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Espetáculo “”Fim de Partida” de Samuel Beckett com Marco Nanini

Quarta-feira, 01/07/2026 às 20:00
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Espetáculo “”Fim de Partida” de Samuel Beckett com Marco Nanini

CAIXA Cultural Salvador apresenta Marco Nanini no clássico “Fim de Partida” de Samuel Beckett

Marco Nanini, Guilherme Weber, Helena Ignez e Ary França se reúnem em montagem do teatro do absurdo, com temporada em junho e julho

A CAIXA Cultural Salvador apresenta, nos dias 27 e 28 de junho (sábado e domingo) e de 30 de junho a 4 de julho (terça a sábado), o espetáculo Fim de Partida, clássico do dramaturgo irlandês Samuel Beckett, protagonizado por Marco Nanini. A montagem reúne ainda no elenco Guilherme Weber, Helena Ignez e Ary França, em uma tragicomédia marcada por relações de dependência, jogos de poder e reflexões sobre a condição humana, com direção de Rodrigo Portella.

Escrito nos anos 1950, sob o impacto da Segunda Guerra Mundial, Fim de Partida apresenta um cenário pós-apocalíptico em que os personagens Hamm, interpretado por Marco Nanini, e Clov, vivido por Guilherme Weber, vivem confinados em um espaço claustrofóbico, atravessados por uma relação de violência, crueldade cotidiana e profunda dependência emocional.

Hamm e Clov conduzem a narrativa em meio a uma realidade desprovida de sentido, marcada pela espera e pelo colapso das relações humanas. Os atores Helena Ignez e Ary França, nomes consagrados do teatro e do cinema brasileiro, completam o elenco.

A obra segue dialogando com as tensões do mundo contemporâneo, quase sete décadas após sua criação, ao abordar temas como esgotamento, autoritarismo e a repetição das estruturas de poder.

“Costumo dizer que Beckett fica orbitando a cabeça dos atores contemporâneos, pois oferece um imenso desafio com os múltiplos caminhos que a sua obra permite”, afirma Marco Nanini, que já desejava transitar neste universo do autor irlandês e aceitou o convite de Guilherme Weber para dividirem a cena nessa montagem. Os dois já atuaram juntos em produções como Os Solitários e A Morte do Caixeiro Viajante.

A direção de Rodrigo Portella propõe diferentes camadas de leitura para o texto de Beckett. Além da relação simbiótica entre Hamm e Clov, o diretor aponta uma dimensão política presente na obra, em que Hamm surge como uma figura tirânica e Clov representa o corpo submisso a uma engrenagem sem sentido. Outra camada explorada pela encenação é a do metateatro, evidenciada pela cenografia assinada por Daniela Thomas, que cria um palco dentro do palco e reforça o caráter autorreferente da peça.

O espetáculo estreou em abril deste ano, em São Paulo. A equipe criativa reúne profissionais que acompanham a trajetória de Marco Nanini há décadas, como Daniela Thomas, responsável pela direção de arte e cenografia, o iluminador Beto Bruel, o figurinista Antonio Guedes e o produtor Fernando Libonati. A trilha original e direção musical são assinadas por Federico Puppi.

Datas e horários: 27 e 28 de junho de 2026 – sábado, 20h; domingo, às 19h | E de 30 de junho a 4 de julho de 2026, terça-feira a sábado, às 20h
Vendas dos Ingressos: a partir do dia 23/06, às 12h, pela plataforma Sympla
Classificação indicativa: 16 anosInformações: site CAIXA Cultural| Instagram: caixaculturalsalvador
Acesso para pessoas com deficiência
Patrocínio: CAIXA

Informações adicionais

Publicado por - Helder

Valor - R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia)

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Periodicidade - O evento não se repete

Horário

Quarta-feira, 01/07/2026 às 20:00
 

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