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Sonzaço! A Olaiá Music e a Canção Brasileira em Amsterdã. Por Renato Queiróz

2 minutos de leituraModo Leitura

Você já imaginou ouvir um samba ou um som do clube da esquina genuíno no meio de Amsterdã?

Senta que lá vem História!

É assim que a Olaiá Music apareceu.
Não foi um plano de negócios, na verdade. Foi mais uma necessidade do baixista Breno Virícimo, vivendo longe de casa, de criar um cantinho onde a nossa música pudesse respirar.

O que era para ser um projeto pequeno, quase caseiro, virou um ponto de encontro.

A proposta era simples: juntar músicos, brasileiros e estrangeiros e tocar. Gravar de um jeito íntimo, quase como se estivéssemos na sala de alguém.

O resultado? Mais de cem gravações que capturam o calor desses encontros.

O interessante é ver como a música brasileira, nesse contexto, vira sempre língua universal.

O violão do uruguaio Daniel de Moraes conversa numa boa com a bateria do alemão Udo Demandt.

E as vozes… isso é de arrepiar.

A Lilian Vieira traz aquela força brasileira de raiz, sabe? O timbre dela carrega história. Quando ela se encontra com Anna Serierse, Nina Rompa e Femke Smit, acontece algo mágico.

É pura entrega. Juntas, elas criam um clima sonoro único onde a tradição dialoga com novas sensibilidades.

Um dos momentos que mais gosto é a versão que eles fizeram para “Tudo o Que Você Queria Ser” de Lô e Márcio Borges.

Eles partiram de uma base linda e atemporal do Quarteto em Cy.

Fica nesse fio tênue: homenagem e releitura.

O arranjo tem o espírito das quatro vozes que a gente ama, mas floresce com a personalidade deles.

SONZAÇO!
Renato Queiroz é professor, compositor, poeta e um apaixonado pela história da música

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