Aldeia Nagô
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Documentário sobre Porto de Salvador resgata a importância da região portuária soteropolitana na história do Brasil

3 - 4 minutos de leituraModo Leitura

Com distribuição da Santa Luzia Filmes, “Porto de Origem” pode ser assistido nas salas de cinema de São Paulo, Salvador, Ribeirão Preto/SP, Palmas/TO e Paulista/PE.

Em exibição, o documentário “Porto de Origem”, do cineasta baiano-francês Bernard Attal, retrata a história do antigo “Porto do Brasil”, localizado em Salvador. Remontando às origens da região portuária da capital baiana, o longa faz um paralelo entre a riqueza histórica do espaço e o declínio no tempo presente.

O Porto de Salvador fica no Comércio, bairro conhecido hoje como uma “cidade abandonada” da capital baiana. Essa região esvaziada, contudo, inspirou o cineasta após o encontro de arquivos legados por sua avó francesa referente a um velho título de investimento no Porto, incentivando-o a buscar os segredos do local. O filme, então, levanta a discussão sobre uma revitalização do espaço, na esperança de sensibilizar a população e o poder público sobre a preservação da história nacional.

Em funcionamento desde o século XVI, a história do porto remonta ao período colonial, sendo usado pelos portugueses não só de ancoradouro, mas também como um ponto de depósito e alfândega, importante comercialmente para o Brasil Colônia. Devido a sua localização estratégica, o Porto de Salvador logo passou a ser referenciado como “Porto do Brasil”, chegando a ser o maior do Atlântico Sul. A organização do espaço, contudo, veio muito tempo depois. Somente em 1913, foi inaugurado o porto organizado pelo então governador José Joaquim Seabra.

Tendo isso em vista, o cineasta espera que o documentário fomente um diálogo sobre a importância do porto e da região para Salvador, não só historicamente, mas nos tempos atuais. “‘Porto de Origem’ é um filme que eu tinha interesse em fazer há muitos anos. O processo de pesquisa já vínhamos fazendo por conta do Trapiche Barnabé, que estamos reformando. Nessa busca, a importância histórica, sociológica e cultural do Comércio, não só pela Bahia mas pelo país todo, ficou cada vez mais clara. Então, buscamos retratar esses tempos de glória da região, ao mesmo tempo em que fazemos um contraponto com o presente e projetamos um futuro mais esperançoso para o local”, destaca Bernard Attal.

Filmes como “Porto de Origem” reforçam a relevância do cinema nacional como uma ferramenta de resgate histórico e identitário do povo brasileiro. Assim, o cinema é capaz de gerar uma reflexão crítica sobre a sociedade, questionando realidades, bem como é feito no documentário.

Na sua segunda semana em cartaz, o filme permanece em exibição até, pelo menos, 18 de dezembro. “Porto de Origem” pode ser visto nos cinemas Cinesystem Frei Caneca, São Paulo; Saladearte Cinema do Museu, Saladearte CineMAM, Cine Glauber Rocha, Salvador; Casa Belas Artes de Cinema, Ribeirão Preto/SP; Fundação Cultural, Palmas/TO; e Cinesystem North Way Shopping, Paulista/PE.

Confira o trailer do filme – https://www.youtube.com/watch?v=AAsgbTGtkY0

FICHA TÉCNICA

Roteiro e Direção: Bernard Attal

Produção: Gel Santana

Fotografia: Hamilton Oliveira

Montagem: Marcos Lé

Computação Gráfica: Guillaume Roignant

Música: Silvain Vanot

Desenho do som: Haydson Oliveira e Eduardo Ayrosa

SERVIÇO

Filme “Porto de Origem”

Produção e distribuição: Santa Luzia Filmes

Dias de exibição: 5 a 18 de dezembro

Confira as cidades e cinemas de exibição: São Paulo (Cinesystem Frei Caneca), Salvador (Saladearte Cinema do Museu, Saladearte CineMAM, Cine Glauber Rocha), Ribeirão Preto/SP (Casa Belas Artes de Cinema), Palmas/TO (Fundação Cultural) e Paulista/PE (Cinesystem North Way Shopping).

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