Aldeia Nagô
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Pré-estreia do “Malês” no Open Air Salvador na quarta, dia 01

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O filme será exibido no Open Air Brasil, que leva a maior tela de cinema a céu aberto do mundo (do tamanho de uma quadra de tênis – 325m²) pela primeira vez a Salvador. A sessão terá a presença do diretor Antônio Pitanga e dos atores Rocco Pitanga, Edvana Carvalho, Samira Carvalho, Antonio Fabio, Carlos Betão, Dedé Conceição, Heraldo de Deus, Jhonas Araújo, Lázaro Machado, Marcus Dioli, Valdineia Soriano e Miguel G. Portugal Gualberto e contará com um show de Rachel Reis após o longa.

Dirigido por Antonio Pitanga e produzido por Flávio Ramos Tambellini, “Malês” retrata o maior levante organizado por pessoas escravizadas da história do Brasil. Baseado em fatos históricos, o drama mostra as difíceis condições de vida de homens e mulheres negros na Bahia do século XIX, o combate ao racismo extremo, à pobreza e à intolerância religiosa. A Revolta dos Malês mobilizou a população negra, escravizada e liberta, que ocupou as ruas de Salvador contra a escravidão, em 1835. Encabeçada por africanos muçulmanos, chamados de malês, a rebelião aconteceu no final do Ramadã, celebrado em janeiro pelo Islã. Após o fracasso da revolta, os manifestantes foram duramente punidos e a repressão contra os negros no Brasil aumentou. O longa é uma produção de Flávio Ramos Tambellini, da Tambellini Filmes, com produção associada de Cacá Diegues e Lázaro Ramos, em coprodução com a Globo Filmes, Obá Cacauê Produções, Gangazumba Produções e RioFilme, e distribuição da Imovision.

A história do longa tem início no Reino de Oyó, na África, em 1830, onde Dassalu (Rocco Pitanga) se prepara para seu casamento com Abayome (Samira Carvalho). O que deveria ser o dia mais feliz da vida do casal se torna um pesadelo quando uma tribo rival invade a cerimônia e eles são capturados, separados e levados ao Brasil. Ao chegar em Salvador, Dassalu é vendido para a cruel fazendeira Mamãe A (Patrícia Pillar) e conta com a ajuda de Ahuna (Rodrigo de Odé) para tentar encontrar a noiva. 

Além de dirigir o longa, Antonio Pitanga interpreta Pacífico Licutan, escravizado malê e um dos líderes do levante que reforçava a importância da participação de diferentes tribos e religiões para o sucesso da revolta e o fim da escravidão. Outros nomes reais envolvidos na rebelião também são apresentados, como Manoel Calafate (Bukassa Kabengele), Vitório Sule (Heraldo de Deus), Luís Sanim (Thiago Justino) e Sabina (Camila Pitanga). O filme também apresenta personagens ficcionais, interpretados por Wilson Rabelo, Edvana Carvalho, Indira Nascimento e Patrícia Pillar. 

“Mostrar a crueldade e a violência da maneira que esses negros foram tratados é necessário. Não era uma violência gratuita, era parte do contexto e da narrativa que “Malês” está contando. A gente teve que ter cuidado, eu e a roteirista Manuela Dias, para mostrarmos a real situação dos anos do século XIX. São cenas necessárias de serem mostradas, não como um veículo de venda, de aproveitamento, de promoção. O filme é exatamente uma proposta narrativa de você descortinar e dar luz à escuridão, e revelar a realidade vivida no século XIX”, conta o diretor Antonio Pitanga. 

O produtor Flávio Ramos Tambellini destaca a importância da estreia de um filme como “Malês” em 2025. “O longa mostra outra visão, uma que os livros de história não contam, pouco se sabe sobre os malês através dos livros de história mais tradicionais. Acho que esse é um filme muito representativo para 2025, porque é sobre retratar o ponto de vista africano, não português, contando a história de um viés diferente do que estamos acostumados. É um filme que fala sobre negritude mas é, ao mesmo tempo, um filme para todos conhecerem a história do Brasil”

A cidade de Salvador vive tempos de efervescência com o desejo de liberdade e igualdade. Os malês se preparam para erguer a primeira mesquita em solo brasileiro em busca de um lugar seguro para praticarem sua fé. Porém, quando são forçados a derrubar sua nova casa de oração e veem seu líder ser preso para pagar as dívidas de seu senhor, eles decidem se levantar contra a injustiça e o sistema vigente. Para isso, vão mobilizar toda a população negra da capital baiana, independentemente de etnia ou religião, como a iyalorixá Iyá Nassô (Edvana Carvalho).

