Circuito das Artes celebra 10 Anos com mostra e seminário
O Circuito das Artes completa 10 anos e celebra com uma mostra que reúne obras de artistas que participaram das oito edições do evento e com a realização do “Seminário Triangulações em Verbo”. Ao longo deste período, a exposição mudou de formato, conceito, apuração estética e ganhou apreciação do público, artistas e instituições por onde passou. Em 2016 o Circuito das Artes na Bahia faz uma retrospectiva com abertura no dia 06 de dezembro em três espaços – Galeria Cañizares, Galeria ACBEU e Museu de Arte da Bahia que ficará em cartaz até 20.01.2017. A mostra é composta por uma seleção de obras feita pela curadora Alejandra Muñoz, dentre os mais de 600 artistas que participaram das edições anteriores.
Esta edição do Circuito das Artes é comemorativa dos dez anos de trajetória do evento e, como tal, apresenta uma característica diferente das convocatórias anteriores nas quais os artistas eram convidados a apresentar sua produção mais recente dentro dos pequenos formatos. Por isso, e considerando a atual conjuntura de desestruturação do frágil sistema de artes visuais na Bahia, a curadora da Mostra, Alejandra Muñoz decidiu estruturar esta edição do Circuito como um espaço de discussão acerca do que aconteceu nestes dez anos, numa perspectiva que vai além das pesquisas pessoais, levantando a grande questão: como o Circuito impulsionou e deu visibilidade a diversos processos e como cada artista tem contribuído para a afirmação do cenário local? Para isso a proposta curatorial, diz ela, “é a de focalizar menos nas novidades da produção e mais nas diversas questões sobre nosso sistema de arte, através de alguns artistas que participaram ao longo destes dez anos, mediante uma faceta ou um trabalho menos conhecido desses artistas”.
Triangulações em Verbo – Nos dias 05, 06, e 07 de dezembro, o Auditório da Escola de Belas Artes da UFBA, das 9h às 17h, sedia o seminário “Triangulações em Verbo”, com curadoria de Marilia Panitz e traz a Salvador os curadores que participaram nestes três últimos anos do projeto Triangulações, talvez o principal desdobramento do Circuito das Artes. Esses profissionais discutirão as realidades regionais do Distrito Federal (Marilia Panitz), Goiânia (Divino Sobral), Ceará (Bitu Cassundé), Pará (Vânia Leal), Pernambuco (Beth da Mata) e Bahia (Alejandra Muñoz), com foco na arte contemporânea. Este ciclo de palestras busca também, atender a demanda dos artistas pelo intercâmbio e troca de conhecimentos com curadores atuantes nacionalmente.
Nesse contexto, as exposições do Circuito, além de comemorar o evento, buscam articular questões relacionadas à discussão do Seminário através de três eixos: na Galeria Cañizares o eixo CAMADAS que aglutina as dimensões ensino, memória e sistema, na Galeria ACBEU, através do eixo TRÂNSITOS, as interlocuções do cenário artístico local com níveis regionais, nacionais e internacionais e no MAB o eixo TENSÕES que focaliza questões contemporâneas da produção recente, tais como ativismo, erotismo, assuntos de gênero e aspectos técnicos das linguagens mais tradicionais.
PROGRAMAÇÃO
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Data Horário |
Segunda feira 05/12 |
Terça feira 06/12 |
Quarta Feira 07/12 |
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9:30 |
Abertura do Seminário O Circuito e o Projeto Triangulações – Eneida Sanches |
Como potencializar a apresentação do seu projeto em editais públicos e privados Verônica Aquino |
Arte e a geografia: trânsito Bitu Cassundé |
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10:30 |
Encaminhamentos |
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11:00 12:30 |
O Triangulações em imagens |
Arte e a Amazônia: Arte Pará e a produção contemporânea, Vânia Leal |
Arte e a sintaxe: a curadoria Alejandra Muñoz |
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12:30 14:00 |
INTERVALO |
INTERVALO |
INTERVALO |
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14:00 15:30 |
Arte e o museu contemporâneo: circulação e coleção Beth da Matta |
Mesa Redonda Triangulações em Verbo Alejandra Muñoz Beth da Matta Bitu Cassundé Divino Sobral Vânia Leal Eneida Sanches:mediadora |
Visita com a curadora e a coordenadora do Circuito das Artes a um dos espaços expositivos |
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15:30 17:00 |
Arte e a política Divino Sobral |
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Exposição Circuito das Artes 10 anos- Curadoria Alejandra Muñoz |
Alejandra Hernández Muñoz
Uruguaia, residente em Salvador desde 1992, é arquiteta, Mestre em Desenho Urbano e Doutora em Urbanismo pela Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia (FAU/UFBA). É professora permanente de História da Arte da Escola de Belas Artes (EBA/UFBA). Desenvolve trabalhos de crítica das Artes e Arquitetura e participa de júris e comitês de seleção artística. Coordena a Galeria Cañizares da EBA/UFBA desde fevereiro de 2016. Foi curadora de diversas mostras tais como as edições do Circuito das Artes 2012, 2013, 2014 e 2015 (Salvador) e Triangulações 2013, 2014 e 2015 (Salvador, Recife, Brasília, Maceió, Belém, Goiânia e Fortaleza). Integrou as equipes curatoriais do Programa Rumos Artes Visuais 2011-2013 do Instituto Itaú Cultural (São Paulo) e da 3ª Bienal da Bahia 2014.
