Projeto Gota D’Água promove bate-papo com Onisajé sobre candomblé e teatro
Neste sábado, 27/02, às 17h, o Projeto Gota D’Água realiza sua segunda live no instagram (@gota.d.agua_), que traz como tema “A representação dos rituais de candomblé no teatro” e conta com a participação da criadora do Núcleo Afrobrasileiro de Teatro de Alagoinhas (NATA), Fernanda Júlia Onisajé, e do diretor do espetáculo “Gota D’Água”, Augusto Nascimento. A live busca debater formas de representar rituais do candomblé, presente em diversas dramaturgias, sem
reforçar estereótipos que fundamentam o racismo e a intolerância religiosa. Onisajé foi a primeira diretora negra a assumir a direção de um espetáculo da Escola de Teatro da UFBA, é também responsável por espetáculos de grande sucesso como “Peles Pretas Máscaras Brancas”. Gota D’Água é o espetáculo de estreia da Companhia Baiana de Teatro Brasileiro, que adapta o texto de Chico Buarque e Paulo Pontes para a realidade do Subúrbio de Salvador. A peça será transmitida da sala principal do Teatro Castro Alves para a internet a partir do dia 31 de março e fica em cartaz até 3 de abril. Antes da estreia, o projeto realiza ensaios abertos e encontros para discutir as particularidades da região do Subúrbio Ferroviário, os personagens do texto e suas motivações, além dos ambientes em que circulam.
SOBRE FERNANDA JÚLIA ONISAJÉ:
Yakekerê (segunda yalorixá) do Ilê Axé Oyá L´adê Inan, localizado em Alagoinhas (BA), Fernanda Júlia Onisajé é baiana e encenadora-fundadora do Núcleo Afro-brasileiro de Teatro de Alagoinhas (NATA). Mestre e doutoranda em Artes Cênicas pelo Programa de Pós-graduação em Artes Cênicas (PPGAC) da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Onisajé é dramaturga e pesquisadora das religiões de matrizes afro-brasileiras com foco no candomblé de ketu. A escritora já assinou os roteiros de Senzalas – A história, o espetáculo (2002), Siré Obá – A Festa do Rei (coautoria de Thiago Romero, 2009), Ogun – Deus e Homem (coautoria de Fernando Santana, 2010), Oduduwá – O poder feminino da criação (2015), Macumba – uma gira sobre poder (2016) e Rosas Negras (2017). Onisajé atuou como professora substituta na Escola de Teatro da UFBA e sua dissertação de mestrado foi intitulada como Ancestralidade em cena: Candomblé e Teatro na formação de uma Encenadora. Com Siré Obá – A Festa do Rei, foi indicada na categoria Revelação no Prêmio Braskem de Teatro, em 2009.
17h
