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A direita rifa o velho para se pendurar no novo. Por Milton Temer

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Milton_Temer

Primeiro na GloboNews; agora no Jornal Nacional. O Boletim oficial da direita mais reacionária do País faz sua opção no confronto Moro x Gilmar. Abandona o ministro do Supremo, seu velho aliado, e fica com o ícone da Lava Jato, o performático participante de regabofes e palestras patrocinadas sempre pelos maganos do grande capital.

Na manchete de abertura do Jornal, cita a “preocupação” de Moro quanto à forma supostamente açodada de abrir discussão sobre projetos que cuidam de abuso de poder por parte do Judiciário.

Quanto à pertinente observação de Gilmar sobre o fato de o tema estar tramitando no Congresso há sete anos, e ainda sobre os aspectos autoritários do projeto enviado pelos Procuradores que teriam sido bem reformados na Câmara, estrondosa omissão. Ou seja; onde Gilmar lê correções, ao denunciar riscos de desaparecimento do habeas corpus, a Globo, pelos seus “repórteres”, “comentaristas” e “apresentadores” aponta “desfiguração

Entre um juiz de primeira instância e um ministro do STF. a Globo se lixa para a ordem hierárquica natural no estabelecimento de decisão juiciária. Não só na chamada inicial, como principalmente durante o debate, foi Moro o privilegiado ostensivamente. Tanto no tempo, como na seleção de intervenções, onde as mais impactantes de Gilmar em sua denúncia foi transformada em rápida citação de locutor.

A decisão da Globo é política. MORO É A BOLA DA VEZ para o projeto de poder da direita nas presidenciais de 2018, diante do crescente desgaste de imagens dos quadros tradicionais. Aécio, Alkimin, Serra; são todos transformados em xepa de feira. MORO é o salvífico da vez, na manutenção do aparelho do Estado a serviço dos privilégios do grande capital especulativo.

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