Beth da Mata
Recife, 1964. Artista Visual, Gastrônoma e Gestora Pública. Diretora do Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães – MAMAM, desde 2009, estabeleceu parcerias e articulações com Instituições diversas. Também dirigiu o Museu Murillo La Greca (Fundação de Cultura do Recife) ente 2005 e 2009. Como artista, tem uma poética voltada para a relação arte contemporânea e gastronomia, atualmente desenvolvendo o Projeto Cartografia Afetiva – uma investigação acerca da herança cultural e alimentar de Portugal em Pernambuco
Bitu Cassundé
Membro do Comitê de Indicação PIPA 2011, 2012, 2014 e 2015.
Vive e trabalha em Fortaleza, CE.Mestre pela Escola de Belas Artes da UFMG, curador do Museu de Arte Contemporânea do Ceará e coordenador do Laboratório de Artes Visuais do Porto Iracema das Artes. Foi curador assistente e coordenador de pesquisa no MAC CE (1998-2007), integrou a equipe curatorial do Programa Rumos Artes Visuais do Itaú Cultural (São Paulo, 2008-2009); entre 2009 e 2011 dirigiu o Museu Murillo La Greca em Recife. Seus últimos projetos curatoriais foram: “Sob o peso dos meus amores” (Itaú Cultural – SP), “Leonilson – Sob o peso dos meus amores” (Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre), “Metrô de Superfície” (Paço das Artes SP), “Metrô de Superfície II” (Centro Cultural São Paulo), “Rotas: desvios e outros ciclos” (MAC CE), “Leonilson Inflamável” (MAC CE). Integrou diversos júris pelo país dentre eles o de premiação, CNI SESI Marcantonio Vilaça 2011-12. Juntamente a Clarissa Diniz formou a coleção contemporânea do Centro Cultural Banco do Nordeste, vinculado ao projeto Metrô de Superfície.
Divino Sobral
Nasceu em Goiânia, GO em 1966, onde vive e trabalha como artista, curador e galerista. Recebeu as premiações: Prêmio Curadoria do Prêmio Marcantonio Vilaça CNI SESI SENAI (2015); Prêmio de Crítica de Arte do Situações Brasília Prêmio de Artes Visuais do DF (2014); Rede Nacional Artes Visuais Funarte (2012); Conexão MinC/Funarte/Petrobras (2012); Prêmio Marcantonio Vilaça MinC-Funarte (2009); Prêmio Festival de Inverno de Bonito, MS (2004). Entre 2010 e 2013 foi Diretor do Museu de Arte Contemporânea de Goiás.
Eneida Sanches
Iniciou estudos em artes na Escola de Arte da Bahia, aos 6 anos de idade. Cursou arquitetura, de 1980 a 1990 e simultaneamente cursou Belas Artes na Universidade Federal da Bahia. A partir de 1990 passa a pesquisar a estética africana e afro-brasileira. Inicia estudos de gravura em metal nas oficinas do Museu de Arte Moderna da Bahia de 1995 a 2000, expondo em 1992 a 2000 em Museus e Galerias de NY com ferramentas de uso litúrgico do candomblé Yorubá. Apresentou obras relacionadas ao tema do Transe que conduziram a experimentações em torno da gravura, transformando-as em objetos e instalações. Em 2007 recebeu o prêmio do XXIV Salão de Artes MAM Bahia e participou de residência na Holanda. A partir de 2011 reúne gravura e vídeo instalação através da série Transe – Deslocamento de Dimensões em colaboração com o fotógrafo e vídeo maker Tracy Collins (NY). Em 2013 tem seu trabalho publicado na revista nigeriana de Arte Contemporânea N/Paradoxa (Bisi Silva) com texto de Solange Farkas e expõe instalação Transe (video instalação) no Festival Internacional vídeo Brasil 2013 – SP. Foi indicada ao Premio Pipa 2014, mesmo ano em que foi selecionada para residência em arte no NAFASI Art Space em Dar Es Salaam, Tanzânia. Criadora e coordenadora geral da Mostra Circuito das Artes que reúne artistas da Bahia e Triangulações que articula artistas da Bahia, Brasília, Pernambuco, Pará, Alagoas, Goiás e Ceará.
