Reunião virtual com grupo religioso sofre discriminação e intolerância religiosa.
O secretário da CCIR – Jorge Mattoso, estava começando por volta das 17h, no sábado (25 de julho), pela plataforma Google Meet, reunião da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) e o Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP), que agendaram plenária virtual para discutirem sobre a 13ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, de 2020.
Logo após à saudação aos membros, Mattoso, que está desde a criação da CCIR, há 13 anos, ficou indignado. Assessor e produtor executivo da Congregação Espírita
Umbandista do Brasil, notou a presença de membros desconhecidos e pediu que se apresentem, dizendo seus nomes e denominações religiosas. A moderadora da sala de conversa, percebeu também a presença de pessoas com Nicks pornográficos, onde logo começou excluir os indivíduos com potencial injurioso. Os invasores, 4 no total, atuavam de forma orquestrada, com sussurros nas apresentações, além postagem de suásticas na sala de chat e frases como “rinha de galo po”. A sala recebeu em torno de 90 pessoas flutuantes. Com representantes de diversos segmentos religiosos, como Ciganos, Wikka, Umbanda, Candomblé, Judeus, Fé Bahá’í, Evangélicos, Budistas, entre outros. E mesmo com o tumulto criado, a reunião seguiu, mas medidas serão tomadas.
“Desde que iniciamos o projeto Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, uma pergunta sempre aparece: “quais as motivações para os ataques de intolerância religiosa contra as religiões de matrizes africanas?”. Obviamente, não temos como dar uma resposta pronta e acabada sobre os casos de violência. Mas podemos pontuar que existe um silenciamento por parte dos órgão de segurança públicas de administração municipal e estadual sobre os fatos”, atestou o Prof. Dr. Babalawô Ivanir dos Santos
