03 de julho de 2018 |
Cultura |
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Começa hoje (03 de julho) e vai até domingo (08) o In-Edit Brasil – Festival Internacional do Documentário Musical, na Sala Walter da Silveira. O evento, que surgiu em Barcelona e realiza mostras em países como Chile, Argentina, México, Alemanha, Colômbia e Grécia, chega a sua 10ª edição brasileira e 6ª em Salvador. A programação tem curadoria de Marcelo Aliche e conta com 22 filmes, feira de vinil, masterclass e show.
A sessão de abertura (03 de julho, 20h) traz o filme vencedor da Competição Brasileira de longas, realizada na edição paulista do festival, que aconteceu entre 7 e 17 de junho. Fevereiros, de Marcio Debellian, mostra relação de Maria Bethânia com o carnaval, desde sua infância em Santo Amaro da Purificação (BA) até a homenagem da escola de samba Estação Primeira de Mangueira, em 2016. O filme representará o Brasil na edição do In-Edit Barcelona, em outubro.
A Mostra Nacional traz filmes inéditos, como Ultraje, de Marc Dourdin, Arthur Moreira Lima: Um Piano Para Todos, de Marcelo Mazuras, Dê Lembranças a Todos – Dorival Caymmi, de Fabio Di Fiore e Thiago Di Fiore, e Você não sabe quem eu sou, de Alexandre Petillo, Rodrigo Cardoso e Rogério Corrêa.
Chavela, de Catherine Gund e Daresha Kyi, sobre a cantora Mexicana Chavela Vargas, Ethiopiques – Revolt of the Soul, de Maciej Bochniak, sobre o ethio-jazz, e Grace Jones: Bloodlight and Bami, de Sophie Fiennes, são alguns dos destaques do Panorama Internacional. Serão exibidas produções de países como Reino Unido, Polônia, México e Estados Unidos, a maioria sem previsão de estreia no circuito comercial.
A mostra soteropolitana do In-Edit Brasil – Festival Internacional do Documentário Musical é realizada por Hasta La Luna Iniciativas Culturais e In Brasil Cultural e conta com o apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda, Fundação Cultural Estado da Bahia e Secretaria de Cultura da Bahia.
PROGRAMAÇÃO PARALELA Além da vasta programação de filmes, atividades paralelas também ocupam a Sala Walter da Silveira durante o evento. Nos dias 7 e 8 de julho, das 14h às 20h, a Feira do Vinil ocupa o hall do cinema com venda de discos.
No dia 07 de julho, das 11h às 13h, na Sala Walter da Silveira, o diretor Rodrigo Toledo realizamasterclass sobre a relação da fotografia com os diversos gêneros de documentário, suas diferentes vertentes e linguagens em face à cada temática proposta. Toledo, que é professor da Escuela Internacional de Cine y Television – EICTV, em Cuba, discutirá a postura do fotógrafo e as ferramentas para a construção da narrativa e estética de documentários, abordando questões como o momento único, o elemento surpresa, técnicas de fotografia, tipos de câmeras e estética da luz. A atividade é gratuita e aberta ao público.
O encerramento do evento fica por conta do projeto multilinguagem O Rabequeiro Maneta e a Fúria da Natureza, de Manu Maltez. O disco-livro será lançado no dia 08 de julho, às 17h, e conta a história de um jovem músico que perde uma mão e sua memória recente depois de uma noite com a cantora transexual Jezebel. O livro com o conto e as ilustrações feitas pelo artista traz dois vinis de 7” encartados com quatro músicas cada. Às 21h, no Bar Velho Espanha, Maltez apresenta show do mesmo projeto, com exibição de curta-metragem de animação que conta a história do Rabequeiro Maneta.
CONHEÇA OS FILMES QUE ESTARÃO NA PROGRAMAÇÃO DO IN-EDIT:
ADONIRAN – MEU NOME É JOÃO RUBINATO Diretor: Pedro Serrano Brasil / 92 min. / 2018 / Português Adoniran Barbosa conquistou o Brasil com seu samba melancólico e “mal falado”. Boêmio convicto, conheceu personagens pictóricos, cantou suas mazelas e encheu de poesia a periferia paulistana. Mas Adoniran era também um artista de mil faces. Na televisão, no cinema ou na rádio, ele deu vida a muitos personagens e foi um nome presente na cultura brasileira. Para contar sua trajetória, amigos, parentes, companheiros de trabalho e de copo dão suas versões de histórias que raramente coincidem, como o samba na casa do famoso “Arnesto”. Sexta, 06 de julho, 16h.
ARTHUR MOREIRA LIMA – UM PIANO PARA TODOS Diretor: Marcelo Mazuras Brasil / 83 min. / 2018 / Português Arthur Moreira Lima é um pianista excepcional. Atuou nos palcos mais importantes do mundo, tocou com as Filarmônicas de Leningrado e de Moscou e com as Sinfônicas de Berlim e de Viena, entre tantas outras, sob a regência de grandes maestros como Kurt Sanderling, KiriIl Kondrashin, Mariss Jansons e Jesus Lopez-Cobos. Já sem a necessidade de brilhar nas grandes casas de espetáculos do mundo, hoje o pianista percorre o interior do Brasil a bordo de dois caminhões, levando a música erudita aos cantos mais esquecidos do País e democratizando o acesso à sua arte. Sábado, 07 de julho, 16h.
ASFALTO – 25 ANOS DE DEAD FISH Diretor: Marcos Okura, Caio Rodriguez Brazil / 104 min. / 2017 / Português A banda capixaba Dead Fish é hoje a grande referência do hardcore melódico brasileiro. Com seus 25 anos de estrada, sua formação já mudou diversas vezes, mas seu espírito questionador e combativo continua intacto. Para contar essa história cheia de altos e baixos estão os membros fundadores, integrantes eternos, fugazes e momentâneos, além de produtores e gente próxima ao grupo. Repleto de material de arquivo inédito, Asfalto – 25 anos de Dead Fish oferece um panorama completo de uma vida dedicada à música. Sábado, 07 de julho, 18h.
BADI Diretor: Edu Felistoque Brasil / 85 min. / 2017 / Português e Inglês O filme “Badi” de Edu Felistoque, observa a trajetória pessoal e a carreira internacional da cantora, violonista e compositora Badi Assad. Do clássico ao pop, Badi com seu violão caminha pelos cômodos do universo musical extremamente masculino, se reinventando a todo momento e enfrentando os desafios com leveza – incluindo as pressões por pertencer a uma família de virtuosos músicos e os seus próprios limites criativos. Badi faz do “limão uma limonada” com as críticas, com as próprias reconstruções. Essa gentil e forte mulher, com seu processo de criação próprio e enorme talento, não tem medo de “mergulhar” e ganhar o mundo sem deixar de ser quem é: uma garota simples do interior de São Paulo, Brasil, que valoriza não o sucesso estridente e sim as simples emoções da arte e da vida. Quarta, 04 de julho, 16h.
CHAVELA Diretor: Catherine Gund, Daresha Kyi México, Espanha, Estados Unidos / 90 min. / 2017 / Espanhol, Inglês A cantora mexicana Chavela Vargas teve uma história e tanto. Cantou como ninguém as canções populares de seu país, viveu grandes paixões, viajou para todos os cantos e derrubou uma legião de homens bebendo tequila para ficar com suas esposas. Entrou no esquecimento, voltou aos palcos quase incógnita e foi relançada ao mundo por nada mais, nada menos que Pedro Almodóvar. Chavela é um mito da canção latino-americana e uma lenda do feminismo. Neste filme, ela repassa sua trajetória e conta casos incríveis. Quinta, 05 de julho, 20h.
DÊ LEMBRANÇAS A TODOS Diretor: Irmãos Di Fiore Brasil / 73 min. / 2018 / Português Dorival Caymmi – junto com Jorge Amado – foi um dos inventores do imaginário baiano. Suas músicas, repletas de referências ao mar e a pessoas de sua terra, cativaram o público pela simplicidade e beleza e o transformaram num personagem mitológico. Em seus 94 anos de vida, Caymmi compôs, cantou, escreveu, ilustrou e pensou sua Bahia, mesmo longe dela. Seus familiares, parceiros, amigos e fãs relembram os detalhes de sua história, que o transformou em um dos pilares da cultura brasileira. Domingo, 08 de julho, 18h.
DONA ONETE – FLOR DE LUA Diretor: Vladimir Cunha Brasil / 71 min. / 2018 / Português Dona Onete tornou-se um grande nome da música popular brasileira nos últimos anos, mas sua vida não foi nada fácil. Depois de um relacionamento abusivo, ela libertou-se das amarras e começou a cantar. O filme de Vladimir Cunha registra um show de Dona Onete e uma série de entrevistas com a personagem que não esconde nem charme, nem talento. Sexta, 06 de julho, 14h.
DZIMBA DZE MABWE – CASA DE PEDRA Diretor: Luiza Gannibal Brazil, Zimbabwe / 62 min. / 2017 / Inglês e Português (English and Portuguese) Mbira é um instrumento ancestral do povo Shona, comunidade pertencente à família etnolinguística Bantu, no Zimbábue. Para conhecer melhor seus sons e sua história, Luiza Gannibal e Fábio Mukanya Simões mergulham de cabeça no assunto para descobrir como funciona o instrumento, as diferentes afinações, os luthiers mais destacados e, claro, os mestres musicais. Quinta, 05 de julho, 14h.
ETHIOPIQUES – REVOLT OF THE SOUL Diretor: Maciej Bochniak Polônia / 70 min. / 2017 / Inglês Em 1997, o jornalista e produtor francês Francis Falceto lançou no mercado a série de discos Ethiopiques, um projeto que recupera a memória da música etíope e apresenta ao mundo sua grande diversidade. Em parceria com o produtor Amha Eshete, que entre 1969 e 1975 produziu 120 singles e 14 álbuns com músicos locais, Falceto lançou mais de 30 títulos e continua alegrando as pistas de dança do mundo inteiro. Neste filme, conhecemos um pouco da história da música etíope, suas diferenças, seus protagonistas, seus sons e seu ritmo contagiante mesclado com o soul, o funk, o rock e o jazz. Domingo, 08 de julho, 20h.
FEVEREIROS Diretor: Marcio Debellian Brasil / 74 min. / 2017 / Português A relação entre Maria Bethânia e o carnaval é notória. Desde sua infância em Santo Amaro da Purificação (BA), a cantora sempre cultuou essa festa, que marcou sua formação. Em 2016, a escola de samba Estação Primeira de Mangueira rendeu-lhe uma grande homenagem e acabou ganhando o título, após um jejum de 13 anos. Nesse processo, Bethânia recorda suas primeiras festas e também a importância da espiritualidade em sua vida. Terça, 03 de julho, 20h.
GRACE JONES: BLOODLIGHT AND BAMI Diretor: Sophie Fiennes / 116 min. / 2017 / Inglês Desde o início de sua carreira, Grace Jones sempre foi um ícone. Seja na moda, no cinema ou na música, a artista jamaicana sempre impôs sua forte personalidade em tudo o que fez. Mas quem é a mulher que está por trás do personagem? Para desvendar esse enigma, a diretora Sophie Fiennes acompanhou Grace Jones durante vários anos, invadindo reuniões familiares, gravações de discos, sessões de fotos e sua casa em Paris. Mas ainda assim, a magia permanece intacta. Sábado, 07 de julho, 20h.
INAUDITO Diretor: Gregorio Gananian Brasil / 88 min. / 2017 / Português e Chinês O guitarrista Lanny Gordin é um dos personagens fundamentais na transformação da música brasileira a partir da década de 1960: eletrizou Gal Costa, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Jards Macalé, entre outros. Neste filme, dirigido por Gregorio Gananian e com criação de Danielly O.M.M, Lanny nos revela o seu processo libertário de composição e pensamento atual: o guitarrista embarca em uma insólita odisseia pela China, local de nascimento, e Brasil, país onde vive. Quarta, 04 de julho, 18h.
MAESTRINA DA FAVELA Diretor: Falani Afrika Brasil, Estados Unidos / 82 min. / 2018 / Português Elem Silva dirige sozinha desde criança um grupo de percussão infantil no Pelourinho, Salvador (BA), a banda Meninos da Rocinha do Pelô. Neste filme, a diretora afro-americana Falani Afrika acompanhou Elem durante dez anos. Durante todo esse tempo, ela viveu momentos intensos como a morte da mãe, de alguns integrantes de sua formação e a transformação de seu bairro. Mas nunca perdeu o sonho de se tornar maestrina e melhorar a autoestima das pessoas que lhe rodeiam, de maneira autônoma e extremamente engajada. Quarta, 04 de julho, 14h.
MEU TIO E O JOELHO DE PORCO (MY PUNKLE) Diretor: Rafael Terpins Brasil / 76 min. / 2017 / Português Rafael Terpins é sobrinho de Tico Terpins, integrante da banda Joelho de Porco e uma das figuras mais inquietantes da cena musical brasileira dos anos 1970 e 1980. Aqui, ele conta a relação que tinha com seu “tio roqueiro” e a trajetória artística e profissional de seu ilustre parente. Dos primórdios do grupo ao refúgio na publicidade, passando por momentos obscuros e a amizade com Zé Rodrix, o filme traz um visão ampla sobre Tico e a genialidade do personagem. Sexta, 06 de julho, 18h.
MY LIFE STORY Diretor: Julien Temple Reino Unido / 96 min. / 2017 / Inglês O músico inglês Suggs, vocalista da banda de ska Madness, criou um espetáculo teatral para contar a história da sua vida. Acompanhado por um pianista, o artista repassa sua infância, os primeiros anos de banda e os altos e baixos de sua carreira. Nesse contexto, o diretor Julien Temple registrou o show com várias câmeras e fez sua própria leitura das histórias contadas pelo músico. O resultado é um filme criativo e divertido, cheio de histórias engraçadas e canções que reinaram nas rádios dos anos 1980. Sexta, 06 de julho, 20h.
O FABULOSO ZÉ RODRIX Diretor: Léo Cortês Brasil / 82 min. / 2017 / Português O multi-instrumentista, escritor e publicitário José Rodrigues Trindade, o Zé Rodrix (1947-2009), foi uma das figuras mais inquietas do mundo musical e artístico brasileiro. Responsável por vinte discos, três trilhas sonoras para filmes, inúmeros projetos teatrais e jingles comerciais, Zé Rodrix participou do icônico grupo Som Imaginário, fez parte do Sá, Rodrix & Guarabira e do Joelho de Porco, além de ter tido uma carreira solo de sucesso. Amigos, familiares e parceiros dão sua versão dos fatos. Quinta, 05 de julho, 16h.
SMETAK Diretores: Simone Dourado, Mateus Dantas, Nicolas Hallet Brasil / 96 min. / 2018 / Português Walter Smetak foi um violoncelista, compositor, inventor de instrumentos musicais, escultor e escritor suíço. Em 1957 foi convidado pelo compositor alemão Hans Joachim Koellreutter a ir para Salvador (BA) para integrar os Seminários Livres de Música e acabou ficando. Seu trabalho e suas pesquisas foram fundamentais para a Tropicália e movimentos de vanguarda e tem admiradores no mundo inteiro. O filme fala dos novos caminhos de pensamentos nas artes e na filosofia os quais Smetak abriu como alquimista contemporâneo. Sua produção musical como veículo para alcançar novos planos de consciência e sua convivência com o esoterismo e as ciências ocultas. Quarta, 04 de julho, 20h.
ULTRAJE Diretor: Marc Dourdin Brasil / 92 min. / 2018 / Português Nos anos 1980, a banda Ultraje a Rigor invadiu as rádios, as TVs e a vida do brasileiro com seu rock bem humorado e recheado de críticas. Era fim da ditadura militar e época da campanha “Diretas Já”. Começava assim a trajetória de um dos nomes mais reconhecidos na cena musical nacional das últimas décadas. Neste documentário, o diretor Marc Dourdin faz uma panorâmica da carreira da banda e em especial de seu líder, Roger Moreira, com detalhes surpreendentes sobre a intimidade do grupo. Quinta, 05 de julho, 18h.
VINIL, POEIRA E GROOVES Diretor: Diego Casanova Brasil / 70 min. / 2018 / Português Quem deu por morto o disco de vinil nos anos 1990 realmente não pode vangloriar-se de ser uma pessoa de visão. Três décadas depois de sua “morte”, o vinil hoje move uma economia poderosa. Novas fábricas, selos, lojas, mercenários caçadores de raridades, colecionadores, DJs e todo um complexo ecossistema gira a 33 rpm em volta dessa renovada indústria. Neste filme, conhecemos o mercado brasileiro e seus protagonistas para entender a dimensão de um universo que mistura sons, dinheiro e paixão. Domingo, 08 de julho, 16h.
VOCÊ NÃO SABE QUEM EU SOU Diretor: Alexandre Petillo, Rodrigo Cardoso, Rogério Corrêa / 120 min. / 2018 / Português Nasi sempre foi um cara controverso. Desde seus tempos de Ira! nos inícios dos anos 1980, seu nome figura entre os mais talentosos e também mais encrenqueiros da cena brasileira. O diretor Alexandre Petillo acompanhou o artista durante quatro anos para tentar entender o personagem. Dentro desse período de tempo, podemos ver o fim da sua fase mais “agressiva”, o início da era “paz e amor” e o duro processo que o levou a fazer as pazes com seu parceiro Edgard Scandurra. Domingo, 08 de julho, 14h.
XTC: THIS IS POP Diretor: Roger Penny, Charlie Thomas Reino Unido / 75 min. / 2017 / Inglês Os diretores Roger Penny e Charlie Thomas nos convidam para um passeio pela trajetória da banda de pop rock britânica XTC, que apareceu para o grande público em plena ressaca punk em 1978. Com muito humor e inteligência, o filme transita entre as diferentes fases de um grupo que sempre se sentiu estranho dentro da indústria musical. Neste caminho, o vocalista e guitarrista Andy Partridge, que deixa claro que não gosta de documentários musicais e aproveita a ocasião para fazer das suas. Para nosso deleite. Sábado, 07 de julho, 14h.
SERVIÇO IN-EDIT BRASIL – FESTIVAL INTERNACIONAL DO DOCUMENTÁRIO MUSICAL Quando: 3 a 8 de julho de 2018 Onde: Sala Walter da Silveira Quanto: R$6 e R$3 (meia entrada)
SESSÃO DE ABERTURA FEVEREIROS, de Marcio Debellian (com a presença do diretor) Quando: 03 de julho, 20h Onde: Sala Walter da Silveira Quanto: R$6 e R$3 (meia entrada)
1. Fevereiros, de Márcio Debellian 2. Grace Jones: Bloodlight and Bami, de Sophie Fiennes 3. Dona Onete – Flor de Lua, de Vladimir Cunha 4. Dzimba Dze Mabwe, de Luiza Gannibal