Aldeia Nagô
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Documentário sobre o cinema marginal vence XXI Panorama Internacional Coisa de Cinema; e festival anuncia reprise dos premiados

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‘Anti-heróis do Udigrudi Baiano’, de Henrique Dantas, foi premiado “pela relevância ao abordar as referências de um cinema inventivo que nasce na Bahia”

Um documentário sobre cineastas que marcaram época na Bahia, “Anti-heróis do Udigrudi Baiano”, de Henrique Dantas, venceu a categoria melhor longa-metragem da Competitiva Baiana do XXI Panorama Internacional Coisa de Cinema. Os premiados foram divulgados ontem (1º) à noite, no Cine Glauber Rocha, finalizando esta edição do festival, que teve início no dia 25 de março, em Salvador e Cachoeira. 

Segundo o júri oficial, “Anti-heróis do Udigrudi Baiano” foi escolhido “pela relevância ao abordar as referências de um cinema inventivo que nasce na Bahia e influencia o Brasil, e pela qualidade na condução dessa história”. Henrique fez um discurso emocionado, contando que o cinema salvou a sua vida e destacando a felicidade em poder viver do seu trabalho como artista. 

O curta vencedor na Competitiva Baiana foi “Bregueragem”, de Daniel Arcades, contemplado por apresentar um microuniverso de personagens, histórias e paixões muito ricas, “por exagerar sem medo de amar e, sobretudo, pela malemolência”. 

Além do troféu do Panorama Coisa de Cinema, “Anti-heróis do Udigrudi Baiano” e “Bregueragem” ganharam um prêmio em dinheiro concedido pelo Instituto Flávia Abubakir, no valor de R$ 50 mil e R$ 10 mil, respectivamente.

Drama musical vence Competitiva Nacional

Na Competitiva Nacional, o longa vencedor foi “Uma baleia pode ser dilacerada como uma escola de samba”, de Felipe M. Bragança e Marina Meliande. “O filme faz um mergulho barroco no mundo do carnaval como estrutura narrativa de uma complexa trama de personagens bem desenvolvidos. Uma metáfora sobre o fim de uma escola de samba como espelho do desencanto social e cultural no Brasil”, justificou o júri oficial. O curta vencedor foi “Irmã”, de Anderson Bardot.

Pelo segundo ano consecutivo, o Canal Brasil concedeu um Prêmio de Aquisição no valor de R$ 15 mil para um curta exibido no Panorama. O escolhido nesta edição foi “Replikka”, de Piratá Waurá e Heloisa Passos. Na Competitiva Internacional, os vencedores foram o longa “Aisha não pode voar”, de Morad Mostafa; e o curta “Porque hoje é sábado”, de Alice Eça Guimarães. 

Os vencedores das categorias principais receberam ainda prêmios em serviços oferecidos por empresas parceiras do festival. Todos os ganhadores foram contemplados com o troféu criado por Luís Parras, inspirado na lente Igluscope, desenvolvida pelo cineasta baiano Roberto Pires. 

Reprise dos premiados com preços especiais

Os filmes premiados pelos júris oficiais serão reprisados entre os dias 3 e 5 de abril no Cine Glauber Rocha, sempre às 19h20, com ingressos por R$ 18 (inteira) e R$ 9 (meia). Quem tiver passaporte disponível poderá usar para estas sessões. “Aisha não pode voar” e “Porque hoje é sábado” serão exibidos amanhã (3); “Uma baleia pode ser dilacerada como uma escola de samba” e “Irmã” no sábado (4); e “Anti-heróis do Udigrudi Baiano” e “Bregueragem” no domingo (5). 

O XXI Panorama Internacional Coisa de Cinema aconteceu de 25 de março a 1º de abril, em Salvador e Cachoeira. O festival tem patrocínio do Instituto Flávia Abubakir e do Banco do Brasil e apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia. O Panorama conta ainda com apoio institucional da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), da Dimas (Diretoria de Audiovisual da Funceb) e do Centro Cultural Banco do Brasil. 

