Coletivo Quatro protesta contra despejo pretendido pela SecultBa
Olá! Pra você que não nos conhece ainda, somos o Coletivo Quatro, um Coletivo de Artistas de diversas áreas, que realiza atividades culturais na cidade de Salvador.
No final de 2015, começamos um diálogo com a administração do Forte do Barbalho, para a ocupação de um espaço nas dependências do Forte para a realização de um dos nossos espetáculos, o “NA COXIA, O Musical”, que estava inscrito no Edital Arte em toda parte.
Fomos contemplados no Edital e em 2016, voltamos a conversar com a administração do Forte, dessa vez já com uma nova gestora. Quando visitamos o espaço que utilizaríamos pela primeira vez em abril, entendemos que o Espaço precisaria de reformas além das que tínhamos planejado e conversando com a gestão, resolvemos fazer uma proposta de ocupação até dezembro de 2016, envolvendo diversas atividades, para justificar o investimento financeiro que precisaríamos fazer no local.
Em maio começamos a reforma. Investimos capital próprio e fizemos novas instalações elétricas, novos encanamentos de água, colocamos pias, chuveiros, reformamos as partes mofadas e danificadas das paredes, pintamos todo o galpão, construímos o palco, boca de cena, plateia e foyer. A cada dia, encontrávamos mais coisas para fazer, por isso, a obra atrasou e precisamos adiar a estreia do Espetáculo para a última semana de junho, a fim de cumprir o calendário de apresentações presente no Edital!
A estreia foi um sucesso e em um mês e uma semana de temporada “NA COXIA, O Musical” recebeu mais de 2000 pessoas no Galpão Wilson Mello (como batizamos carinhosamente) e movimentou um cenário até então esquecido pelos artistas e pelo público de Salvador. Muita gente nunca soube da existência do forte e suas atividades. Continuamos nossa programação como acordado com a gestão e fizemos cursos, oficinas, eventos e outras apresentações de Espetáculos abertos para públicos de todas as idades. O uso dado ao espaço público cumpre sua função social, prestando-se inclusive a atividades de outros grupos, que usufruíram do espaço, palco e equipamentos instalados e mantidos pelo Coletivo Quatro.
Tudo caminhando bem, até que recebemos por e-mail esse comunicado inesperado da administração do Forte, pedindo que a gente deixe o local até o dia 31/10/2016. Fomos surpreendidos e isso gerou muitas questões para nós. O que de tão urgente vai acontecer nesse espaço que não pode esperar que a gente cumpra nossa programação até dezembro? O que aconteceu com o acordo feito anteriormente? A movimentação e o sucesso do Galpão Wilson Mello não justifica um diálogo? Que comunicado oficial é esse que sequer tem a assinatura da pessoa responsável?
São ordens do secretário de cultura? Por que ele não veio ver nossas atividades para entender quão interessante foi a mudança que fizemos?
Tentamos falar com o Secretário, mas ele não nos recebe. Tentamos diversas vezes falar com a Fundação Cultural e eles também não nos atende. Estamos enviando um documento oficial a todos os órgãos competentes e ao Conselho de Cultura afim de obter esclarecimentos sobre essa decisão que consideramos pouco sensível, para não dizer arbitrária.
Trabalhamos muito por esse Espaço. Envolvemos muitas pessoas e muitos artistas locais numa programação que precisa ser respeitada.
Vale registrar que nenhuma das pessoas da secretaria de Cultura, ou da Fundação, foram ao Galpão Wilson Mello em nenhuma das atividades (todas gratuitas) realizadas!
Vamos aguardar um posicionamento e esclarecimento dos órgão devidos. Você que já esteve em nosso galpão, assistindo e participando dos nossos espetáculos, ajude-nos nesta nobre tarefa em defesa do respeito ao artista e a seu trabalho!
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