Coios Olímpicos – XII Quadro de Medalhas. por Sérgio Guerra
Praticamente encerrados os Jogos Olímpicos do Rio 2016 está confirmada a classificação do Brasil, na faixa prevista, em torno do 15º lugar, para mais ou para menos, salvo alguns imprevistos que ocorrem no final.
Surpreendente foi mesmo a participação da Grã-Bretanha que disputa, até a reta decisiva, o 2º lugar com a poderosa China e superou de muito a desmilinguida Rússia. Será ainda efeito da Olimpíada de Londres? Provavelmente, sim, como legado. Por outro lado, Cuba ainda perto do Brasil, o que atesta a grandeza do legado socialista dos irmãos Castro.
“A TAÇA DO MUNDO É NOSSA,
“COM BRASILEIROS NÃO HÁ QUEM POSSA…”.
Finalmente, derrotamos os “… alemães e seus canhões…” e somos campeões olímpicos de futebol masculino, quebrando um dos maiores tabus desse nosso esporte, por outro lado, passamos a urucubaca para nossos adversários, que ganharam este título como Alemanha Oriental, no tempo da divisão deste país e numa época em que os países socialistas, fraudavam o amadorismo que estes jogos exigiam “militarizando os seus atletas” e assim ganhavam muitas medalhas.
Tudo bem que não foi uma conquista consagradora, pois apesar da desigualdade espetacular da nossa milionária seleção de profissionais de alto nível, contra as fracas seleções, “sub-tudo” e sem nenhum grande nome do futebol internacional, não passamos de um sub-nutrido 1X1 e ganhamos nos pênaltis. Isto depois de levarmos 3 bolas na trave. Saudades do tempo em que goleávamos até nas finais da Copa do Mundo, o Chile, França, Itália e Suécia que o diga!
“… QUE PRESEPADA QUE VOCÊ FOI ARRUMAR…”
Com certeza um dos maiores, senão o maior, vexame de todos os Jogos Olímpicos foi a armação dos “golden boys” da natação norte-americana, que, após sucessivas vitorias e medalhadas, resolveram nas horas de folga promover uma grande farra, até aí tudo normal, entretanto aos atos de vandalismo, num posto de gasolina, foram repreendidos por um grupo de seguranças deste estabelecimento e, em troca, resolveram “denunciar um falso assalto à mão armada”.
Assim, aproveitando a fama de violenta que aplicam ao nosso belíssimo Rio de Janeiro, o grupo “… investiu no meu fracasso…”, entrementes a história dos “bebuns pândegos” apresentava tantas incongruências, que até a nossa polícia, historicamente, mais preparada para assassinar jovens negros, do que prender gringos, ameaçada e encostada nas cordas do ringue, conseguiu desmontar a opereta e desmoralizar a gringalhada que insistia em nos desqualificar. “Tomou! Cambadas de fio de uma égua!”.
O BRASIL FEZ BONITO!
Apostar no Brasil e na sua gente bronzeada sempre é um bom negócio. Que o digam todos aqueles que apostavam em nosso fracasso e torciam para que nós, os pobres mestiçados do 3º mundo, tupiniquins e vira-latas da história, com um “presidente pau de arara” e uma presidenta-mulher, que ousamos enfrentar o mundo branco, burguês e misógino, e bancar uma Copa do Mundo e uma Olimpíada, quase ao mesmo tempo. Desta forma, foram 2 grandes sucessos de “público e renda” contra os “fracassomaníacos” e “gigolôs da desgraça”!
Verdadeiramente, eles estão redondamente enganados, até no número de medalhas e posição no quadro geral, pois, fomos contemplados com os melhores índices de nossa história, o que deve merecer uma análise mais detalhada dos profissionais da área que, responsavelmente, se dedicarem a fazer uma avaliação criteriosa e prospectiva do nosso futuro desenvolvimento atlético e olímpico. Aproveitaremos o belo exemplo da Grã-Bretanha? Só o futuro dirá!
Aliás, vale o registro que o derrotismo é quase universal, no Brasil, pois vai tanto da direita subordinada ao capital internacional e submissa ao eurocentrismo, até a “esquerda do quanto pior, melhor”. Por falar nisso, onde andam os defensores do “Não vai ter Copa” e do “Vai ter luta!”? Sumiram no lixo da história, pois o que vai ficar mesmo, para sempre, é a capacidade do povo brasileiro de fazer “rolar a festa”, como em nossos Carnavais, as mais belas, felizes e maiores do mundo. Obrigado Lula e Dilma, infelizmente, os “barrados nos bailes”, pelos vaiados “golpistas”, mas, os autênticos, grandes e verdadeiros “donos das festas”.
A BAHIA BROCOU! MEU REI!
Nós baianos, modéstia à arte, que nós não somos de besteira, falsa modéstia e humildade, saímos desta “OLIMPÍADA RIO 2016” cheio de medalhas, basta dizer que sozinhos, ganhamos, só com os nossos heróis dos desportos individuais, ganhamos 14% do ouro, com Robsão Chicreteiro, 33 da prata, dá-lhe Isaquias, e 16 do bronze, de novo Isaquias e Erlon.
Tudo isto, sem nem contar nossa participação nos esportes coletivos, como, por exemplo, o técnico Micale de futebol masculino que nos trouxe o ansiado, inédito e sonhado ouro. Além de um ou outro atleta que deve estar embutido nos vários times e coletivos. Resumidamente, “BROCAMOS, VÉIO! VALEU, MEU REI!”.
Sérgio Guerra
Licenciado, Mestre e Doutor em História
Professor Adjunto da UNEB,.DCH1 Salvador.
Conselheiro Estadual de Educação – BA.
Colunista Político Semanal do Portal Mais Bahia.
Presidente do Instituto Ze Olivio IZO
Cronista do site “Memorias do Bar Quintal do Raso da Catarina”.
