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ELEGBAPHO se despede de Salvador neste final de semana

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Solo de 25 anos de carreira do ator Nando Zâmbia encerra temporada com apresentações nos dias 1º, 2 e 3 de outubro

ELEGBAPHO – Território Afrocênico de Celebração Negra encerra a sua primeira temporada na capital baiana neste final de semana. A montagem celebra a existência negra no Brasil e no mundo a partir do Exu Elegbara, o senhor do poder e orixá que rege o orí do ator Nando Zâmbia. Na peça, Elegbara está retado porque ele leva os pedidos dos humanos até o Orum (a morada dos orixás), trabalha para que eles sejam atendidos, mas depois da conquista alcançada, as pessoas esquecem de agradecer e celebrar. A partir daí, a obra reflete sobre o poder da celebração na efetivação dos avanços coletivos e nas transformações interiores e individuais. A temporada se encerra com apresentações nos dias 1º, 2 e 3 de outubro, às 18h, e os ingressos estão disponíveis no Sympla por R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia).

Espetáculo-festa – Elegbapho não é apenas um convite à reflexão sobre a importância de celebrar e os motivos que têm afastado as pessoas da celebração, é também um convite a sentir e experienciar a celebração e suas sensações no próprio corpo. Por isso, o espetáculo mescla cena, música, dança, humor, improviso e festividade, um chamado para o público pensar, mas também cantar, dançar, olhar nos olhos, estar presente, se divertir e se entregar à verdadeira celebração.

Exu multimídia – Orixá mensageiro que rege a comunicação, em Elegbapho Exu vai do analógico ao digital, do real ao virtual, do verso ao metaverso. Ele está nos pedidos escritos na folha de papel, nas ondas do rádio, na conectividade do podcast e ainda se lança como VJ e DJ. Entrelaçando arte e conexões multimídias, o espetáculo convida o público para uma imersão, uma experiência sensorial e ritualística através de projeções, vídeos, luzes e sonoridades, percorrendo um caminho que leva o espectador a reconhecer as conquistas negras e perceber o poder de celebrá-las. Afinal, celebrar também é estratégia ancestral de cura, conexão e fortalecimento.

Elegbapho foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura na Bahia, realizados com recursos do Governo Federal repassados pelo Ministério da Cultura, e executados pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado.

Sobre Nando Zâmbia – É ator, iluminador e produtor cultural; foi indicado como ator revelação ao Prêmio Braskem, em 2010, por sua atuação em “Dois Perdidos Numa Noite Suja”; seu primeiro solo “Irumalé Ayê – Divindades na Terra” circulou países como Portugal, Itália, Alemanha e Grécia”; esteve em cena em espetáculos como “Sirê Obá – A Festa do Rei” e “Oxum”, ambos do repertório do Núcleo Afro-brasileiro de Teatro de Alagoinhas (NATA); como iluminador, assina o desenho de luz de espetáculos como “Pele Negra, Máscaras Brancas”, “Medeia Negra”, “Exu – A Boca do Universo”, dentre outros, no Brasil e em Portugal.

SERVIÇO

ELEGBAPHO – Território Afrocênico de Celebração Negra

Datas: 1°, 2 e 3 de outubro

Horário: 18h

Local: Espaço Cultural da Barroquinha

Ingressos: R$40 (inteira) e R$20 (meia)

Disponível no Sympla

https://www.sympla.com.br/evento/elegbapho-territorio-cenico-de-celebracao-negra/3569591?

Instagram: @zambianando

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FICHA TÉCNICA

Idealização: Nando Zâmbia

Pesquisa e concepção: Nando Zâmbia 

Dramaturgia, direção e atuação: Nando Zâmbia 

Consultoria dramatúrgica e de direção: Onisajé

Produção: DAGENTE Produções

Direção de produção: Luiz Antônio Sena Jr.

Produção executiva: Anderson Danttas

Direção musical e trilha: Jarbas Bittencourt

Preparação vocal: Marcelo Jardim 

Direção de movimento: Tânia Bispo

Ass. de Direção/ Ass. Direção de Movimento: Fabíola Nansurê

Desenho cenográfico: Dominique Faislon 

Desenho de luz: Nando Zâmbia e Moisés Victório

Figurino: Nando Zâmbia

Consultoria em caracterização: Anthea Xavier

Coordenação técnica: Danilo Melo Sampaio

Coordenação de comunicação: Gabriela Fonseca

Videomaker: Reyynam Poeta

Registro Fotográfico: Adeloyá OjuBará

Consultoria litúrgico-antropológica: Domingos Okanlewá

Consultoria de axé: Mãe Rosa de Oyá

Correalização: TPC – Teatro Preto de Candomblé

Realização: Ilê Axé Oyá L’adê Inan

Por Gabriela Fonseca

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