Aldeia Nagô
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“3 Obás de Xangô”, premiado filme que celebra a amizade entre Jorge Amado, Caymmi e Carybé, chega à GloboNews 

8 - 11 minutos de leituraModo Leitura

Após ficar 14 semanas em cartaz nos cinemas, trajetória premiada em
festivais nacionais e o posto de terceira maior bilheteria de
documentários de 2025, o longa de Sérgio Machado chega à TV paga no dia
21 de fevereiro, às 23h
 

Com uma trajetória potente no circuito nacional, “3 Obás de Xangô” chega a uma nova e emblemática janela de exibição. Após mais de 14 semanas em cartaz nos cinemas, o documentário, que conquistou público, crítica e prêmios, será exibido na GloboNews no dia 21 de fevereiro, às 23h, marcando mais um capítulo dessa história de sucesso. Esta será a única oportunidade de assistir ao longa neste momento, uma vez que ainda não há previsão de ele entrar para uma plataforma online de filmes. A exibição ocorre justamente no fim de semana que encerra o Carnaval, uma simbologia que retrata a síntese do vigor criativo de três grandes nomes do cenário cultural da Bahia e do país. 

O filme, dirigido por Sérgio Machado (“Arca de Noé”,“Maria e o Cangaço”“Cidade Baixa”), celebra a amizade e a força simbólica de Jorge Amado, Dorival Caymmi e Carybé, artistas fundamentais na construção do imaginário da cultura baiana e brasileira. Com narração de Lázaro Ramos, o longa conecta arte, espiritualidade e identidade, reafirmando a potência do cinema documental brasileiro. 

Aplaudido ao final das sessões em cidades como Salvador e Rio de Janeiro, o filme superou expectativas desde a estreia e se consolidou como a 3ª maior bilheteria de documentários de 2025, com mais de 18 mil ingressos vendidos. No currículo, soma quatro prêmios importantes, além de indicações de peso: Melhor Roteiro de Documentário pela ABRA e Melhor Documentário do Ano pela APCA. 

Em 2024, foi eleito melhor filme, pelo Júri Popular, na Mostra de Cinema de Tiradentes, além de ganhar o Redentor de Melhor Documentário no Festival do Rio 2024  e, na Mostra de São Paulo, o Prêmio do Público de Melhor Documentário Brasileiro. Em 2025, foi o vencedor do Grande Otelo de Melhor Longa-Metragem Documentário.  

Agora, ao chegar à televisão por assinatura, “3 Obás de Xangô” amplia ainda mais seu alcance ao encontrar novos públicos e apresentar a amizade incondicional entre os três artistas. A partir de suas obras, o documentário revisita aquilo que eles defendiam e viam nas ruas: a resiliência do povo do candomblé, o poder das mulheres, a onipresença do mar.  

Para o diretor, que já está em preparação para filmar o thriller de ficção “Eternamente sua” e a cinebiografia de Chico Mendes, a recepção calorosa é motivo de orgulho e oportunidade de lançar luz a temas tão caros. 

“Foi algo de muito bonito ver tamanha receptividade dos espectadores nas salas de cinema. E agora, poder levar essas três grandes potências da cultura baiana e brasileira para um público ainda mais amplo e plural é muito honroso e diria também importante, ainda mais em um momento de crescente racismo e intolerância religiosa. É um documentário que fala de afeto, compreensão do outro. De alguma maneira, ele é necessário nos dias de hoje.” 

O longa é uma coprodução entre a Coqueirão, Janela do Mundo, Globo Filmes e GloboNews, e contou com o patrocínio da Global Participações em Energia. A distribuição é feita pela Gullane+. 

Sinopse
“3 Obás de Xangô” gira em torno da amizade incondicional de Jorge Amado, Dorival Caymmi e Carybé, artistas que foram os maiores responsáveis pela criação de um imaginário de baianidade que persiste até os dias de hoje. Os três defendiam que a força de suas obras residia em documentar o que viam nas ruas: a resiliência do povo do candomblé, o poder das mulheres, a onipresença do mar. Os livros de Jorge, as canções de Caymmi e as pinturas e esculturas de Carybéconsolidaram ‘um modo de estar no mundo’ dos baianos e influenciaram as gerações de artistas que vieram a partir deles. 

