Em poderosa narrativa afro-diaspórica, Aiace lança videoclipe de “Fluxo e Refluxo”
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Aiace acaba de divulgar seu mais novo videoclipe, “Fluxo e Refluxo”. Faixa, que integra o segundo e recém-lançado álbum da artista, “Eu Andava Como se fosse Voar”, mergulha profundamente em uma narrativa afro-diaspórica, investigando os movimentos que se estendem desde os tempos do sequestro de pessoas negras vindos do continente africano até, infelizmente, os desafios enfrentados nos dias de hoje.
“A água é a condutora desse processo, sendo ela uma grande testemunha, estrada e conectora desse ir e vir. “Fluxo e Refluxo” é um grito contra anos de discriminação racial, genocídio de pessoas negras e, ao mesmo tempo, uma chamada para uma urgente mudança de cenário”, ressalta a cantora. A composição da música é um esforço colaborativo entre Aiace, Gileno Felix e Vini Ribeiro – este último, também responsável pela direção do clipe. No projeto audiovisual, uma atmosfera esvaziada de elementos instrumentais inicia evocando uma jornada de aprofundamento que transmite a história de dor e resiliência que faz alusão às várias formas de violência sofridas por pessoas negras. A faixa e o vídeo são um grito contra o racismo.. “Fazemos uma denuncia sobre as condições de violência às quais estamos submetidos diariamente. Todos os dias algum corpo negro é violentado em algum lugar do Brasil; não exclusivamente o corpo negro, mas sempre o corpo negro. A sensação é que, não importa o que pessoas negras façam, elas sempre são o alvo”, destaca Aiace. Gravado em Salvador, especificamente no bairro histórico do Rio Vermelho, em frente à Casa de Yemanjá, o trabalho foi inspirado pelo ensaio fotográfico “O Corpo-Alvo”, destacando a importância de confrontar todas essas questões que norteiam a obra. |
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Sobre Aiace: Com um trabalho consistente na música baiana, Aiace é uma cantautora baiana que tem se firmado como referência no cenário independente e acaba de lançar o seu segundo disco solo chamado “Eu Andava Como Se Fosse Voar”. Ela apresenta uma linguagem contemporânea, utilizando elementos da Nova MPB, da música “sertaneza” e elementos do universo pop e rock, mas sem esquecer as raízes ancestrais afro-baianas. Em suas músicas, canta sobre temas que são atemporais, levando o ouvinte a um lugar cheio de nuances e texturas que dialogam com as referências musicais mais diversas, vestidas pela doçura e expressividade da sua voz. É graduada em Canto na Escola de Música da UFBA, vocalista e uma das fundadoras do grupo Sertanília, com o qual possui dois álbuns lançados, e também apresenta o seu trabalho solo. Seu primeiro disco solo, chamado “Dentro ali” (2017), projetou a potência de seu trabalho autoral a nível internacional, firmando parcerias com artistas consagrados como, Luiz Melodia e Lazzo Matumbi. O trabalho compôs a lista de melhores lançamentos do ano por sites especializados e seu show circulou em cidades de SP, MG, PR e SC, chegando à Espanha, País Basco e Colômbia. Atualmente dedica-se à circulação de “Eu Andava Como Se Fosse Voar”, seu segundo disco solo recém lançado, que já circulou com os shows de pré-lançamento em turnê por 8 palcos entre Portugal e Itália, e acaba de ser apresentado em unidades do SESC RJ. Dentre algumas de suas apresentações destacam-se: Verão na Esplanada – Casa da Música do Porto 2023 (Portugal), Festival Suoni Della Murgia 2023 (Itália), Negro Fest 2023 (Colômbia), Festival Atlantikaldia 2018 (Espanha), Festival Psicodália 2019 (Santa Catarina), Festival Virada Salvador 2020 (Salvador), Andes Sonoros 2020 (Venezuela) e Circulart 2022 (Colômbia). |
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