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Rebertura da Exposição fotográfica “Memórias à Deriva” de Vilma Neres

Sexta-feira, 20/02/2026 às 10:00
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Rebertura da Exposição fotográfica “Memórias à Deriva” de Vilma Neres

Evento de abertura da exposição fotográfica “Memórias à Deriva” com atração musical do grupo de samba de roda “Raízes do Boqueirão”, composto por músicos-pescadores do quilombo São Francisco do Paraguaçu.

A artista visual Vilma Neres, curadora e autora da obra,  propõe um convite à ludicidade e à reflexão a partir de uma experiência visual e sonora com foco no cotidiano e na labuta dos povos das águas, que ficam situados às margens da Baía de Kirimurê e do Rio Paraguaçu. Em cartaz até 20 de fevereiro de 2026, na Casa do Benin, “Memórias à Deriva” será apresentada em uma narrativa visual cenográfica composta com 108 fotografias e objetos cênicos.

Dedicada à resiliência, ao cotidiano e à preservação de memórias ancoradas em comunidades tradicionais e nos ecossistemas costeiros e de rios, a narrativa visual, de cunho documental e ficcional, reúne fotografias que foram produzidas entre 2007 e 2025. As imagens apresentam composições estéticas com cores, luz, simetrias e texturas que caracterizam as localidades que serviram de cenário para produção das fotografias. 

“Concebida como um arquivo orgânico, nesta instalação cenográfica, a exposição fotográfica “Memórias à Deriva” rompe com o plano bidimensional da imagem, junta a materialidade do objeto com a espacialização do olhar, aciona a imaginação e o diálogo tátil com a narrativa visual. E, de modo não convencional, sem quadros e molduras, a minha intenção é provocar uma imersão às realidades dos povos das águas e aos territórios tradicionais a partir de uma experiência visual e sonora. Além de celebrar 21 anos de trajetória como fotógrafa”, revelou Vilma Neres.

Os cenários dessa escrita com a luz ficam localizados nas Praias de Amaralina, Rio Vermelho, Farol da Barra, Coutos, Preguiça e Tubarão; comunidade Gamboa de Baixo; Feira de São Joaquim; Ilha de Bom Jesus dos Passos; e nos quilombos de São Francisco do Paraguaçu e Santiago do Iguape, em Cachoeira, e Ilha de Maré – Praia Grande e Ponta do Cavalo.

Exposição flutuante

“Memórias à Deriva” ainda terá uma versão flutuante com pescadores reunidos em uma cortejo de barco nas águas da Baía de Kirimurê, saindo da Feira de São Joaquim até o Farol da Barra. Cada pescador/a sairá em um barco e com uma fotografia impressa, em formato de bandeira. A previsão é de que essa versão flutuante da exposição aconteça na manhã de um sábado, no dia 31 de janeiro de 2026.

Acessibilidade

A exposição “Memórias à Deriva” será acessível para todos os públicos, com serviço de tradução em Libras do texto de apresentação da obra, audiodescrição de cada uma das 108 fotografias, com acesso disponibilizado via QR-Code e visita mediada com intérprete de Libras.

Apoio financeiro e cultural 

“Memórias à Deriva” foi contemplado pelo edital Territórios Criativos – Ano II, com recursos financeiros da Fundação Gregório de Mattos, Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, Prefeitura de Salvador e da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), Ministério da Cultura, Governo Federal. Conta ainda com apoio cultural da Escola Municipal do Beirú, Ecotraty, Soteropreta, Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (IRDEB) por meio da TVE e da rádio Educadora FM, Casa do Benin e SENAC/BA.

Sobre a artista: Vilma Neres (Ipirá, 1984) é artista visual, vive e trabalha na capital da Bahia. O seu trabalho reflete sobre os ecossistemas costeiros e de rios, o cotidiano de comunidades tradicionais de quilombo e pesca artesanal a partir de um olhar poético e documental, com enfoque nas experiências de pessoas que confluem de maneira sustentável com o meio ambiente. Vilma Neres possui mestrado em Relações Étnico-Raciais (Cefet/RJ), bacharelado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo (Unijorge/BA) e formação técnica em Fotografia (Liceu de Artes e Ofícios da Bahia). Ela é autora da dissertação “Trajetórias e olhares não convexos das (foto)escre(vivências): condições de atuação e de (auto)representação de fotógrafas negras e de fotógrafos negros contemporâneos” e do ebook “A escrita com a luz das fotoescrevivências”, publicado  o de 2021. Link do  portfólio de Vilma Neres: https://linktr.ee/vilmaneres

SERVIÇO

Data: Até 20 de Fevereiro (das 14h às 17h)

Local: Casa do Benin –  Rua Pe Agostinho Gomes, 17 – Pelourinho, Salvador.

Quanto: Gratuito, mediante inscrição via este link: bit.ly/vernissagememoriasaderiva

Classificação Indicativa: Livre

Período para visitação: De 05/12/2025 a 20/02/2026

Horários para visitação livre: Das 10h às 17h (Terças a Sextas) e De 09h às 16h (Sábados)

Visita mediada com a curadora e intérprete de Libras: 09/12/2025, das 10h30 às 11h30 Perfil no Instagram: https://www.instagram.com/memorias.a.deriva/

Informações adicionais

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Valor - Acesso gratuíto

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Periodicidade - O evento não se repete

Horário

Sexta-feira, 20/02/2026 das 10:00 às 17:00
 

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