icha Técnica

 Direção: Sérgio Machado 
Roteiro: Sérgio Machado, Gabriel Meyohas, Joselia Aguiar e André Finotti 
Produtora: Coqueirão Pictures 
Coprodutoras: Janela do Mundo, Globo Filmes e GloboNews 
Produção: Diogo Dahl 
Coprodução: Claudia Lima 
Produção executiva: Maria Fernanda Miguel 
Direção de fotografia: Toca Seabra 
Montagem: André Finotti 
Som: Priscila Alves e Dudoo Caribe 
Com a participação de: Jorge Amado, Dorival Caymmi, Carybé, Camafeu de Oxóssi, Mãe Stella de Oxóssi, Gilberto Gil, Muniz Sodré, Gildeci Leite, Balbino Daniel de Paula, Ayrson Heráclito, Tiganá Santana, Maria Lúcia de Santana Neves, Solange Bernabó, Paloma Amado, Lázaro Ramos, João Jorge, Itamar Vieira Jr., Goli Guerreiro, Dori Caymmi, Danilo Caymmi. 
Patrocinador: Global Participações em Energia 
Distribuição: Gullane+ 

Sobre SÉRGIO MACHADO | DIRETOR

O premiado diretor Sérgio Machado nasceu em Salvador e trabalhou durante anos com Walter Salles. Foi assistente de direção de “Central do Brasil” e roteirista de “Abril Despedaçado” e de “Madame Satã”, de Karim Aïnouz. Dirigiu o documentário “Onde a Terra Acaba”, sobre o cineasta Mário Peixoto – vencedor em 15 festivais, dentre os quais Biarritz, Havana e Rio. Entre seus próximos projetos estão o thriller de ficção “Eternamente sua”e Cinebiografia do Chico Mendes (sem título ainda). 

“Cidade Baixa”, seu primeiro longa de ficção, foi lançado no Festival de Cannes e ganhou mais de 30 prêmios, entre eles: o Prêmio da Juventude, em Cannes, e os prêmios principais dos Festivais do Rio, Huelva, Verona, Mons. Dirigiu e roteirizou, em parceria com Aïnouz, a série “Alice”. Adaptou para as telas “Quincas Berro D’Água”, uma das mais populares novelas de Jorge Amado. Dirigiu “Tudo que Aprendemos Juntos”, longa de encerramento do Festival de Locarno. 

Dirigiu “A Luta do Século”, melhor documentário no Festival do Rio em 2016. Foi diretor e roteirista da série “Irmãos Freitas”. Dirigiu o documentário “Neojiba”, “Música que Transforma” e o premiado longa “Rio do Desejo”, inspirado num conto de Milton Hatoum. 

Foi roteirista da série “Cidade de Deus – A Luta Não Pára”, lançada em 2024 na HBO Max. No mesmo ano, levou para os cinemas “Arca de Noé”, animação brasileira inspirada nos poemas de Vinicius de Moraes, codirigida com Alois de Leo, e lançou no Canal Curta o documentário musical, “A Bahia me Fez Assim”. Em 2025, leva para a Disney+ “Maria e o Cangaço”, série que escreveu e dirigiu. 

Sobre a COQUEIRÃO PICTURES | PRODUTORA

A Coqueirão Pictures é uma produtora do Rio de Janeiro. Entre suas principais produções estão “Cinema Novo” (Melhor Documentário Festival de Cannes 2016), “O Brasil de Darcy Ribeiro” (Melhor Série Doc Prêmio TAL 2015), a realidade virtual “Na Pele” (IDFA 2020 e SXSW 2021) e a ficção “Mundo Novo” (Melhor Atriz e Melhor Roteiro Festival do Rio 2021). Em 2024, a Coqueirão lançou o drama “A Festa de Léo” (Menção Honrosa e Melhor Atriz Festin 2024; Festival do Rio Première Brasil 2023; Mostra SP 2023; Mostra Tiradentes 2024), em coprodução com o Nós do Morro e a Globo Filmes, e a série How “To Be a Carioca” (Star+), dirigida por Carlos Saldanha e estrelando Seu Jorge. Em 2025, lançou “O Menino D’olho D’água”, dirigido por Lírio Ferreira e Carolina Sá, sobre o músico Hermeto Pascoal, e se prepara para a estreia do documentário “3 Obás de Xangô”, dirigido por Sérgio Machado, em coprodução com a Globo Filmes e Janela do Mundo, sobre a amizade de Jorge Amado, Dorival Caymmi e Carybé. 

