Aldeia Nagô
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O Vila Ocupa o MAB apresenta o espetáculo “Minha mãe e eu, e a mãe da minha mãe” do premiado ator e diretor baiano Fábio Vidal

5 - 7 minutos de leituraModo Leitura

O espetáculo conta com a participação inédita de Rosvanda Melo, mãe do artista, em uma narrativa autobiográfica que entrelaça temas universais como o envelhecimento e o cuidado familiar, refletindo sobre o Brasil pela ótica de uma mulher de 80 anos

O Vila Ocupa o MAB, programa de ocupação artística e cultural do Teatro Vila Velha no Museu de Arte da Bahia, apresenta nesta última semana de janeiro (dias 30 e 31/01, às 19h) o mais novo espetáculo do ator e diretor baiano Fábio Vidal: “Minha mãe e eu, e a mãe da minha mãe”. Pautas atuais e relevantes, abordadas na peça, como o envelhecimento e o etarismo, sempre estão no radar de interesse do Vila, como assuntos que contribuem para o debate e a reflexão em cena. E a partir desse lugar e dessa obra, em que o artista contracena com a sua mãe, Rosvanda Melo, uma narrativa autobiográfica entrelaça temas universais, refletindo sobre o Brasil pela ótica de uma mulher de 80 anos. “Tem sido um processo de redescoberta, de reconexão familiar. Eu me sinto muito nutrido por essa ação de trazer luminosidade em cima da minha mãe. É um convívio de muito afeto e reencontro”, reflete o ator.

Os ingressos estão disponíveis através do Sympla (https://bileto.sympla.com.br/event/114411/d/355293/s/2395815) ou na bilheteria do evento, no local: R$ 20 (meia)/ R$ 40 (inteira). VÍDEO do espetáculo: https://www.youtube.com/watch?v=GMcI2KxyOfc

A peça, construída a partir de memórias e expressões artísticas diversas, como teatro, contação de histórias, canto, bordado e culinária, homenageia também Agostinha, avó de Vidal, falecida aos 80 anos, vítima da Doença de Alzheimer, e sua bisavó, Pureza. Somando as histórias dessas três gerações de mulheres, a montagem atravessa mais de cem anos de memórias familiares, trazendo à tona a rica trajetória de mulheres nordestinas e suas lutas.

O espetáculo nasceu de um processo colaborativo que começou em maio deste ano, envolvendo a comunidade baiana em uma série de oficinas formativas. Com grande participação popular, essas atividades – que contaram com a presença de Rosvanda Melo – trouxeram à tona temas como autobiografia cênica e canto coral, adicionando novas camadas ao processo criativo e conectando o público à obra desde o início.

A montagem conta com a colaboração de profissionais renomados da cena artística baiana. Fabio Vidal assina a direção e autoria do espetáculo que tem orientação de dramaturgia de Meran Vargens. Kaíka Alves e Caw Bomfim dividem a assistência de direção, Rino Carvalho e Lucimaureen Agra assinam o figurino, a trilha sonora e preparação vocal são de Sandra Simões e a cenografia de Luis Parras. A produção de vídeos para a cena são da Voo Audiovisual e a direção de produção é da Multi Planejamento Cultural.

“Minha mãe e eu, e a mãe da minha mãe” explora de maneira profunda as experiências vividas por mulheres nordestinas, propondo uma reflexão sobre o envelhecimento e o lugar das pessoas idosas na sociedade. Segundo Vidal, “precisamos modificar essas formas de tratamento com a terceira idade, resgatar o respeito e o amor aos nossos idosos. Vivemos em uma sociedade que valoriza a juventude, mas a velhice precisa ser melhor abraçada e cuidada”. A peça, que alterna momentos de delicadeza e força, aborda de forma afetuosa os desafios trazidos pelo Alzheimer, revelando a importância do cuidado como expressão do amor.

O VILA OCUPA O MAB: Seguindo o movimento de expansão das atividades, o Teatro Vila Velha ocupa o Museu de Arte da Bahia, através do apoio financeiro do IPAC, a fim de fortalecer mutuamente os espaços culturais da cidade.