Os bastidores da revolução são mostrados durante encontros entre os membros, que tentam incentivar que mais escravizados participem da luta pela liberdade, se revoltando contra suas precárias condições de vida. Porém, nem todos veem com bons olhos a organização dos malês. É o caso de Sabina (Camila Pitanga), que se preocupa com o envolvimento do marido Vitorio Sule (Heraldo de Deus) com os malês, mas não desconfia que ele se converteu ao islamismo. Ela acredita que o trabalho duro e os orixás irão garantir um futuro melhor para a família, e teme que Vitorio tenha problemas por se associar aos muçulmanos. 

O filme também apresenta a história de outras duas mulheres que assumem posturas diferentes da de Sabina em relação ao difícil cenário em que vivem. Presa em um convento e privada de sua liberdade, Abayome tenta reencontrar Dassalu e, no processo, decide participar ativamente da luta armada ao lado dos homens. Já Edum (Indira Nascimento) vive os dias finais de uma gravidez muito esperada. Apesar de apoiar a revolta e desejar participar, ela precisa se resguardar pela segurança do filho, incentivando o marido Manoel Calafate a seguir na organização do levante para criar um mundo melhor para seu filho. 

“Malês” foi rodado em Cachoeira e Salvador, na Bahia, e em Maricá, no Rio de Janeiro. O filme tem patrocínio Petrobras através do programa Petrobras Cultural e Governo Federal, Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Cultura e Turismo de Salvador, Instituto de Ciência, Tecnologia e Inovação de Maricá e Prefeitura de Maricá, um investimento BNDES, apoio da Light, BahiaGás, Embasa, Ambev e Tupy, além de recursos públicos geridos pela Agência Nacional do Cinema – ANCINE, FSA e BRDE.

Apoio Financeiro: Este projeto foi contemplado nos Editais da Paulo Gustavo Bahia e tem apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura via Lei Paulo Gustavo, direcionada pelo Ministério da Cultura, Governo Federal. Paulo Gustavo Bahia (PGBA) foi criada para a efetivação das ações emergenciais de apoio ao setor cultural, visando cumprir a Lei Complementar no 195, de 8 de julho de 2022.

Sinopse:

MALÊS é uma jornada de resistência e coragem, ambientada na vibrante Salvador de 1835. Durante seu casamento, dois jovens muçulmanos são arrancados de sua terra natal na África e escravizados no Brasil. Separados pelo destino cruel, ambos lutam para sobreviver e se reencontrar, enquanto se veem envolvidos na maior insurreição de escravizados da história do Brasil: a Revolta dos Malês.

Elenco:

Rocco Pitanga – Dassalu

Antonio Pitanga – Pacífico Licutan

Camila Pitanga – Sabina

Samira Carvalho – Abayome

Rodrigo de Odé – Ahuna

Bukassa Kabengele – Manoel Calafate

Heraldo de Deus – Vitório Sule

Patrícia Pillar – Mamãe A

Edvana Carvalho – Iyá Nassô

Indira Nascimento – Edum

Wilson Rabelo – Dandará

Thiago Justino – Luis Sanin

Ficha técnica:

Direção: Antonio Pitanga

Roteiro: Manuela Dias

Produtor de elenco: Felipe Argollo

Produtor: Flávio Ramos Tambellini

Produtora Executiva: Tânia Leite

Produtora Executiva Bahia: Fabíola Aquino

Produtores Associados: Carlos Diegues e Lázaro Ramos

Diretor de Fotografia: Pedro Farkas

Diretor de Arte: Rafael Cabeça

Montagem: Quito Ribeiro

Figurinista: Rô Nascimento

Caracterizador / Maquiador: Uirandê Holanda

Trilha: Antônio Pinto e Barulhista

Som: José Moreau Louzeiro

Edição de Som: Waldir Xavier

Mixagem: Rodrigo Noronha

Produção: Tambellini Filmes

Coprodução: Globo Filmes, Obá Cacauê Produções, Ganzazumba Produções e RioFilme

Distribuição: Imovision 

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