Aldeia Nagô
Facebook Facebook Instagram WhatsApp

Curtas baianos mostram a linha tênue entre a cidade e a subjetividade

3 - 5 minutos de leituraModo Leitura
Super-formiga
No próximo dia 21 de julho,  o Avalanches Coletivo traz para o público curtas importantes do cenário nacional realizados por baianos. “Essa curadoria foi pensada a partir de uma diálogo entre cidade e subjetividade.  É um pensamento enviesado entre Milton Santos, Renata Marques, e alguns outros pensadores que, ao estudar a geografia como elemento humano, fortalecem também a

questão do sujeito dentro da construção social.  Daí, o Avalanches Coletivo propor curtas criados por baianos que experimentam imagens para propor suas impressões digitais. São trabalhos que revelam o quanto essa construção é sistêmica e se confunde entre o espaço e o eu”,  reflete Alex Coléman.

O documentário “Ruas da discórdia” está na sessão #04 do Avalanches Coletivo. Nesta obra, Gean Almeida, cineasta e um dos criadores da Raízes TV (mídia independente), mostra como uma cidade pode ter nomes que permeiam o espaço público sem se preocupar com a relação histórica e social. “Quando vimos o documentário percebemos que a construção espacial da cidade, pelo menos no Brasil, reflete muito um país escravocrata que ignora a diáspora africana e o genocídio contra indígenas.  A ideia é refletir o porquê determinadas ruas  recebem nomes que remetem aos diversos fatos históricos cruéis” aponta Zimaldo Melo.
Além desse documentário, o coletivo apresenta a obra do cineasta Henrique Dantas ” Ser Tão Cinzento”. É um registro sensível da vida e obra do cineasta Olney São Paulo, perseguido pela ditadura militar. É o trânsito entre o espaço público e a subjetividade de um período nefasto do Brasil.
Das ruas para o espaço público. O curta “O Cadeado” mistura ficção e realidade sem esquecer da poética. O cineasta Leon Sampaio traz como assunto principal as limitações sobre o acesso à educação no Brasil.  Ao contar a trajetória de Cal, um menino com dificuldades de locomoção, Sampaio mostra uma metáfora sobre como a questão educacional é tratada no país.  O filme foi gravado na comunidade de Poço, distrito da cidade de Antonio Cardoso, que fica a 173 km de Salvador.
Outro curta de ficção é “Sorte ou Revés” da cineasta Sophia Midian. A história é ambientada em Salvador e mostra a relação das pessoas com a cidade.  Midian, através da imagem, fragmenta a própria espaço público ao escolher locações que sugerem uma interligação entre os personagens.
“Corpos em Chama”, do cineasta Caio Araújo, apresenta um cinema experimental que expõe um olhar subjetivo sobre a cidade. Araújo trabalha os personagens como se estes se apropriassem do espaço público. Há uma união de elementos que mostram o empoderamento dos corpos, deixando o espaço em segundo plano.
“Para fechar a quarta sessão proposta pelo Avalanches Coletivo, vamos exibir dois filmes inéditos de Alex Coléman. “Oreo” e  “O abominável super-formiga” exploram a subjetividade que vive em diversos espaços privados. São imagens e ações que estão inseridas dentro de quatro paredes e que fazem parte da cidade.  Desta forma, acredito que fechamos  o ciclo para perceber  essa construção sutil da cidade e da subjetividade|”, finaliza Vaneza Melo
Esta ação é uma parceria  Avalanches Coletivo com o Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM) e o Circuito SALADEARTE.
Música de qualidade
Além dos curtas, o Avalanches Coletivo trará nesta quinta o artista, poeta e músico Thiago Evangelista, também conhecido como Thilindão.  Evangelista é baixista da banda The Honkers e apresentará  o Avalanches Music Session (AMS), uma peça solo no pátio do Museu de Arte Moderna da Bahia. “Nossa ideia é sempre que possível apresentar ao público música de qualidade porque acreditamos que existe uma potência visual em cada partitura. Desta forma, iniciamos  o AMS com um dos artistas mais importantes do punk-rock na Bahia”, afirma Coléman.
O quê: Avalanches Coletivo – Curtas baianos – cidade e subjetividade
Quando: 21 de julho de 2022
Horário: a partir das 19h00
Onde: CineMAM, Avenida Contorno, s/n – Solar do Unhão, Av. Contorno
Ingressos: R$ 20 inteira e R$ 10 meia na  Compra pelo WhatsApp do MAM 71-98199-2833, sempre a partir das 13h. Quem quiser comprar na hora os valores do ingressos são outros: R$ 24 inteira, R$ 12 meia.
Sugestão de Legendas
02-  Um curta inédito de Alex Coléman – o mundo imaginário da imagem e o poema de Thiago Evangelista, baixista do The Honkers.
03-  Gean Almeida questiona através das imagens o posicionamento histórico das vias públicas de Salvador e Feira de Santana.
04 – Henrique Dantas utiliza uma metalinguagem e funde imagem e depoimentos para registrar as memórias sociais da década de 1960.
Compartilhar:

Mais lidas

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *