Aldeia Nagô
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Espetáculo “Fala, Ìbejì” na FIAC

Domingo, 01/11/2026 às 17:00
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Espetáculo “Fala, Ìbejì” na FIAC

Com direção de Guilherme Hunder e dramaturgia de Luiz Antônio Sena Jr. (LUI), Fala, Ìbejí dá continuidade a uma pesquisa cênica afrocentrada de ambos dedicada às infâncias, à tradição oral e às pedagogias do terreiro. A encenação incorpora a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como parte da própria cena, integrada à performance do elenco, formado por Anderson Danttas, Ane Ventura, Fernanda Silva, Gabriel Nafisi e Larissa Libório.

A dramaturgia é livremente inspirada em itans da tradição iorubá, especialmente em narrativas que giram em torno dos ibeji, os orixás gêmeos. A história os desloca para o contexto de um terreiro situado em uma comunidade periférica. A trama se desenvolve na casa de Mãe Mainha, uma matriarca respeitada, enquanto todos se preparam para o caruru em homenagem aos gêmeos. No entanto, a chegada da Morte ameaça interromper a celebração e silenciar a festa. Assim, entre cantos, memórias e rituais, a comunidade se vê diante do desafio de proteger a vida, a alegria e a ancestralidade que o caruru celebra.

A relação com a Morte é um subterfúgio para falar, sobretudo, a respeito de tradição, memória e continuidade, ao abordar a tradição do caruru, que vem se perdendo entre as crianças, exaltar as tradições da afrodiáspora que constituem nossa cultura e discutir sobre a morte, ainda um tema tabu na infância.

O público também entra na brincadeira

Fala, Ìbejí adota uma estrutura que privilegia o diálogo direto com o público e um espaço cênico não frontal. A encenação valoriza a circularidade característica das matrizes afro-diaspóricas, aproximando intérpretes e espectadores. A plateia é parte ativa da experiência. Ao longo da apresentação, o público é convidado a participar: canta, responde a enigmas, bate palmas e se envolve na brincadeira ritual que ajuda a colocar a Morte para dançar.

As composições inéditas, criadas a partir das letras de LUI, são assinadas por Ray Gouveia, que ao lado de Felipe Pires também assina a direção musical. A trilha tem como concepção poética os ritmos afro-brasileiros. O samba ancestral de terreiro, o pagode baiano e os atabaques dialogam com a pulsação urbana dos beats eletrônicos. A música não somente ambienta: é a onda sonora que conduz a narrativa, provoca a ação que leva a dança e sustenta o enfrentamento simbólico da morte pela alegria coletiva.

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Valor - Acesso Gratuito

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Periodicidade - O evento não se repete

Horário

Domingo, 01/11/2026 às 17:00
 

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