Geisa Brayner
Natural de Recife- PE é graduada em em Arquitetura e Urbanismo, pela Universidade Federal de Pernambuco, com Especialização em Conservação e Restauração de Monumentos e Conjuntos Históricos e Mestrado em Desenvolvimento e Meio Ambiente, pela Universidade Federal de Alagoas. Atuou com professora adjunta de 1978 a 2007, como Vice Diretora do Centro de Tecnologia – Centro de Tecnologia, Departamento de Arquitetura e Urbanismo, 1988 a 1992, Coordenadora dos Cursos de Graduação – Pró-Reitoria de Graduação, de 1995 a 1999 e Diretora da Pinacoteca Universitária/ UFAL, de 2009 a 2016.
Marília Panitz Silveira
Mestre em Arte Contemporânea: teoria e história da arte, pela Universidade de Brasília. Foi professora nesta Universidade, até 2011. Dirigiu o Museu Vivo da Memória Candanga e o Museu de Arte de Brasília. De 1994 a 2013, atuou como pesquisadora e coordenadora de programas educativos em exposições. Dirige programas de cursos livres em arte: Conjunto Cultural da Caixa, Livraria Cultura, Galeria Alfinete. Atua como crítica de arte. É curadora independente, com projetos como: Felizes para Sempre, BSB, Curitiba e SP, 2000/2001; Gentil Reversão, BSB, RJ 2001/2003; Rumos Visuais Itaú Cultural 2001/2003 e em2008/2010; Lúdico, Lírico, Berlim, 2002; Centro|EX|cêntrico, CCBB, 2003; Situações Brasília, Caixa e CCBE, 2005; Bolsa Produção para Artes Visuais, Curitiba, 2008/2010; Brasília: Síntese das Artes, CCBB- BsB, 2010; Mostra Tripé Brasília| Linhas de Chamada, SESC Pompéia-SP , 2011 – 2012; Mostra Rumor, Coletivo Irmãos Guimarães, Oi Futuro – RJ ,CCBB-DF e SESC Belenzinho -SP, 2012- 2013; Azulejos em Lisboa Azulejos em Brasília: Athos Bulcão e a azulejaria barroca, Lisboa, 2013; Projeto Triangulações 2013 – Salvador, Brasília e Recife – 2014 – Salvador, Belém e Maceió e 2015 – Salvador, Goiânia e Fortaleza; Mostras de Carlos Lin e Polyanna Morgana, Andrea Campos de Sá, Gê Orthof, Renato Rios, Luciana Paiva, Eneida Sanches e Iris Helena Gal. Alfinete, BsB 2013-2016; Christus Nóbrega, na AmareloNegro, Rio, e Ge Orthof , na Referência Galeria de Arte, Bsb, em 2014 e na Amarelonegro, Rio, 2015; Prêmio Marcantônio Vilaça-Sesi/CNI 2014-2015, Vértice – Coleção Sergio Carvalho, no Museu dos Correios Brasília, no Espaço Cultural Correios – Rio, e no centro Cultural Correios, São Paulo 2015| 2016 – Cocuradoria com Marisa Mokarzel e Polyanna Morgana.
Vânia Leal Machado
Macapá/AP, 1962. Mestre em Comunicação, Linguagem e Cultura. Docente da Secretaria de Educação desde 2004. Coordenadora e Curadora Educacional e adjunta do Projeto Arte Pará desde 2007. Neste projeto é responsável pela editoração do catálogo de Artes. Editora Oficial do encarte especial do Arte Pará no jornal O Liberal. Atua na área de curadoria e pesquisa em Artes, tendo participado de júris de seleção e premiação e organizações de salões como o 9º Salão de Arte Contemporânea SESC Amapá em 2013, Salão UNAMA de Pequenos Formatos, da Curadoria da individual de Flavya Mutran, Odair Mindelo e Elciclei Araújo no Edital do Banco da Amazônia e do mapeamento da região norte no Projeto Rumos Itaú Cultural de Artes Visuais, Edição de 2011. Consultora Curatorial do Projeto Arte Contemporânea – SEBRAE – em Rio Branco no Acre. Curadora Educacional da Exposição Amazônia – A Arte no Museu Vale em Vitória – ES e no Palácio das Artes em Belo Horizonte – MG em 2010. Curadora Educacional da Exposição Fermata de OSGÊMEOS no Museu Vale em Vitória – ES em 2012. Curadora Educacional da Exposição Das Viagens, dos Desejos, dos Caminhos em 2014 sob a curadoria geral de Bitu Casudé no Museu vale em Vitória, ES. Curadora da mostra Itinerante Circuito das Artes Triangulações em Belém, no ano de 2014. Curadora de seleção Rumos Itaú Cultural edição 2015 e 2016. Vive e trabalha em Belém.
