Margareth Menezes e Jerônimo Rodrigues visitam “Atlântico Sertão”, no Museu de Arte da Bahia
Exposição segue em cartaz de terça a domingo, entre 10h e 18h — a realização é do Centro Cultural Banco do Brasil
Curadoria reúne trabalhos de 80 artistas; nomes como Nádia Taquary, Yacunã Tuxá, Lita Cerqueira , J. Cunha, Ayrson Heráclito e Zé di Cabeça estão presentes
A ministra da cultura Margareth Menezes, e o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, visitaram a exposição “Atlântico Sertão” no Museu de Arte da Bahia. A visita foi guiada pela idealizadora do projeto, Marina Maciel, e pelo curador, Marcelo Campos. O evento contou ainda com as presenças de Tarciana Medeiros, presidenta do Banco do Brasil, e Júlio Paranaguá, gerente geral do CCBB Salvador — entidade realizadora da mostra.
“É importante receber a presidenta do Banco do Brasil, a ministra Margareth Menezes e o governador Jerônimo Rodrigues. É um motivo de orgulho porque essa é uma exposição produzida pelo CCBB, que já vem de São Paulo, agora está em Salvador e vai para Brasília e acho que é um movimento pra gente se unir em torno da arte e da cultura brasileira”, pontua Marcelo Campos, do time curatorial de “Atlântico Sertão”.
“Nesta travessia de todos os Atlânticos, é a primeira vez que chegamos ao Nordeste. E chegamos a Salvador, primeira capital do país, que nos acolhe com tanta beleza e força cultural ancestral, e que foi um dos maiores portos de entrada do tráfico transatlântico, reconhecido este ano pela ONU como crime contra a humanidade. Hoje, por este mesmo porto, o Movimento Atlântico sonha e luta para transformar, pela arte, esse oceano de massacre em mar de vida e de reparação histórica. É o nosso sonho de defender os direitos humanos pela arte, e o convite para que todas as pessoas venham conhecer um sertão vivo e colorido pelos sonhos e pelas emoções”, completa Marina Maciel.
Na ocasião, Margareth, Jerônimo, Tarciana e Júlio anunciaram a data de abertura do CCBB Salvador. Em 21 de novembro, o novo equipamento cultural passa a funcionar no Palácio da Aclamação (Campo Grande).
Com mais de 80 artistas, a maioria do Nordeste e do Norte, a exposição “Atlântico Sertão” é uma opção cultural gratuita e segue em cartaz de terça a domingo, entre 10h e 18h — com acesso do público até 17h30. A mostra apresenta, através da arte contemporânea, o sertão brasileiro como espaço de resistência e produção artística.
Idealizada pela mestra e doutoranda em Direito pela Universidade de Brasília (UnB), Marina Maciel, que desenvolve pesquisa sobre a arte como meio de defesa dos direitos humanos, “Atlântico Sertão” tem curadoria de Marcelo Campos, curador-chefe do Museu de Arte do Rio (MAR), em parceria com Ariana Nuala, Amanda Rezende, Jean Carlos Azuos, Rita Vênus e Thayná Trindade. A exposição transforma a arte em instrumento de memória e elaboração crítica, em diálogo com os conceitos simbólicos de “Atlântico” e “Sertão”.
Por meio de pinturas, esculturas, fotografias, vídeos e instalações, os artistas se debruçam sobre o Atlântico, historicamente marcado pelos deslocamentos forçados e pela violência colonial, e sobre o sertão, frequentemente associado a um espaço isolado e à marginalização. Na exposição, esses territórios são revisitados como espaços de criação, circulação de saberes, resistência e defesa dos direitos humanos. Depois da temporada em Salvador, a mostra segue para Brasília, completando a itinerância iniciada em São Paulo. A exposição Atlântico Sertão foi selecionada no Edital CCBB 2026-2027 e viabilizada por meio da Lei Rouanet. O projeto conta com o apoio da Organização de Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), do Instituto Guimarães Rosa, do Ministério das Relações Exteriores (IGR/MRE) e do Museu de Arte do Rio (MAR).
A mostra é uma iniciativa do Coletivo Atlântico, que se inicia no campo teórico, com a pesquisa de Marina Maciel, e parte para a prática ao focar em ações concretas de transformação por meio de intervenções artísticas.
Sobre o CCBB
O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) é uma rede de espaços culturais gerida e mantida pelo Banco do Brasil, com o objetivo de ampliar a conexão dos brasileiros com a cultura e valorizar a produção cultural nacional. Presente no Rio de Janeiro, Brasília, São Paulo e Belo Horizonte, está em avançado processo de instalação de sua nova unidade em Salvador.
Na capital baiana, passa a ocupar o Palácio da Aclamação, histórico edifício do início do século passado que, durante mais de cinquenta anos, foi residência oficial dos governadores da Bahia. Mesmo antes de iniciar suas atividades no Palácio, o CCBB já realiza intervenções culturais em importantes espaços da cidade de Salvador.
Site: bb.com.br/cultura
Instagram: @ccbbsalvadorbahia
E-mail: cc************@****om.br
Sobre o MAB-BA
Fundado em 1918, o Museu de Arte da Bahia (MAB), mais antigo museu do estado, reúne um acervo de quase 21 mil peças que abrangem artes visuais, decorativas, mobiliário, porcelanas, cristais, ourivesaria e obras de importantes artistas nacionais e internacionais. Instalado desde 1982 no histórico Palacete da Vitória, o museu vem passando, no período pós-pandemia, por um processo de requalificação estrutural e conceitual que renovou a forma de apresentação de seu patrimônio. Com uma nova proposta curatorial, exposições de longa duração, ampliação dos espaços expositivos e criação de ambientes voltados à formação, experimentação artística e eventos culturais, o MAB fortalece seu papel como referência na preservação da memória, na valorização da cultura baiana e na ampliação do diálogo com públicos diversos.
SERVIÇO
Exposição: Atlântico Sertão
Local: Museu de Arte da Bahia (MAB)
Endereço: Avenida Sete de Setembro, número 2340, Corredor da Vitória
Data: até 29 de janeiro de 2027
Horário: das 10h às 18h (o acesso à exposição só pode ser até as 17h30), terça a domingo
Gratuito
