, homenageando um dos ritmos mais emblemáticos da cultura soteropolitana e reafirmando seu compromisso com a valorização das manifestações culturais afro-baianas.
Nesta edição, o bloco adota o Samba Junino como eixo central do cortejo, exaltando a importância do ritmo como patrimônio imaterial da cidade, nascido nos bairros populares e nas experiências comunitárias. Para participar do desfile, os foliões poderão trocar 2 kg de alimentos não perecíveis pelo kit oficial do bloco (abadá e chapéu de sambista), no Balcão Samba Vivo, localizado no Piso L4 do Shopping Piedade. Os alimentos arrecadados serão destinados, ao final do Carnaval, a uma instituição social parceira, fortalecendo ações solidárias que fazem parte da identidade do bloco.
O cortejo contará com o Samba Fogueirão, grupo com raízes fincadas no bairro da Federação, território historicamente ligado à resistência cultural e ao fortalecimento do samba junino em Salvador. Fundado a partir das tradições dos sambas de rua e das festas populares, o Samba Fogueirão é referência na preservação e difusão do chamado samba duro, mantendo viva a pulsação rítmica, a batida marcada e o canto coletivo que atravessam gerações.
“O Samba Fogueirão chega para somar, trazendo a alegria e a essência do samba junino que nasce nos bairros. Junto com os mestres que vamos homenagear, queremos fazer um carnaval vivo, representativo, que una gerações e fortaleça a cultura afro-brasileira”, compartilha a presidente do bloco, a produtora cultural Cris Santana.
O desfile contará ainda com alas que reverenciam mestres e mestras da cultura popular, baianas de acarajé, o tradicional mestre-sala e porta-bandeira, além da já consagrada Realeza Momesca da Melhor Idade, composta por mulheres idosas de Salvador.
Fundado com o propósito de resgatar a alegria dos antigos carnavais e promover encontros intergeracionais, o Bloco Quero Ver o Momo consolidou-se como uma importante manifestação cultural do Centro Histórico de Salvador, reunindo famílias, idosos, juventudes e crianças em um desfile marcado pelo afeto, pela memória coletiva e pela celebração da cultura popular.
A Associação Cultural e Carnavalesca Quero Ver o Momo é uma entidade apoiada pelo Programa Ouro Negro, iniciativa do Governo da Bahia que fortalece a cultura popular e identitária do estado. Em 2026, o Ouro Negro tem investimento recorde na valorização de blocos afro, afoxés, grupos de samba, reggae e blocos de índio. Com esse apoio, a tradição e a ancestralidade são protagonistas no carnaval e nas festas populares da Bahia.
