Aldeia Nagô
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Domingueiras CCCLIX. Por Sérgio Guerra

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De vez em quando, alguém lembra do governo Collor e o associa de imediato ao de Bolsonero, por uma série de perversas coincidências dos mecanismos nas formas de assalto aos cofres públicos, aquele com sua quadrilha e este com milicianos e sua famiglia.

Entretanto, uma diferença fundamental entre os 2 episódios é que no 1º caso foi a própria família que foi a denunciante, enquanto, no caso atual, a famiglia, na boa tradição italiana, pratica a “omertá”, ou o silêncio absoluto sob pena de sentença de morte para quem quebrar esta regra sagrada.

No caso atual, a famiglia tem mantido uma unidade de ação que envolve os pais, filhos, esposas e ex, além de amigos, milicianos, assessores e até ex-auxiliares, que se prestaram, ou mesmo emprestaram seus nomes, identidades e o que mais for necessário para fraudar as autoridades políticas, legislativas ou policiais que se colocarem no seus caminhos criminosos. Se este comportamento já se efetivava nos tempos de seus mandatos no Legislativo, imaginem agora com a presidência da República? O “Caso Moro” é um exemplo, na Polícia Federal, deste controle absoluto. 

Se no caso Collor, a formação de uma maioria oposicionista no Congresso permitiu que o impeachment fosse levado a cabo, e a seguir em série, ainda que depois a Justiça tenha suspendido a cassação dos 8 anos deste ex-presidente, infelizmente, no caso atual, uma maioria neste órgão, especialmente agora feitos as pazes com o “Centrão”, melhor seria dizer “Direitão Fisiológico”, possibilita que mais de 100 pedidos continuem engavetados na mesa do presidente da Câmara Federal, sem perspectiva de andamento pois já houve inúmeras declarações monocráticas, desta autoridade, neste sentido.

Deste modo, infelizmente, só nos restou a possibilidade de colocar o Brasil, de novo nos eixos, nas próximas eleições gerais, em 2022, se conseguirmos superar as manobras por meios digitais, das fábricas de mentiras, (Fake News para os mais colonizados) que elegeu Bolsonero, mas que a Justiça desconsiderou. Ao tempo em que os iludidos pelo “ódio ao PT e a política em geral” retomem a racionalidade e entendam que ninguém pode viver sem, praticar ou sofrer, esta arte da qual ninguém escapa, consciente ou inconsequentemente. E Boa Sorte e Feliz 2022!

05/12/2022.

Sérgio Guerra.

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