Aldeia Nagô
Facebook Facebook Instagram WhatsApp

O sequestro do Brasil. Por Zuggi Almeida

2 - 3 minutos de leituraModo Leitura

A pirataria é uma prática secular na história do Brasil. Desde a invasão portuguesa às terras brasileiras no Século XV, e a consequente pilhagem desses territórios, além de riquezas naturais pertecentes aos indígenas até advir as incursões de corsários holandeses, franceses e ingleses ao longo da vasta costa marítima desse imenso Brasil.

O Tratado de Tordesilhas tramado entre Portugal e Espanha em 1494 que fatiava o Novo Mundo – diga-se América do Sul; em bandas iguais despertou a cobiça de reinos de Inglaterra, Holanda e França. Nada diferente dos interesses de Vasco da Gama, Pedro Àlvares Cabral e Américo Vespúcio.

Mas o aparato naval ineficiente de Portugal e Espanha diante à sanha dos corsários europeus permitia que cargas de cana-de-açucar e de madeira de lei transportados pela frota portuguesa ou o ouro extraído das minas das Américas por espanhóis fossem saquedos por outros piratas.

Um dos aspectos interessantes dessas atividades criminosas e que eram endossadas pelos reinos próprios, os senhores dos territórios invadidos ou donos de patrimônios surrupiados aceitavam esses prejuízos em nome de uma suposta ‘diplomacia’ que definia que acima da moral e da soberania estavam os interesses comerciais.

Uma das estratégias dos invasores era suprimir a frota naval e ocupar o território inimigo impondo sanções de ordem mercantil e financeira.

Faço esse recorte histórico para ilustrar o momento político experimentado pelo Brasil diante das retaliações do governo americano impondo às importações brasileiras taxações de 50% de impostos aos produtos nacionais.

O formato da guerra híbrida da contemporaneidade faz uso de táticas da pirataria substituíndo o trovejar de canhões por algorítimos e barreiras comerciais.

Um corsário moderno denominado Donald Trump interessado em submeter a soberania e desenvolvimento brasileiros ao seu jugo, também o controle das riquezas naturais do Brasil usa do artifício de estar a defender direitos de um criminoso político – no caso, o ex-presidente Bolsonaro; para assegurar os reais interesses comerciais americanos.

Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente golpista atua nos Estados Unidos, como espécie de despachante do escritório da pirataria contemporânea. Esse deputado brasileiro licenciado alimenta a ilusão que pode tornar refém a soberania política de uma Nação e do seu povo. Pretende sequestrar a economia com as medidas Trump e estabelecer como pagamento do resgate a não condenação do seu pai pelo Superior Tribunal de Justiça do Brasil.

Ledo engano!

O Donald Trump foi dono de cassino e sabe muito bem os movimentos numa mesa de póquer, Bolsonaro é um dos seus blefes.

Ao filho Eduardo, cabe exercer o papel de croupier.

Só que eles não sabem, mas o Brasil tem um às na manga.

Zuggi Almeida é um baiano que escreve crônicas e poesia.

Compartilhar:

Mais lidas

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *