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A democracia como bem comum. Por Rodrigo Savazoni

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Os presidentes do Brasil, Chile, Colômbia, Espanha e Uruguai se reúnem hoje em uma articulação iberoamericana em defesa da democracia. Governos de esquerda, comprometidos com a transformação social estão se associando não apenas para afirmar ideais democráticos, mas para convocar nossas sociedades a agir de forma ativa na construção de uma democracia digna desse nome.

Essa é uma das grandes disputas do nosso tempo, uma vez que o objetivo da extrema direita global é destruir a unidade dos povos e sua capacidade de se auto-governar. A democracia como um bem comum é uma aspiração que temos perseguido com as organizações Instituto Procomum e Casa Comum. É também uma preocupação que expresso em textos e pesquisas que escrevi e/ou colaborei.

Retomo aqui o artigo que elaborei com David Hamou e publicamos no Outras Palavras, no fim do ano passado. Ele traz reflexões atualizadas sobre esse debate. Em resumo, a estratégica política do comum, aplicada à democracia, pede que:

  1. Reconstrução democrática além do Estado
    A reconstrução democrática não pode se limitar à conquista eleitoral: deve envolver toda a sociedade. Movimentos sociais e sociedade civil devem ter papel ativo e autônomo, não subordinado ao ritmo da política institucional. A estratégia do Comum propõe novas formas de autogoverno e gestão coletiva dos bens e serviços sociais.
  2. Superar a defensiva, ativar a imaginação democrática
    É urgente ir além da simples defesa da democracia liberal e fortalecer uma cidadania ativa e mobilizada. Proteger as instituições é necessário, mas insuficiente — precisamos expandir as formas de participação e reinvenção democrática. A política dos comuns propõe reformular a democracia criando novas instituições coletivas e democratizando as já existentes.
    Esse importante documento que os chefes de estado lançam hoje aponta exatamente nessa direção. Ainda que venha de “cima para baixo”, é um chamado que pode e deve se conectar ao corpo de nossas comunidades em luta. Considerando a escalada autoritária e neocolonial de Trump, não poderia haver melhor hora para que o campo progressista assuma uma postura incisiva em defesa da democracia e da soberania.
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