O compositor Guiga de Ogum lança, no próximo dia 24 de novembro, em todas as plataformas digitais, “Plateia amiga”, samba composto há mais de quarenta anos e que estava, desde então, guardado em seu “baú” de letras e melodias, ao lado de centenas de sambas, canções e ijexás inéditos.
Segundo Guiga de Ogum, “Plateia amiga” foi criada em 1981, motivada pelo lançamento de “Palco”, música que se tornaria um dos grandes sucessos de Gilberto Gil.
“Fiz o samba inspirado na letra de Gil. Era o ‘Palco” dele e a minha ‘Plateia’. Uma música conversava com a outra”, conta o compositor, lembrando que este era o nome original da música.
“No começo, chamava só ‘Plateia’. Depois, os meninos sugeriram ‘Plateia amiga’ e eu gostei. Acho que ficou bom, transmite bem a ideia que quero passar na letra.”
Celebrando a “plateia amiga”, que dá força e sentido à atuação de um artista popular como ele, Guiga atualiza a velha canção, já que, nos dias atuais, tem sido valorizado pelas novas gerações, com uma série de produções e celebrações à sua trajetória artística realizadas nos últimos anos. E assim, ele canta: “Por isso os meus olhos transmitem/ Que o coração quer falar/ Vejo toda a maravilha/ Dando as mãos ao meu cantar”.
Gravado e produzido na Ori Music Lab por Caê Rolfsen, que, ao lado de Paulinho Timor, também assina a direção musical do fonograma, “Plateia amiga” é o segundo single do álbum “Prioridade”, que tem lançamento previsto para o primeiro semestre de 2024.
Participam da gravação nomes de relevo da cena musical paulistana, como Victória dos Santos (cuíca e coro), Bruno Prado (reco-reco de metal e madeira), Anderson Quevedo (flautas e sax), Gregory Andreas (cavaco), Caê Rolfsen (arranjos, violão, baixo, agogôs e coro) e Paulinho Timor (tamborim, pandeiro e surdo).
Sobre Guiga de Ogum
Gumercindo Vieira Santos, Guiga de Ogum, é uma das maiores referências da música da Bahia. Ainda adolescente, no ano de 1959, participou da fundação da Escola de Samba Ritmistas do Samba, pioneira no carnaval soteropolitano. A partir dos anos 70, passou a ter sua obra gravada por intérpretes baianos como Firmino de Itapuã, Edson Conceição, Nelson Rufino e Walmir Lima. Superando as fronteiras da Boa Terra, logrou êxito com Leny Andrade, Jorge Aragão e Jorginho do Império, com “Presentes do mar”, “Deus manda” e “Deixa-me saudar (Santo Antônio)”, respectivamente.
Em 1989, entrou pela primeira vez em estúdio para registrar uma composição de sua autoria, o samba de roda “No rio tem”, que integrou o LP “Samba de Roda – Na roda de samba da Bahia”. No ano seguinte, fez uma participação especial em um álbum do grupo Feitiço Moreno, cantando “Gandhi”, de sua autoria.
Após estas gravações, ficaria quase 30 anos afastado dos estúdios, voltando a registrar composições do seu amplo repertório nos álbuns “Todo Mundo Tem Que Falar” (2018), do conjunto paulistano Bambas de Sampa, e “Bahia dá Samba” (2018) – o compositor teve a companhia dos mestres baianos Riachão e Edil Pacheco no primeiro trabalho e de Walmir Lima e Seu Regi de Itapuã no segundo.
Em 2020, o compositor lançou o single “Arrasta-pé no Forró do Cais”, primeira produção individual de sua carreira. No primeiro semestre de 2021, protagonizou o espetáculo “Guiga de Ogum reverencia os Orixás”, ao lado do Duo Sambagolá, e lançou o samba-enredo “História da Independência do Brasil” (Diplomatas de Amaralina, 1968), no álbum “Sambas-Enredo da Cidade da Bahia”, produzido pelo coletivo É Samba da Bahia! (ÉSBA!). Neste mesmo ano, lançou “Bárbara”, primeiro single do álbum “Prioridade”, que deverá ser lançado primeiro semestre de 2024. Também está previsto para o próximo ano o lançamento de outro álbum individual do sambista, que está sendo produzido pelo jornalista e produtor cultural Camilo Árabe.
Serviço: Lançamento do single “Plateia amiga”, de Guiga de Ogum
Quando: 24 de novembro
Onde: Em todas as plataformas digitais
Ficha técnica completa:
Plateia amiga (Guiga de Ogum)
Guiga de Ogum: voz
Paulinho Timor: tamborim, pandeiro e surdo
Victória dos Santos: cuíca e coro
Bruno Prado: reco-reco de metal e madeira
Anderson Quevedo: flautas e sax
Gregory Andreas: cavaco
Caê Rolfsen: violão, baixo, agogôs, coro e arranjo
Direção musical: Paulinho Timor e Caê Rolfsen
Direção de arte: André Salerno
Foto da capa: Vinicius Xavier
Produção executiva: André Carvalho, Maria Pinheiro, Lys Ventura e Caê Rolfsen
Gravado e produzido na Ori Music Lab por Caê Rolfsen
Mixado e masterizado por Rodrigo Funai Costa
Editora: Ori Records
Distribuição: Altafonte
Um lançamento do selo Ori Records
ISRC: BRTV52300001