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“Mukunã: do fio à raiz” tem duas apresentações no Teatro Gamboa nesta semana — agenda tem ainda ÊNIO e Moraes

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O cantor e compositor Enio, um dos nomes mais relevantes da nova cena da música de Salvador, realiza um show-ensaio aberto no Teatro Gamboa nesta quarta-feira (08), às 19h, onde voz e guitarra se encontram para criar pontes entre memórias e o que ele chama de “futuro-presente”. O repertório é resultado da residência do disco “Elo Real Transforma” e o espetáculo integra a residência artística de Enio, que segue até dezembro no Gamboa, onde semanalmente o artista reúne pessoas, artistas e não-artistas, para acessar a vida, o afeto e os elos que atravessam a experiência criativa. Grátis

Depois de dois anos longe dos palcos soteropolitanos, o cantor e compositor baiano Moraes retorna com um espetáculo intimista. “Sinta-se em Casa”marca o reencontro do artista com o público da sua cidade natal nesta quinta-feira (09), às 19h, e celebra sua trajetória musical com um repertório que transita entre os grandes momentos da carreira e as faixas do seu primeiro álbum homônimo, lançado em 2024. No palco, Moraes convida o público a embarcar numa viagem sonora que vai do pop rock ao samba rock, passando pela MPB, R&B e jazz, com arranjos sofisticados e interpretações intensas que revelam sua versatilidade artística. R$20/R$40

Sexta (10), às 19h, e sábado (11), às 17h, o solo teatral “Mukunã: do fio à raiz” traz à cena uma poderosa reflexão sobre as identidades negras, conduzida pela atriz e diretora Vika Mennezes. A obra, inspirada na relação da própria artista com seu cabelo, é uma jornada artística que vai além do palco, explorando dimensões culturais, sociais e raciais. “Mukunã” celebra a diversidade, promove a autoconfiança e enfrenta questões de identidade e racismo estrutural, desafiando padrões de beleza e promovendo a representatividade para pessoas negras. O espetáculo convida o público a refletir e celebrar as histórias e vivências das mulheres negras. R$15/R$30

Antes de cada apresentação acontece o CineGamboa, com a exibição do vídeo da campanha “Fica Gamboa”. Após cada espetáculo, o público tem um momento de interação com os artistas no PapoGamboa.


Exposição na Galeria Jayme Fygura – Segue em cartaz a mostra “Sentir o lado de dentro no silêncio das ausências que sussurram todos os seus bichos”, da artista Aline Amado. Nela, Aline narra as imagens que viu, escreveu e deixou aparecer, surgidas no pensamento como faíscas de cor, definidas como “auto retratos fictícios que se convertiam em traços, borrões e riscos”. O título foi tirado do seu livro, “Porque cada milímetro importa”. A exposição ficará aberta à visitação de quarta a sexta, de 14h às 19h; sábado e domingo entre 13h e 17h. Grátis

Campanha Fica Gamboa – Uma campanha pode ajudar na manutenção de um dos equipamentos culturais mais importantes de Salvador. A casa onde funciona o Teatro Gamboa, que há 51 anos é palco de artistas consagrados e iniciantes na cena artística da cidade, foi posta à venda, com a prioridade da compra para a Associação Teatro Gamboa, uma organização sem fins lucrativos, composta exclusivamente por artistas, produtores culturais e técnicos, que gerencia o espaço.

As doações podem ser feitas através do link https://www.catarse.me/ficagamboa. O objetivo é arrecadar R$500 mil para a compra do imóvel e para realizar reformas. O Gamboa oferece pauta gratuita para artistas, apoio técnico, assessoria de imprensa, criação gráfica e o total da bilheteria revertida para as produções, iniciativa possível porque desde 2009 recebe o apoio da Secretaria de Cultura do Estado, através do Edital de Apoio a Ações Continuadas de Instituições Culturais, suporte fundamental para a permanência das atividades do teatro a partir do investimento em sua manutenção, estrutura física e equipe técnica.

Em 2025 o Teatro Gamboa completa 51 anos e, desde o início das suas atividades, é reconhecido por ser um espaço democrático que investe tanto em artistas renomados quanto em novos nomes da cena cultural do estado. Foi o primeiro palco de cantoras que, mais tarde, se tornaram nacionalmente conhecidas, como Zizi Possi e Luedji Luna.

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