O Teatro Vila Velha tem apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia.

Para ficar atualizado e bem informado sobre toda a programação, acesse o Instagram @teatrovilvelha e o site www.teatrovilavelha.com.br e acompanhe as novidades.

Ficha Técnica do espetáculo:

Direção, autoria e atuação: Fabio Vidal

Atuação: Rosvanda Melo

Assistência de direção: Kaíka Alves e Caw Bomfim

Orientação de dramaturgia: Meran Vargens

Figurino: Rino Carvalho e Lucimaureen Agra

Cenografia: Luis Parras

Assistência de cenografia: Ítalo Parras

Cenotécnico:José Augusto Alves, Wagner Aguiar e Ricardo Fernandes

Adereço cênico (tapete): Lucas Oliveira e Luzia Passos

Assistente de cena: Edice Melo

Operação de luz: Ella Dias

Trilha Sonora e Preparação Vocal: Sandra Simões

Operação de som: Léo Bittencourt

Locuções: Paulo Roberto

Produção de vídeos para a cena: Edson Bastos e Henrique Filho (Voo Audiovisual)

Registro de imagens para a cena: Clara Paraguaçu

Identidade visual: Filipe Bezerra

OFICINAS PREPARATÓRIAS

Autobiografia cênica – Histórias de mãe: Fabio Vidal

Canto Coral: Carlos Morais

Canto e Interpretação: Sandra Simões

Contação de Histórias – Inventação Coletiva: Meran Vargens

ACESSIBILIDADE

Consultoria de acessibilidade: Adriana Urpia

Recursos de acessibilidade: AD)))arte Acessibilidade

Roteiro de AD: Adriana Urpia

Consultoria: Dêivide Monteiro

Sessão na Casa Rosa:

Narração de AD: Adriana Urpia

Intérpretes de Libras: Thalita Araújo e Taiane Pereira

Sessão no Teatro SESI Casa Branca:

Narração de AD: Sandra Rosa

Intérpretes de Libras: Thalita Araújo e Nânara Santana

PRODUÇÃO

Produção: Multi Planejamento Cultural

Coordenação de Produção: Ana Paula Vasconcelos e Renata Hasselman

Produção: Iajima Silena

Assistência de Produção: Caio Barbosa e Caw Bomfim

Mediação Cultural: Criare Mediações

Sobre o Território Sírius

O Território Sírius iniciou suas atividades em 2000 com a estreia do espetáculo Seu Bomfim. O grupo/empresa se desenvolve inicialmente pelos trabalhos do ator-performer, autor e diretor Fabio Vidal, que coordena esse núcleo artístico voltado para produções artísticas pautado na autonomia do atuante (atores, performers, dançarinos e circenses) enquanto criadores de seus modos e meios de expressão e produção.

Atualmente esse núcleo artístico é formado pelos atuantes, Fabio Vidal, Emerson Cabral, Mariana Freire e Ninha Almeida e pelos produtores Ana Paula Vasconcelos e Júnior Cecon. Trabalhamos numa perspectiva multidisciplinar que congrega expressividades cênicas diferenciadas. Promovemos processos autônomos e coletivos de produção e pesquisa acerca de modos pessoalizados de cena, a serviço do desenvolvimento de novas linguagens e estéticas. Hibridização de artes em diálogo com os modos de produção vigentes, mas a serviço da criação de outras relações humanas e trabalhistas. A arte como mecanismo de potencialização do ser, à serviço da ética, política, filosofia, educação e liberdade. O Território Sirius já transitou por todas as regiões do país apresentando-se tanto em diversas capitais como em variadas cidades do interior, gerando ações artísticas e educacionais.

Estabelecendo uma possibilidade de cena marcada pelo experimentalismo e por

espetáculos, de aguçada precisão técnica e de resultantes múltiplas em seus temas e dramaturgias. O repertório do grupo é composto pelas encenações Seu Bomfim, Eterno Retorno – ERê, Velôsidade Máxima, Casa Número Nada, Sebastião, Joelma, Velôsidades, Monólogo das Sombras e Gamela.

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