Slam: a força da poesia falada que dá voz aos jovens
Movimento artístico e social cresce em escolas e comunidades, transformando palavras em resistência e expressão política
Nesta sexta-feira (24), tivemos a mesa ” A poesia da transformação do Slam: palavras que revolucionam”, na Geração FLICA. A mediação foi feita pelo poeta, produtor cultural e graduado em Museologia pela UFRB, Breno Silva, e com participação a da poeta, escritora e rapper, Alice Nascimento, e a “slammer”, escritora e atriz, NegaFyah.
A mesa se inicia com a influência do hip-hop na poesia, mais especificamente o Slam, que se trata de uma batalha de poesia falada, em que pode durar até três minutos e depende da performatização do artista.
O Slam funciona como o “esporte da palavra”, tendo competições municipais, estaduais, nacionais e internacionais, sendo reconhecido em 80 países. NegaFyah é uma das “slammers” (artistas) da cena mais conhecida, já tendo sido campeã em território municipal e nacional e ficando em segundo lugar na competição nacional em 2018.
Para além disso, o Slam funciona como resistência de jovens pretos em busca do protagonismo das suas narrativas e de histórias que coincidem com suas vivências individuais.
Ainda na mesa, Alice Nascimento e NegaFyah, utilizam esses campos da arte como forma de abranger o protagonismo feminino na cena. O Baile das Braba, que acontece no Escombro 777, se torna um desses palcos para mulheres produzirem suas artes em um coletivo e inspirarem mulheres e futuras gerações. O baile atua não só como festa, mas também como forma de instrumento social em Cachoeira, com oficinas nas escolas e em outros ambientes da comunidade, sendo um trabalho multiplataforma.
Outro palco dessa luta é o Slam das Minas – BA, que traz o acolhimento e o pertencimento de mulheres, cujo objetivo é incentivar o público feminino a fazer parte do Slam.
A mesa ainda contou com um alto público de jovens que entenderam mais sobre o Slam como o hip-hop pode se reinventar de diversas maneiras.
Por Vinicius Brito
Foto: Vinicius Brito
Créditos: @Comuniflica
