Aldeia Nagô
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Fotógrafo Baiano representa o Brasil na final do concurso mundial da Nikon

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O artista visual baiano Matheus L8 está na final do Nikon Photo Contest 2025, um dos concursos de fotografia mais prestigiados do mundo. Entre milhares de inscrições internacionais, sua obra foi selecionada e concorre ao prêmio de Melhor Foto do Ano, levando para o cenário global a força da cultura popular do Recôncavo Baiano.

A imagem faz parte da série “As Caretas do Mingau”, que retrata uma manifestação histórica da cidade de Saubara, terra da família do fotógrafo. Com esse trabalho, Matheus já conquistou prêmios nacionais e agora celebra a chance de disputar um reconhecimento mundial.

A tradição acontece na madrugada do 2 de Julho. Mulheres trajadas com rendas brancas e chapéus de palha percorrem as ruas com espingardas nas costas, facões na cintura e panelas de mingau equilibradas sobre a cabeça. A performance homenageia as mulheres que, nas lutas pela Independência da Bahia, levavam alimentos e armamentos para seus familiares e companheiros das tropas baianas. De aparência fantasmagórica, as indumentárias também serviam para amedrontar inimigos que cruzassem com essas figuras nas madrugadas do século XIX.

“Estar na final de um concurso global com um trabalho onde jogo luz sobre a cultura local é algo muito rico. Só me faz acreditar cada vez mais na potência e beleza da nossa identidade”, afirma Matheus L8.

O Nikon Photo Contest premia tanto pelo voto popular quanto pela escolha de um júri internacional. O reconhecimento inclui 500 mil ienes em dinheiro (cerca de R$17,5 mil), além de uma câmera Nikon Z50 II e duas lentes NIKKOR Z.

A votação popular já está aberta e pode ser feita no site oficial do concurso, através do link:
👉🏾 https://nikon-photocontest.ownly.jp/story/detail/34963/106741523


Sobre o artista

Matheus L8 é artista visual e músico, natural de Salvador, Bahia. Nascido e criado na Cidade Baixa, mas com raízes familiares em Salinas e Saubara, no Recôncavo Baiano, sua obra mergulha na riqueza étnica e estética da cultura baiana, utilizando a história como lente para imprimir seu olhar sobre o mundo. Transitando entre fotografia, audiovisual e música, constrói narrativas que costuram essas linguagens e iluminam as múltiplas camadas da vida brasileira.

Foto: Rodrigo Ladeira 

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