Aldeia Nagô
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Não tenho audiência para violência. Por Zuggi Almeida

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A sanha dominadora desse Senhor do Mal de cabelo alaranjado, apenas atesta a descendência de um povo acostumado à expropriação.
A Marcha para o Oeste nos EUA inspirada na crença que tinham o direito divino de expandir-se até o Pacífico envolveu a invasão de terras e extermínio de diversos povos nativos para formação do território continental americano gerando grandes impactos sociais e culturais.

De acordo com o Destino Manifesto, Deus havia escolhido o povo americano para levar progresso e civilização ao continente. A base de formação dos colonizadores americanos foi majoritariamente protestante. Por conta das perseguições sofridas na Europa imigrantes puritanos, luteranos, anglicanos, quackers e batistas amparados pelo direito à prosperidade e propriedade orientados pela fé religiosa invadiram ou negociaram territórios dominados antes por França, Inglaterra, Espanha e vinkings nórdicos; – esses também, invasores das terras da América.

O domínio de povos, territórios e suas culturas inspirados pelo Direito Divino.

O que o Senhor do Mal do cabelo alaranjado está realizando dá continuidade à política intervencionista americana antes praticada em países como Japão, Itália, Grécia, China, Coréia do Sul e Norte, Irã, Guatemala, Tibete, Taiwan, Filipinas, Indonésia, Cuba, Congo, Vietnã, Brasil (apoio ao golpe militar e instalação de ditadura militar, mas, recente o lawfare institucional) e seguindo a Guiana, Laos, Peru, Argentina, Chile, Uruguai, Angola e Moçambique.
A invasão da Venezuela pelos Estados Unidos sinaliza a instituição de uma Nova Cruzada – não inspirada pelo domínio religioso – mas, pela imposição política ideológica e apropriação de riquezas minerais e do controle financeiro. O socorro econômico dos EUA à eleição na Argentina foi submetido a um boicote anterior e subjugamento de Milei aos interesses expansionistas do governo americano na América Latina.

Quando fico de frente com a realidade brasileira vejo andrajos de representares de um segmento político decadente, submisso e alienado que torce com a invasão na Venezuela e reza para que o Senhor do Mal de cabelo alaranjado amplie a extensão dos seus quintais até o território brasileiro. O que me causa dor maior é ver um irmão negro, pobre, favelado ao lado de uma banca de jogo do bicho elogiar a violência praticada contra o povo de uma Nação amiga que perde o direito de escolha dseu próprio destino.

Quanto a citação massiva do nome do Senhor do Mal de cabelo alaranjado praticada na mídia, prefiro voltar os olhos para as cores desse verão.
Eu não tenho audiência para violência!

Zuggi Almeida é baiano e cronista

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