Morre o artista plástico Aurelino dos Santos
Na noite da última sexta-feira (23), morreu, em Salvador, o artista plástico Aurelino dos Santos (1942-2026), em decorrência de uma insuficiência respiratória. O falecimento foi informado pela Ernesto Bitencourt Galeria, representante do artista. Aurelino será sepultado neste sábado (24), no Jardim da Saudade, em Brotas, às 15h. O velório acontecerá no mesmo local, às 14h, na Capela E.
Aurelino é artista plástico baiano, nascido em Salvador em 16 de junho de 1942. Não alfabetizado e autodidata, aprendeu apenas grafar seu nome. Foi cobrador de ônibus na juventude, tendo iniciado sua carreira como artista por influência do escultor baiano Agnaldo Santos, incentivado pela arquiteta Lina Bo Bardi, que, gentilmente, providenciou tintas e telas e organizou a primeira exposição dele em 1963 no foyer do Teatro Castro Alves.
Diagnosticado com esquizofrenia, tido como louco por alguns e visto por outros como gênio, ele é de fato um atento observador dos detalhes da cidade, às vezes falando sozinho, recolhendo materiais que servem de molde que ele usa com maestria na feitura de suas obras nas quais as construções geométricas predominam.
Diversos colecionadores e agentes do mercado comparam os trabalhos de Aurelino com modernistas brasileiros, tais como Tarsila do Amaral e Volpi, e insistem em lembrar que “é um artista com “A” maiúsculo e deve ser levado a sério”, figurando hoje entre os grandes nomes da pintura brasileira.
Suas obras hoje integram importantes coleções públicas e privadas e são comercializadas por galerias em todo o Brasil, já tendo sido apresentadas em feiras como SP-Arte, ArtRio, ArPa, Rotas Brasileiras, Feira da Hebraica; individuais na Galeria Estação, Galeria Simões de Assis, Museu Afro Emanoel Araújo, Museu de Arte Moderna da Bahia, Museu Nacional da República, e em várias cidades no exterior como Paris, Madrid, Valência e Los Angeles.
