Marcelo Praddo estrela novo filme de terror da Olho de Vidro Produções
Com mais de 30 anos de carreira nos palcos e nas telas, o premiado ator baiano Marcelo Praddo embarca em um novo projeto: Solange não veio hoje. O filme narra a trajetória de Alan, um homem de classe média alta, que se depara com ausência da funcionária de sua casa, o que o leva para situações extremas e de pavor. A obra é um projeto da Olho de Vidro, produtora presente no Estado há 8 anos e que também acumula prêmios e uma presença firme em festivais de todo país e fora dele. Para contar esta história, que mescla terror e uma crítica à elite brasileira, os diretores Hilda Lopes Pontes e Klaus Hastenreiter se uniram neste trabalho.
A escolha de Marcelo Praddo como protagonista sempre esteve na mente de Klaus, que também assina o roteiro do curta-metragem. “Trabalhamos com Marcelo em outro curta, em 2019, e a partir daí, nunca tive outro ator em mente que não ele. Esse papel nasceu para Marcelo”, explica Klaus empolgado. Para o cineasta, o processo de seleção da equipe é fundamental e Praddo seria o tipo de intérprete essencial para este trabalho, justamente por ele contar com bastante expressividade corporal e uma experiência com o jogo de intenções textuais que, de acordo com Klaus, trazem a ironia e o sarcasmo que a personagem precisa.
Para Hilda Lopes Pontes, o tom presente na atuação de Marcelo Praddo é a chave para o que a narrativa precisa passar. A busca dos realizadores é convocar o subgênero Horror, a fim de aproximar o espectador dos absurdos inseridos na sociedade e, ao mesmo tempo, causar angústia e tensão, através do terror impresso em cena. De acordo com Hilda, obras que trazem o próprio cotidiano e as questões da sociedade como veiculador do horror constroem a tensão e aproximam o cotidiano do medo. O que há de palpável e não palpável se encontram, criando uma personificação da crueldade humana.
Dentro de todo este contexto, Marcelo conta como a realização cinematográfica é intensa, por ter inserida nela toda uma gama de integrantes na equipe e diversos aparatos são necessários para que um filme seja feito. Mas, para ele, seu novo curta contou com pessoas calorosas, porém cheias de consciência sobre a responsabilidade necessária para se dar conta de um trabalho tão intenso. “Seja na parte artística ou na técnica, é sempre uma doação muito grande e nós queríamos entregar um material muito bem acabado”. Dentro desta imersão, o artista revela que as direções de Hilda e Klaus foram essenciais para seu processo, pois são detalhistas, fazendo com que a construção de sua personagem ocorresse de forma mais fluida. “É algo que vai fomentar o meu ano de 2022, um momento de retorno das artes para minha vida e para todos”.
As gravações de Solange não Veio Hoje aconteceram neste mês e a previsão de finalização é para dezembro de 2022. O projeto tem apoio financeiro do Estado da Bahia, através do Fundo de Cultura, Fundação Cultural do Estado da Bahia, Secretaria de Cultura e Secretaria da Fazenda.
