Aldeia Nagô
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“Depois pede meu lugar no ônibus”: Plantão Integrado reforça que diversão não invalida os direitos da população 60+

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Direito de curtir a festa não invalida demais direitos assegurados para o público 60+

Com profissionais capacitados para acolher denúncias, identificar situações de violação de direitos e incentivar  conscientização durante todos os dias da folia, o Plantão Integrado  reforça o compromisso com a inclusão e dignidade da população idosa, com ações que envolvem diálogo com quem está na festa como folião e também como trabalhador, ouvindo sugestões e observando na prática como a cidade responde às necessidades dessa população e suas múltiplas formas de participação no Carnaval. 

Do primeiro ao último dia da folia, as equipes de atuação percorrem arquibancadas, pontos de circulação, áreas de concentração e espaços de trabalho informal para identificar demandas, acolher denúncias e avaliar condições de acessibilidade, mobilidade e atendimento. Coordenadora de Articulação de Política para Pessoa Idosa, Sueli Oliveira destaca que o objetivo é aprimorar continuamente o atendimento. 

A ação promove escuta ativa, orientação e articulação institucional, para assegurar que o lazer seja, de fato, um direito para todas as idades. O trabalho inclui visitas à arquibancada social, acompanhamento das condições de acesso e transporte e monitoramento de possíveis situações de violação de direitos, inclusive manifestações discriminatórias relacionadas à idade. “A população idosa é bastante heterogênea. O objetivo da ação é melhorar cada vez mais o atendimento desse público porque lazer é direito de todos”, pontua Sueli. 

Para a foliã e administradora em Gestão Pública e sanitarista Ubiraci Matildes, 68 anos, discutir o direito da população idosa no Carnaval é também enfrentar desigualdades estruturais que atravessam raça, território, mobilidade e acesso a políticas públicas. “A presença de pessoas idosas, muitas delas moradoras de bairros periféricos, evidencia a urgência de investimentos contínuos em acessibilidade, saúde física e mental, além do transporte de qualidade, direitos que precisam dessa atenção não só durante a festa, mas antes e depois do Carnaval”, ressalta. 

A pedagoga Joselita Maria, de 61 anos, reforça que o preconceito etário precisa ser enfrentado desde a base da sociedade, nas escolas e nas famílias, e que o Carnaval “deve ser um espaço de respeito e pluralidade”. Para ela, envelhecer não significa abrir mão da cultura, da fé, da alegria e da ocupação dos espaços públicos. Ao contrário: é afirmar o direito de continuar pertencendo.

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