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Grupo percussivo Aguidavi do Jêje lança projeto de capacitação de crianças e jovens em Salvador – inscrições abertas

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Aulas de percussão, teoria musical, construção de instrumentos, danças dos Orixás, oficinas de grafite, videomapping, origens e histórias do Candomblé e do povo Jêje são os temas que percorrem o projeto Escola Aguidavi do Jêje, que ganha aula inaugural neste sábado (16), idealizado e promovido pelo grupo afro percussivo Aguidavi do Jêje, que acontece dentro do Terreiro do Bogum (Ladeira Manoel Bonfim, 35A,

Engenho Velho da Federação). Com patrocínio da Natura Musical e da TAG, através do Fazcultura, a ação vai capacitar 80 crianças e jovens a partir dos 7 anos, que moram no bairro e no entorno onde está sediado o terreiro. As inscrições seguem abertas até o dia 13, feitas presencialmente no Bogum , ou on-line no link https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdvjplZ1bFr4U68fHGMDg0udqXh24PwZ-Br1YXQce67oLWPKg/viewformseguindo os critérios de bairro de residência (vizinhança), idade, equidade de gênero, autodeclaração racial e esquema de vacinação completo.·

 

As atividades serão gratuitas, na modalidade presencial, e parte delas gravadas e disponibilizadas no canal do Youtube do projeto. Ao fim, em dezembro, será realizada uma mostra pública, através de uma apresentação musical gratuita e aberta ao público. A realização é do Aguidavi do Jêje, RedeAmo e QTVSelo com gestão executiva da LajeLab, com foco em  ampliar o alcance das ações do Terreiro do Bogum e formar músicos, despertar o interesse das crianças e jovens sobre sua ancestralidade e as tradições do candomblé, além de ampliar seus conhecimentos sobre a cultura negra.·

O Terreiro do Bogum ou Zoogodô Bogum Malê Rundó, de nação Jêje, guarda uma um pedaço importante da história do povo negro na Bahia. O seu extenso espaço, rodeado de árvores, possui estrutura arquitetônica ancestral e conta com mais de duzentos anos de fundação. Há 16 anos o percussionista Luizinho do Jêje, Ogã do Terreiro, decidiu realizar aulas para jovens com o intuito de contribuir para a preservação e difusão desse patrimônio imaterial. No local onde funciona o terreiro, viveu Joaquim Jêje, herói do movimento de insurreição de escravos malês que deixou o bogum (baú) onde estavam os donativos que permitiram a famosa Revolta dos Malês, ocorrida na Bahia em janeiro de 1835.·

Inscrições

– Online 07 a 13/09 – bit.ly/escolaaguidavi_inscricoes2023

– Presenciais – a partir de 11/09 – Terreiro do Bogum no Engenho Velho da Federação – Salvador (BA)

No caso haver mais inscrições do que vagas, os critérios para seleção serão:

– Residência no Bairro

– Idade

– Equidade de gênero

– Autodeclaração

– Vacinação completa

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