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Exposição de Arpilleras em Salvador destaca memória e resistência de mulheres atingidas por barragens

2 - 3 minutos de leituraModo Leitura

Na próxima quarta (11), Salvador recebe uma atividade cultural que reúne exposição de Arpilleras e lançamento de livro que aborda os impactos de um dos maiores desastres socioambientais do país. A programação acontece à noite, na Biblioteca Central da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e integra a Jornada de Lutas do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB).

A exposição “Mulheres Atingidas: Bordando Direitos” conta com 22 Arpilleras, peças artesanais produzidas por mulheres atingidas por barragens de todas as regiões da Bahia e de outros estados. A atividade contará com visita guiada à exposição e a participação de mulheres atingidas que produziram as peças. As exposições das Arpilleras já ocuparam galerias no Brasil e no mundo, como no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP) e em cidades da Áustria. A exposição em Salvador permanece até o dia 18 de março.

As Arpilleras são obras têxteis feitas com retalhos de tecido e bordados que retratam histórias de violações de direitos, perdas territoriais, impactos ambientais e processos de organização e luta das comunidades atingidas. Originária do Chile, a técnica foi utilizada por mulheres durante a ditadura de Augusto Pinochet para denunciar desaparecimentos e violações de direitos humanos. No Brasil, a prática foi incorporada por mulheres atingidas por barragens como instrumento de expressão coletiva, denúncia e fortalecimento da memória das comunidades.

Durante a atividade também será realizado o lançamento do livro “Imprensados no tempo da crise: a gestão das afetações no desastre da Samarco (Vale e BHP Billiton)”, da pesquisadora Flávia Amboss (in memoriam). A obra analisa os processos de gestão das consequências sociais e humanas do rompimento da barragem de Fundão, ocorrido em Mariana (MG) em 2015. Flávia era professora e foi uma das vítimas do atentado nazista em uma escola na cidade de Aracruz (ES).

A programação busca aproximar arte, memória e reflexão crítica sobre os impactos de grandes empreendimentos, além de dar visibilidade às narrativas das mulheres atingidas, que transformam o bordado em instrumento de denúncia e afirmação de direitos.

Serviço

O quê: Exposição de Arpilleras e lançamento do livro “Imprensados no tempo da crise”

Quando: 11/03 (quarta-feira)

Horário: 19h

Onde: Biblioteca Central da Universidade Federal da Bahia (UFBA)

Realização: Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB)

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