PREMIADOS DO XXI PANORAMA

JÚRI OFICIAL

Competitiva Nacional 

Longa-metragem

  • Melhor Filme: Uma Baleia pode ser dilacerada como uma escola de samba,  de Felipe M. Bragança e Marina Meliande
  • Melhor Direção: Lírio Ferreira e Karen Harley por Para Vigo Me Voy!, de Lírio Ferreira e Karen Harley
  • Melhor Roteiro: Felipe M. Bragança por Uma Baleia pode ser dilacerada como uma escola de samba,  de Felipe M. Bragança e Marina Meliande
  • Melhor Fotografia: Bernard Lessa e Safira Moreira por Cais, de Safira Moreira
  • Melhor Atuação: Carla Ribas, Naruna Costa, Ariana Aparecida por Dolores, de Marcelo Gomes e Maria Clara Escobar 
  • Melhor Montagem: Mair Tavares, Daniel Garcia, Karen Black e Lucílio Jota por Para Vigo Me Voy!, de Lírio Ferreira e Karen Harley
  • Melhor Direção de Arte: Elsa Romero e Joyce Castelo por Uma Baleia pode ser dilacerada como uma escola de samba, de Felipe M. Bragança e Marina Meliande
  • Melhor Música: Maestro Ubiratan Marques Cais, de Safira Moreira
  • Melhor Som: Julio Matos, Marco Sartori, Guile Martins e Augusta Gui por Até Onde A Vista Alcança, de Alice Villela e Hidalgo Romero

Curta-metragem

  • Menção Honrosa: Destaque para o alto nível de todos os curtas-metragens da competição nacional
  • Melhor Curta: Irmã, de Anderson Bardot

Competitiva Baiana

  • Melhor Longa-metragem: Anti-heróis do Udigrudi Baiano, de Henrique Dantas
  • Melhor Curta-metragem: Bregueragem, de Daniel Arcades
  • Melhor Direção: Arlete Juruna e Wallace Nogueira por  Xingu à margem, de Arlete Juruna e Wallace Nogueira
  • Melhor Roteiro: Larissa Lacerda, por O que você é sai por todos os lados, de Larissa Lacerda
  • Melhor Fotografia: Matheus da Rocha Pereira por Timidez, de Thiago Gomes Rosa e Susan Kalik
  • Melhor Atuação: Flor de Maria, Iana Nascimento e Sabrina Bispo por A cor da Patroa, de Milena Anjos
  • Melhor Montagem: Rafael Oliveira por Cachoeira, de Rayssa Coelho e Filipe Gama
  • Melhor Direção de Arte: Fernanda Beling por Sopro, de Fernanda Beling
  • Melhor Som: Eugênio Voser (Gegê) por Rambutan, de Erika Fromm
  • Menção honrosa para a atuação do cachorro Maic em Maic não quer cruzar

Competitiva Internacional

  • Melhor Longa: Aisha não pode voar, de Morad Mostafa (Egito / Sudão / Tunísia / Arábia Saudita / Catar / França / Alemanha)
  • Melhor Curta: Porque hoje é sábado, de Alice Eça Guimarães (Portugal / França / Espanha)

JÚRI JOVEM

Competitiva Nacional

  • Melhor Longa: Morte e Vida Madalena, de Guto Parente
  • Melhor Curta: Quem se move, de Stephanie Ricci 

Competitiva Baiana 

  • Melhor Longa: Timidez, de Susan Kalik e Thiago Gomes Rosa
  • Melhor Curta: Maic Não Quer Cruzar, de Henrique Filho

PRÊMIO CANAL BRASIL

  • Melhor Curta: Replikka, de Piratá Waurá e Heloisa Passos

JÚRI DAS ASSOCIAÇÕES (APAN, APC, API, MULHERCINE, AUTORAIS, CONNE)

Competitiva Nacional

  • Melhor Longa:  Morte e Vida Madalena, de Guto Parente
  • Melhor Curta: Caldeirão, de Oliveira Júnior, Weslley Oliveira e Milena Rocha

Competitiva Baiana

  • Melhor Longa: Timidez, de Susan Kalik e Thiago Gomes Rosa
  • Menção Honrosa (longa): Carta para…, de Vânia Lima
  • Melhor Curta: Maic Não Quer Cruzar, de Henrique Filho

PRÊMIO ATELIER RURAL (PanLab de Montagem)

O curta-metragem Corpus-água, com direção de Sidjonathas dos Santos Araújo e Montagem de Júlia da Costa. 

PRÊMIO DE EXIBIÇÃO

Yellow Cake, de Tiago Melo, tem exibição garantida em pelo menos 60 salas de cinema. 

PRÊMIO PARADISO MULTIPLICA (PanLab de Roteiro)

  • Projeto de Longa: Conhecereis a Verdade…, de Natan Fox, com roteiro e
    Natan Fox e Pedro Reinato
  • Projeto de Curta: Ouriço, direção e roteiro de Nina Neves
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