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O desespero tucano. Por Claudio Guedes

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Claudio_Guedes

FHC, o visconde de Higienópolis, no espaço cativo que possui na imprensa, hoje deixa explícito o desespero que grassa nas fileiras do tucanato. Está na Folha deste domingo.

 

Tentando inverter a lógica eleitoral mais razoável, FHC afirma que como Bolsonaro já estaria no segundo turno, a disputa no primeiro turno vai se dar entre Alckmin e Haddad para ver quem bateria o truculento capitão na fase final das eleições.

Com isso, o tucano quer passar a ideia que Alckmin também faz parte do polo progressista de centro e centro-esquerda capaz de deter a direita que ganhou musculatura no país. Tentativa canhestra, desesperada. FHC já percebeu que Alckmin não possui estofo para deslocar Bolsonaro do eleitorado que um dia, majoritariamente, votou no PSDB e que hoje o abandonou.

A sem vergonhice do alter ego intelectual dos tucanos é tão exacerbada que ele nega que o PSDB esteja no governo Temer e que tenha tido papel central na sustentação do governo. Mais um pouquinho e FHC negará até que conhece Aloysio Nunes, senador do PSDB, seu amigo e ministro das Relações Exteriores de Temer.

O PSDB, que de social e democrata muito pouco teve no passado, hoje é apenas, no país, mais um partido de direita, conservador, e sem qualquer compromisso com o mundo do trabalho. As máscaras caíram. Os tucanos não conseguem mais enganar quase ninguém. Não é à toa que a preferência do eleitor pelo PSDB não passa de 4% e é muito próxima da intenção de voto do seu hoje candidato presidencial.

O canto desafinado de FHC é denunciador da falência da estratégia da qual ele foi um dos principais articuladores: impeachment de Dilma, governo de transição com Temer & Tucanos, condenação e prisão de Lula e em 2019 governo do PSDB.

O povo, esse detalhe, não comprou o “pacote” do mistagogo tucano. Enquanto o líder petista vê seu prestígio crescer a cada dia, mesmo arbitrariamente preso, o PSDB marcha para a lata de lixo da história, junto com as reputações dos seus outrora grandes e hoje silenciosos líderes: José Serra, Aécio Neves, Aloysio Nunes e Geraldo Alckmin.

A única diferença hoje entre Bolsonaro e o candidato tucano é que Bolsonaro é a direita truculenta, sem verniz, e Alckmin é a direita conservadora com certo polimento. Ambos representam propostas antipopulares e sem compromisso com o desenvolvimento sustentável do país. Ambos são refratários ao aprofundamento da democracia na vida social e nos costumes do nosso povo.

Claudio Guedes é empresario

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