Sobre GLOBO FILMES E GLOBONEWS | COPRODUTORAS

Globo Filmes e GloboNews assinam juntas a coprodução de mais de 100 documentários. São projetos artisticamente contundentes, diversos, atuais e que geram debates essenciais para a sociedade brasileira. Com linguagens e olhares que atravessam tempos e fronteiras, a parceria já alcançou mais de 15 milhões de pessoas em audiência e esteve em mais de 300 festivais no Brasil e no mundo, como Cannes, Hot Docs e IDFA, maior festival de docs do mundo. E ganhou prêmios em Veneza, na Berlinale e no É Tudo Verdade (ÉTV), maior festival de documentários do Brasil, que habilita o filme para o Oscar.  

Alguns destaques: “Sinfonia de um homem comum”, de José Joffily (único brasileiro na mostra Frontlight do IDFA 2022, exibido no Hot Docs e Menção Honrosa do ÉTV 2022); “Marinheiro das Montanhas”, Karim Aïnouz (aplaudido de pé por 15 minutos no Festival de Cannes 2021); “Espero tua (Re)volta”, de Eliza Capai (vencedor de dois prêmios no Festival de Berlim 2019); “Menino 23”, de Belisário Franca (pré-lista do Oscar 2017); “Babenco – Alguém tem que Ouvir o Coração e Dizer: Parou”, de Bárbara Paz (Melhor Documentário sobre cinema da Venice Classics no Festival de Veneza 2019); “Libelu – Abaixo a Ditadura”, de Diógenes Muniz (vencedor do Festival É Tudo Verdade 2020); “Cine Marrocos”, de Ricardo Calil (vencedor do Festival É Tudo Verdade 2019). 

Sobre JANELA DO MUNDO | COPRODUTORA

A Janela do Mundo desenvolve conteúdos artísticos e culturais de impacto com abordagem e distribuição em diversos mercados. Criada em 2007, a empresa acumula experiências em diferentes linguagens. Para o audiovisual, produziu o documentário “Neojiba – Música que Transforma” (Sergio Machado e George Walker Torres), em exibição na Netflix e vencedor de prêmios no Panorama Internacional de Cinema e no Festival IN-EDIT Brasil, além de participar do Toronto Black Film Festival e do Inffinito Film Festival. Em 2022 lançou o curta “Manifestação: Carnaval do Invisível”, uma parceria com o BaianaSystem para a Amazon Music, em 2023, a websérie “Afros e Afoxés: A Revolução do Tambor”, e, em 2024, “A Bahia me Fez Assim” (Sergio Machado), em coprodução com o Canal Curta!. Entre os projetos em desenvolvimento estão “As Travessias de Letieres Leite” (Day Sena e Iris de Oliveira); e “Formiga” (Taís Amordivino), uma coprodução com a HBO. 

Sobre GULLANE+ | DISTRIBUIDORA

“Gullane+ é uma distribuidora de obras audiovisuais independentes, que faz parte do grupo Gullane e é liderada por Debora Ivanov. 

Os filmes distribuídos pela Gullane+ primam pela qualidade, pelo impacto social e cultural, e representam o melhor do cinema nacional. 

A empresa tem um objetivo bem claro e inédito no mercado: promover o nosso cinema no Brasil e no mundo, apostando em inovação nos processos e experiências de lançamento e comercialização. 

Seu catálogo tem mais de 40 títulos, incluindo filmes lançados em salas de cinema, conteúdos exibidos em canais de TV e plataformas de streaming, em mais de 70 países. 

Dentre as obras em destaque estão filmes como “Que horas ela volta” de Anna Muylaert, “O Bicho de Sete cabeças” de Laís Bodanzky, “O Rio do Desejo” de Sérgio Machado, “A última Floresta” de Luiz Bolognesi, “Motel Destino” de Karin Ainoüz e o recente sucesso “Milton Bituca Nascimento” de Flávia Moraes. 

Paralelamente vem investindo na distribuição e restauro de obras clássicas do cinema nacional, como “Iracema: uma transa amazônica” de Jorge Bodanzky, “Um céu de estrelas” de Tata Amaral e “Castelo Rá-tim-bum” de Cao Hamburger. 

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