Mandinga, Ancestralidade e Resistência no Carnaval do Bloco da Capoeira 2026
Na busca da valorização e divulgação das tradições e elementos de matriz africana, o Bloco da Capoeira, no carnaval de Salvador 2026, vai para a Avenida com o tema “Roda de Capoeira: Campo de Mandinga, Ancestralidade e Resistência na arte de sambar”. A agremiação pretende apresentar o desfile como instrumento tecnológico e símbolo da cultura afro-brasileira, por meio da promoção, difusão e valorização da roda de capoeira como campo de mandinga e manifestações culturais do povo preto.
Com base no AFROFUTURISMO, o desfile se dará por alas, contando a trajetória, a importância e legado das rodas de capoeira em lugares e espaços como: Roda da Gengibirra no bairro da Liberdade, roda da Rampa do Mercado Modelo, roda da Fazenda Grande do Retiro, roda da Segunda Feira Gorda da Ribeira, roda do Corta Braço, roda de capoeira na Roça do Lobo, roda do Terreiro de Jesus, roda do Mercado Modelo, roda da Sereia de Itapuã, roda da Ponta do Humaitá, roda do Sítio Caruano, roda das Festas de Largo de Salvador e roda do Forte da Capoeira (do Santo Antônio Além do Carmo).
O mosaico de cores conta ainda com a ala das baianas, dos Malungos, da ancestralidade, da resistência, a ritualística, berimbalada, samba de roda, Mandinkos, dos N’gomas. E unindo capoeira, dança, música, percussão, teatro, moda e estética negra por meio da inovação tecnológica para seu desfile, as rodas de capoeira andantes contam com carros alegóricos gigantes levando brilho e alegria para a Avenida.
Fundado em 2001 e somente tendo desfilado no circuito Osmar/Campo Grande em 2008, o bloco faz parte dos projetos da Associação Sócio-Cultural e de Capoeira Bloco Carnavalesco Afro Mangangá, fundada em 10 de novembro de 2001, com sede no bairro do Pau Miúdo, uma entidade sem fins lucrativos, que tem por diretriz promover e preservar as manifestações culturais, sobretudo de matriz africana, tendo seus objetivos voltados a realizar ações e atividades com relevância pública e social em benefício aos moradores locais em situação de vulnerabilidade.
Nesse contexto, visa aprimorar o desenvolvimento técnico e teórico da Capoeira enquanto cultura, arte, filosofia de vida, afro empreendedorismo e profissão, bem como a sensibilidade e acessibilidade dos seus praticantes por meio de atividades socioprodutivas, socioeducativas e culturais, conforme as suas finalidades institucionais, nos termos do seu Estatuto Social.
“Como campo de mandinga, expressão corporal, malandragem, sagacidade e negaça, a capoeira é uma prática cultural afro-brasileira com muitas facetas e dimensões, que transmite uma filosofia ancestral. É a conexão e resistência, e muito mais do que um círculo de pessoas praticando movimentos de luta e dança. Essa tendência reforça o papel da capoeira como resistência, integração social e preservação da memória, mantendo o respeito mútuo entre os praticantes”, explicou Tonho Matéria, cantor, compositor e gestor da Mangangá.
Com apoio institucional do Governo do Estado da Bahia (Secult-BA), Programa Ouro Negro e Prefeitura Municipal de Salvador, o Bloco da Capoeira desfila nos dias: 12/02 – quinta-feira – Circuito Osmar (Campo Grande) Concentração a partir das 20h, no Campo Grande; 15/2 – Domingo, Capoeirinha (Versão infantil) no Circuito das Águas, a partir das 15h, com Berimbalada no Abaeté (desfile até o Largo da Sereia) em Itapuã, e no dia 16/02 – Segunda-feira – Capoeirinha (Versão infantil) no Circuito Batatinha, no Pelourinho, com concentração na Rua Alaíde do Feijão, antiga rua das Laranjeiras, a partir das 16h, no Pelourinho.
Venda das fantasias: Camisa R$90,00; Casadinha R$150,00; Acima de 10 peças, sai a R$60,00. Sede da Mangangá, rua Professor Soeiro, n° 18, no bairro Pau Miúdo.
